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Sebastião Salgado aponta a Amazônia como salvação para o planeta 

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“O paraíso é uma fábula, mas ele pode ser materializado na Amazônia. (…) Possuímos o que o planeta necessita para a sobrevivência. A Amazônia é o principal rincão de defesa da Terra”. Esse foi o recado do fotógrafo Sebastião Salgado, autor da mostra Amazônia, com quase 200 painéis fotográficos da maior floresta tropical do mundo, nesta segunda-feira (05) – data em que se comemora o Dia da Amazônia. Considerado um dos maiores talentos da fotografia mundial, Sebastião Salgado foi palestrante do webinar “A Proteção do Meio Ambiente: Experiências e Desafios”, promovido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso. 

Profundo conhecedor da Amazônia, onde chegou a morar por sete anos recentemente, Sebastião Salgado falou sobre a importância de conciliar o desenvolvimento econômico e social com a preservação do meio ambiente. Disse que a vida humana é muito frágil no planeta. “Tenho enorme preocupação com o que está acontecendo hoje no mundo. Vivemos um momento dramático. O planeta está se adaptando aos desgastes que estamos provocando e se preparando para nos expulsar dele. Seremos expulsos do planeta se continuarmos com o comportamento de destruição permanente”, defendeu, lembrando a extinção dos dinossauros, considerados por ele uma espécie mais poderosa fisicamente que os homens.

Conforme Sebastião Salgado, a Amazônia representa a maior acumulação de carbono do planeta. Das 10 principiais cidades emissoras de dióxido de carbono no Brasil, oito estão localizadas na Amazônia e essas emissões são resultados dos incêndios. “Madeira é carbono puro. Estamos num processo terrível de destruição e acho que temos a obrigação, como seres humanos, de proteger essas grandes reservas de carbono para proteger a vida humana”, afirmou. Para ele, o Ministério Público e todo o Sistema de Justiça têm papel fundamental nessa preservação. “O poder de manter essa natureza está, e muito, nas mãos de vocês, integrantes do Ministério Público. A autoridade de vocês é enorme. Pra mim é muito importante falar disso com vocês”, salientou. 

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O palestrante sustentou que o Brasil está destruindo a Amazônia para colocar no lugar propriedades rurais de rentabilidade duvidosa. E defendeu a elaboração e implantação de um projeto ecológico para a floresta. “Se nós conseguíssemos uma política muito mais inteligente que a atual, criar um modelo econômico para a Amazônia, sustentável, onde pudéssemos extrair da floresta e não destruir, integrar as comunidades amazônicas, garanto que teríamos uma entrada de fluxo financeiro 50, 100 vezes maior do que temos atualmente. Precisamos de uma nova proposta de desenvolvimento sustentável”, ponderou.

Ainda de acordo com Sebastião Salgado, o país possui em torno de 82% da Floresta Amazônica, pois pouco mais de 18% já foram perdidos. Cerca de um quarto da área é formado por territórios indígenas protegidos por lei e outro um quarto é composto por parques nacionais (áreas de preservação permanente). “Possuímos, talvez, a maior reserva de riqueza do mundo, as gerações futuras do Brasil dependem dessa floresta. Um hectare de floresta custa em torno de 25 mil dólares. Se multiplicarmos por 450 milhões de hectares que constituem a Floresta Amazônica, vocês verão que o que estou falando é verdade absoluta: é a maior riqueza de valores do planeta”, finalizou. 

Abertura – O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, declarou ser uma honra para o MPMT ter a presença do fotógrafo Sebastião Salgado em uma palestra virtual no Dia da Amazônia. “Você é um artista da fotografia mas, na verdade, é um pregador do mundo. Você prega a existência humana e a existência ambiental nesse contexto do mundo. E as lentes dos seus olhos congelaram, através das suas máquinas fotográficas,  a beleza da natureza, dos povos originais e o que o homem tem feito deste país”, disse, na abertura do evento. 

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José Antônio Borges Pereira falou sobre o papel constitucional do Ministério Público na defesa da democracia, do meio ambiente e das populações originárias, e dos desafios que isso representa em um estado como Mato Grosso, que necessita conciliar a base econômica do agronegócio com três biomas (Amazônia, Cerrado e Pantanal). No encerramento do evento, o procurador-geral de Justiça agradeceu ao palestrante pelos ensinamentos e destacou que, ao expor o conhecimento sobre a Amazônia, a vivência de décadas, a militância e a profundeza dessa riqueza do país, Sebastião Salgado traz mais energia ao Ministério Público de Mato Grosso para atuar na defesa do meio ambiente. “As suas palavras fazem os nossos corações baterem mais fortes”, garantiu.

Série Grandes Pensadores – Destinado a membros e servidores do Ministério Público brasileiro e sociedade em geral, o evento foi transmitido ao vivo pelo YouTube (assista aqui). Realizado pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT com apoio do Colégio de Diretores de Escolas e Centros de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional dos Ministérios Públicos do Brasil (CDEMP) e da Escola Nacional do Ministério Público (Enamp), o webinar faz parte da série “Grandes Pensadores”. 

O coordenador da escola institucional do MPMT, promotor de Justiça Paulo Henrique Amaral Motta, foi o responsável por fazer a apresentação do palestrante e a mediação do webinar. Esse foi o segundo evento da série, aberta em junho deste ano com a palestra “Direitos Humanos na América Latina: desafios”, ministrada pelo jurista e professor argentino Eugenio Raúl Zaffaroni, que foi juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos. 

Fonte: MP MT

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MT avança em eficiência e produtividade mesmo com um dos maiores volumes de processos do país

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Apesar da alta demanda processual registrada em Mato Grosso, a Justiça Estadual de Mato Grosso (TJMT) tem se destacado nacionalmente em indicadores de produtividade, celeridade e gestão processual. Segundo dados do relatório Justiça em Números 2026 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Judiciário mato-grossense registrou 165,7 casos novos por mil habitantes, índice superior à média nacional da Justiça Estadual, que é de 132,5 casos novos por mil habitantes.

Classificado pelo CNJ como um tribunal de médio porte, o indicador demonstra que Mato Grosso está entre os estados com maior judicialização do país. Contudo, mesmo com a alta demanda, o Poder Judiciário mato-grossense apresentou um avanço de 22 pontos percentuais no Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus) da área judiciária, passando de 75% para 97%. O IPC-Jus é um dos principais indicadores do CNJ para medir a eficiência dos tribunais brasileiros.

“Mato Grosso possui uma das maiores demandas processuais do país quando analisamos o número de casos por habitante. Por isso, alcançar indicadores de produtividade e eficiência acima da média nacional demonstra a capacidade do Poder Judiciário mato-grossense de se organizar, inovar e responder com qualidade às necessidades da sociedade”, afirma o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote.

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O bom desempenho também pode ser verificado na taxa de congestionamento dos processos na fase de conhecimento. Conforme o relatório, o TJMT registrou índice de 53%, um dos menores do país e entre os melhores desempenhos da Justiça Estadual. “O que demonstra a capacidade do Judiciário mato-grossense de dar vazão ao acervo processual e reduzir o volume de processos pendentes nessa etapa da tramitação”, detalha o juiz auxiliar da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira.

O relatório também mostrou queda no estoque de execuções fiscais. Mato Grosso registrou redução de 26,8% no quantitativo de casos pendentes de execução fiscal em comparação com o ano anterior. Um desempenho superior à média da Justiça Estadual, que é de 25,2%.

Esse trabalho também teve reflexo na redução do tempo de tramitação dos processos. Segundo dados do relatório, o tempo de giro do acervo processual no primeiro grau passou de um ano e dois meses para um ano e um mês, uma redução de 7,1%. O que coloca Mato Grosso na terceira colocação entre os 27 tribunais do país e na segunda posição entre os tribunais estaduais de médio porte.

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Mato Grosso ainda se destaca na arrecadação de custas judiciais. Conforme o relatório Justiça em Números 2026, o Estado ocupa a terceira posição entre os Tribunais de Justiça do país no indicador que relaciona os valores arrecadados ao número de processos sujeitos à cobrança de custas.

O TJMT registrou arrecadação média de R$ 3.548,12 por processo ingressado, ficando atrás apenas de São Paulo (R$ 4.386,38) e Rio de Janeiro (R$ 4.333,84). O resultado coloca o Estado acima da média da Justiça Estadual, que foi de R$ 2.861,96 por processo. “O que demonstra a efetividade na arrecadação dos valores legalmente devidos e contribuindo para a sustentabilidade das atividades do Poder Judiciário mato-grossense”, afirma o juiz auxiliar, Jorge Alexandre.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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