CUIABÁ
TCE validou Empresa Cuiabana de Saúde Pública contratar serviços de ortopedia, cardiovascular e gerenciamento de UTI da Ala Coronariana
CUIABÁ
O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Antônio Joaquim, validou a Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), que administra o Hospital Municipal de Cuiabá e o Pronto-Socorro “Dr. Leony Palma de Carvalho” (HMC) e o Hospital Municipal São Benedito (HMSB) a proceder com a contratação de empresas para prestação de serviços de ortopedia, cardiovascular e serviços médicos e gerenciamento de unidade de terapia intensiva da ala coronariana, com fornecimento de medicamentos e insumos hospitalares. As decisões (nº 17884/2022, nº 180092/2022 e nº 58530/2022) foram publicadas dias 04/11/22 e 17/10/22, no Diário Oficial de Contas.
A empresa Medtrauma Serviços Médicos, que disputava o certame para prestação de serviço de ortopedia no Hospital Municipal São Benedito, ingressou com representação no TCE para impedir a contratação da empresa NOT Cuiabá, vencedora do certame.
Na decisão, o conselheiro Antônio Joaquim, entendeu que não houve nenhuma ilegalidade na condução do processo de contratação, via dispensa de licitação, realizada para seleção de empresa especializada em serviços de ortopedia no Hospital São Benedito.
A empresa LM Serviços Médicos, que concorria para prestação de serviços cardiovasculares no Hospital Municipal de Cuiabá, também ingressou com representação no TCE, porém sem êxito.
O TCE/MT validou as exigências cobradas no processo de contratação, via pregão eletrônico, para seleção de empresa especializada em cirurgia vascular no HMC.
Já a empresa Intensive Care Serviços Médicos, que concorria ao certame para serviços médicos e gerenciamento de unidade de terapia intensiva da ala coronariana, com fornecimento de medicamentos e insumos hospitalares, para atender as necessidades do HMC, também não conseguiu êxito em sua representação junto ao TCE-MT.
A Intensive Care alegou que foi inabilitada indevidamente da licitação, mas o TCE/MT decidiu pela improcedência da representação.
Para o diretor-geral da ECSP, Paulo Rós, a decisão do conselheiro foi assertiva.
“Tudo foi feito dentro da legalidade. A ECSP e a gestão prezam pela transparência dos seus atos, em nenhum momento houve a ausência de informação para as empresas que disputaram o certame para prestação de serviço de ortopedia, e isso foi comprovado no processo. Já em relação ao certame para contratação de serviço cardiovascular, a ECSP exigiu que a empresa vencedora tenha em seu quadro de funcionários profissional que comprove a conclusão de residência médica em cirurgia vascular, o que é natural e imprescindível para a prestação do serviço. Quanto a prestação do serviço de serviços médicos e gerenciamento de unidade de terapia intensiva da ala coronariana não houve erro na contagem do prazo e todos os trâmites foram seguidos para garantir a regularidade do processo”, concluiu Rós.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT
CUIABÁ
Vistoria técnica apura inconsistências na aquisição de materiais escolares em Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) realizaram, nesta sexta-feira (29), uma vistoria técnica em materiais didáticos armazenados no aloxarifado da Educação Municipal. A inspeção ocorreu após denúncias encaminhadas pela própria gestão municipal sobre possíveis irregularidades em aquisições feitas pela Secretaria Municipal de Educação (SME).
A visita contou com a participação do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, do prefeito Abilio Brunini e de equipes técnicas da Controladoria, Procuradoria-Geral do Município e Secretaria de Educação, além de vereadores da capital. Após a vistoria no galpão, a comitiva seguiu para a EMEB Francisco Pedroso da Silva, onde foram apresentados materiais adquiridos pela pasta e questionamentos sobre a efetiva utilização pedagógica dos produtos.
Durante a fiscalização, o presidente do Tribunal de Contas destacou que a investigação teve origem em denúncias feitas pela própria administração municipal.
“Parabéns ao prefeito por abrir essas informações. Essa fiscalização só está acontecendo porque houve denúncia sobre situações que precisam ser apuradas e, se comprovadas, devem ser punidas”, afirmou Sérgio Ricardo.
Conforme apurado pela gestão municipal, parte dos materiais chegou ao município sem contrato formalizado, ordem de serviço ou autorização oficial de compra. Entre os itens armazenados estão livros, kits pedagógicos e programas educacionais fornecidos por empresas ligadas ao setor de materiais didáticos.
O prefeito Abilio Brunini afirmou que a atual gestão suspendeu pagamentos e contratos após identificar inconsistências nos processos de aquisição.
“Não existe justificativa para receber materiais sem contrato ou ordem de serviço. A empresa assumiu o risco ao trazer os produtos sem formalização, e o município encaminhou toda a situação aos órgãos de controle”, declarou.
A gestão municipal informou ainda que uma auditoria instaurada em janeiro identificou pagamentos considerados incompatíveis com as prioridades da rede pública de ensino. Cerca de R$ 21 milhões foram destinados à aquisição de livros didáticos enquanto unidades escolares enfrentavam problemas estruturais e falta de itens básicos de funcionamento, no período de início das aulas. Durante a fiscalização também foram identificados livros e materiais voltados para informática e educação financeira quenão fazem parte da grade curricular dos alunos da rede municipal, sendo que as unidades escolares também não possuem laboratório de informática para aplicação prática desse conteúdo.
Durante a visita técnica, também foram apresentados kits de educação bucal adquiridos para distribuição periódica aos alunos. A equipe da Secretaria de Educação questionou a necessidade e adequação dos materiais para determinadas faixas etárias.
O secretário municipal de Educação, Reginaldo Teixeira, afirmou que o volume de programas pedagógicos adquiridos inviabiliza a aplicação prática nas escolas.
“Os professores não conseguem executar tantos programas ao mesmo tempo dentro do calendário letivo. O foco da rede é garantir alfabetização e aprendizagem com planejamento adequado”, afirmou.
Outro ponto levantado pela vistoria é o número elevado de programas educacionais adquiridos simultaneamente. Conforme a gestão, foram identificadas compras relacionadas a até 19 programas pedagógicos diferentes para um único ano letivo.
O caso segue sob análise dos órgãos de controle e poderá resultar em abertura de procedimentos administrativos e responsabilização, caso sejam confirmadas irregularidades nos contratos e pagamentos realizados.
A Prefeitura informou que continuará encaminhando documentos ao Tribunal de Contas, Controladoria e Ministério Público para aprofundamento das investigações e revisão dos processos de aquisição na área da Educação.
Investigação
A Prefeitura de Cuiabá, por determinação do prefeito Abilio Brunini, em 28 de janeiro de 2026, também abriu uma investigação interna para apurar possíveis irregularidades na tentativa de aquisição de materiais didáticos pela Secretaria Municipal de Educação e evitou um gasto aproximado de R$ 70 milhões em recursos públicos. A investigação é conduzida pela Controladoria Geral do Município, com apoio de setores de auditoria, monitoramento e inteligência da administração municipal. O caso também foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), Polícia Federal, Polícia Civil, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e demais órgãos de controle.
Entre os pontos analisados pela administração municipal estão contratos com valores considerados incompatíveis com os praticados no mercado.
Após a constatação das possíveis irregularidades, a Prefeitura suspendeu pagamentos, interrompeu novos trâmites de contratação e iniciou os encaminhamentos aos órgãos de controle e fiscalização. Cerca de R$ 20 milhões já haviam sido pagos. A Prefeitura de Cuiabá reafirma seu compromisso com a transparência, responsabilidade fiscal e prioridade absoluta à Educação pública, mantendo todos os dados à disposição dos órgãos de controle, da Câmara Municipal e da sociedade.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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