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Reeducandos de Tangará da Serra passam por atendimento oftalmológico da Justiça Comunitária

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Os reeducandos do Centro de Detenção Provisória Benildo José do Nascimento de Tangará da Serra (252 Km a oeste da Capital) receberam atendimento oftalmológico oferecido pela Coordenação Estadual da Justiça Comunitária, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A ação foi desenvolvida a pedido da juíza-corregedora Edna Ederli Coutinho, da 1ª Vara Criminal daquela unidade judicial.
 
De acordo com o juiz-coordenador da Justiça Comunitária, José Antônio Bezerra Filho, 82 reeducandos passaram por consulta oftalmológica e vão receber os óculos receitados pelo médico. O magistrado disse que esse atendimento, o segundo realizado em menos de dois meses, faz parte da parceria com o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Penitenciário e Socioeducativo (GMF) de Mato Grosso, supervisionado pelo desembargador Orlando Perri de Almeida.
 
José Antônio Bezerra Filho destacou que esse feito é um projeto embrionário que proporciona dignidade a quem está privado de liberdade. Na opinião dele, o Judiciário tem procurado prestar esse serviço para fazer a diferença na recondução desses homens à sociedade. O atendimento foi realizado na sexta-feira (16 de setembro) por especialistas dentro da carreta oftalmológica da Justiça Comunitária.
 
O diretor do Centro de Detenção Provisória de Tangará da Serra, o policial penal Roberto de Souza Reis, classificou o serviço como essencial e extremamente importante diante da realidade do sistema penitenciário. “Não temos médico na unidade, e essa demanda de problema na visão dos reeducandos foi percebida pela juíza-corregedora durante as visitas ao Centro de Detenção”, frisou o diretor da cadeia.
 
Edna Ederli disse que percebeu essa necessidade e acionou a Justiça Comunitária, através do juiz Francisco Gayva. O colega magistrado responde pela Justiça Comunitária do Fórum de Tangará e, em contato com doutor José Antônio, organizou a atividade no CPD.
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação

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A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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