CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

MATO GROSSO

Em Manaus, conselheiro Sérgio Ricardo propõe criação do projeto Amazônia Sem Fronteiras

Publicados

MATO GROSSO

Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

À frente do Comitê Ambiental do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), o conselheiro Sérgio Ricardo propôs a criação do projeto “Amazônia Sem Fronteiras” durante o I Congresso Ambiental dos Tribunais de Contas, em Manaus (AM). O encontro, que debate “O desenvolvimento sustentável na Amazônia e a atuação dos órgãos de controle no combate ao desmatamento ilegal”, foi encerrado nesta sexta-feira (16). 

“Assim como existe o programa Médicos Sem Fronteiras, proponho a criação da Amazônia Sem Fronteiras. Não tem fronteiras para quem quer ajudar a cuidar. Todos podem ajudar, todos podem cuidar, todos aqueles que se arrependeram de destruir suas florestas lá em seus países, podem vir aqui ajudar, proteger a nossa”, disse.  

A proposta, de acordo com Sérgio Ricardo, se estende a pessoas, empresas e instituições. “A floresta Amazônica é o pulmão do mundo, é o filtro do mundo. Então a gente tem que cuidar dela como como cuidamos de nós mesmos.”

Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

Nesta sexta-feira, o conselheiro mediou debate sobre o Uso de Tecnologias para o Monitoramento e Fiscalização do Desmatamento Ilegal na Amazônia nas Unidades de Convervação (UCS), Terras Indígenas (TI’s) Áreas de Preservação Permanente (APPs). 

“Hoje Brasil tem controle, tem satélites e instituições que conseguem detectar o incêndio perfeitamente, mas de todos os alertas, estima-se que de 80% a 90% não foram atendidos, as autoridades não conseguiram chegar lá. A identificação é importante, mas a prevenção é muito mais”, pontuou em sua fala de abertura. 

Leia Também:  MP tem pedido acolhido e TJ determina intervenção setorizada em Cuiabá

O conselheiro destacou ainda o papel dos Tribunais de Contas na manutenção da floresta. “Somos nove estados na Amazônia. Os Tribunais têm função fiscalizadora e podem trabalhar nisso. Já pedi informações aos municípios para saber o que estão fazendo, como estão lidando com o desmatamento, qual o tamanho de sua área na Amazônia.” 

O evento 

Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

Na ocasião, o presidente do TCE-AM, conselheiro Érico Desterro, explicou que a pauta ambiental e de sustentabilidade exige envolvimento de todas as cortes de contas do país. “Por meio de reuniões como esta faremos uma pauta conjunta, com auditorias coordenadas, trocando experiências a respeito de cada uma das iniciativas.” 

Ao longo dos dois dias do evento, que teve início na quinta-feira (15), também foram debatidos temas relacionados ao direito ambiental e práticas de controle do desmatamento e sustentabilidade. Além disso, foram assinados acordos de cooperação técnica em prol da sustentabilidade na Amazônia. 

O presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), conselheiro Cezar Miola, por exemplo, firmou parceria entre a instituição, o Projeto Mapbiomas, e a Transparência Internacional Brasil que visa contribuir para fortalecer a atuação dos Tribunais no controle ambiental.

“É uma grande satisfação para o Mapbiomas celebrar este acordo para fortalecer, justamente, a atuação dos Tribunais de Contas no seu papel de controle externo junto aos órgãos ambientais e acompanhamento das políticas ambientais,” disse a representante do projeto Mapbiomas, Magaly Gonzales. 

Leia Também:  PM desarticula quadrilha, apreende drone e impede lançamento de drogas em presídio

O Congresso é realizado pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) em parceira com Atricon e os Tribunais de Contas da Amazônia Legal. Os painéis de palestras e demais acontecimentos do evento estão sendo transmitidos, ao vivo, pelas redes sociais do TCE-AM (YouTube, Facebook, Instagram e TikTok).

Cenário estadual e ações de mobilização 

Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

Na ocasião, Sérgio Ricardo destacou que Mato Grosso é o único estado brasileiro que abriga três biomas: Amazônia, Cerrado e Pantanal. Assim, chamou a atenção para os altos índices de queimadas que atingem os três biomas todos os anos, sejam em decorrência de incêndios criminosos ou casuais. 

Neste contexto, lembrou a comissão do Comitê Ambiental do TCE-MT, que, além de atuar em todos os processos que envolvem o tema no âmbito da Corte de Contas, também é responsável pelo desenvolvimento de ações educativas e de conscientização, como por exemplo, o Mês do Meio Ambiente. 

Destacou ainda a ação de reflorestamento proposta pelo Comitê e sobre a importância de ações educativas e de conscientização, que incluem a distribuição e material informativo no evento.  “É esse tipo de iniciativa que muda a consciência. Um dos braços principais é a educação. Temos que chamar a todos para esse comprometimento, porque a Amazônia não é de ninguém, ela não tem fronteiras, ela é do pulmão de todos nós”, concluiu.

André Garcia Santana
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Flickr: clique aqui

Fonte: TCE MT

Propaganda

MATO GROSSO

MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida

Publicados

em

A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.

Leia Também:  Seduc realiza 1º Encontro Estadual do Censo Escolar nesta quarta-feira (17)

Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA