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Escola estadual associa jogo de xadrez ao ensino da língua portuguesa e matemática

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O Programa de Massificação do Xadrez no Estado de Mato Grosso – Xeque-Mate – se tornou uma importante ferramenta de ensino para cerca de 300 estudantes da Escola Estadual 29 de Julho, em Confresa, que aprendem português e matemática enquanto jogam. O projeto é realizado em parceria entre as secretarias de Estado de Educação (Seduc-MT) e Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), com o apoio da Federação Mato-grossense de Xadrez (FMTX).
 
“As aulas de xadrez acontecem no contraturno e, com isso, também otimizam o aprendizado em língua portuguesa e matemática, principalmente”, explica o professor de língua portuguesa José Luiz.
 
Ele destaca que o esporte usado como recurso pedagógico ajuda os estudantes a desenvolverem o raciocínio lógico. “Tomando decisões a partir de ações recebidas e executadas, a prática contribui para o desenvolvimento da vida social em sala de aula”, completou.
 
O projeto foi iniciado em 2022. Mas, neste ano, a FMTX possibilitou ampliar o número de participantes com o envio de novos tabuleiros, relógios de xadrez e cadernos para anotações.
 
Conforme o coordenador pedagógico Eraldo Pereira, o entusiasmo dos estudantes é perceptível. “Cerca de 90% deles não sabiam jogar xadrez, mas com a massificação das regras e do desafio em dar um xeque-mate, o aprendizado foi rápido”, disse. 
 
A expectativa é que em seis meses a escola já tenha alguns mestres em xadrez. O foco maior, no entanto, é a aprendizagem tanto em língua portuguesa quanto em matemática.
 
A experiência tem demonstrado que o xadrez, associado às disciplinas de rotina, ajuda no desenvolvimento do estudante. Os melhores resultados nos exercícios diários e avaliações bimestrais são apresentados por quem leva o xadrez e a educação a sério.
 
O Projeto de Massificação do Xadrez faz parte do Programa Estadual de Ampliação do Acesso ao Esporte, desenvolvido pela Secel-MT.
 
O jogo de xadrez é disputada por dois jogadores que se revezam nos movimentos das peças sobre o tabuleiro. É um jogo cujo objetivo é capturar o rei do oponente. Vence quem capturá-lo primeiro, jogada conhecida como xeque-mate.

Fonte: GOV MT

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Olhar atento pode evitar tragédias, destaca procuradora

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A importância de ampliar o olhar dos profissionais da segurança pública para identificar situações de risco e prevenir casos de violência contra mulheres e meninas foi o foco do primeiro eixo temático do Dia C de Capacitação – Atendimento, Proteção e Perspectiva de Gênero na Segurança Pública, realizado nesta quarta-feira (2), pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), em Cuiabá.A palestra foi ministrada pela coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, que abordou o tema “Perspectiva de gênero na atuação dos profissionais de segurança pública” para cerca de 140 participantes das forças de segurança e instituições que integram a rede de proteção.Ao iniciar a exposição, a procuradora utilizou uma experiência pessoal para explicar como a perspectiva de gênero pode contribuir para uma análise mais ampla das situações enfrentadas diariamente pelos profissionais da área.“A perspectiva de gênero funciona, de certo modo, como esse recurso de ampliação da percepção. Ela não modifica os fatos. Não cria crimes onde eles não existem. Não substitui a lei, a técnica, a prova ou a experiência profissional. Ela nos ajuda a perceber dimensões da realidade que podem permanecer inaudíveis aos nossos ouvidos ou invisíveis ao nosso olhar”, afirmou.Durante a palestra, a procuradora de Justiça destacou que muitos sinais relacionados à violência contra a mulher podem passar despercebidos quando não são observados sob uma perspectiva adequada.“Na atuação profissional, alguns sinais podem estar diante de nós e, ainda assim, não serem imediatamente percebidos: o controle, o isolamento, a dependência econômica, o medo, a desigualdade de poder, a escalada da violência e o risco de morte”, alertou.Segundo a procuradora, o objetivo da capacitação não é desconsiderar a experiência dos profissionais, mas oferecer ferramentas que contribuam para uma atuação mais qualificada.“A proposta desta capacitação não é desqualificar a experiência de ninguém. É acrescentar um instrumento à nossa atuação. Porque, quando ampliamos nossa capacidade de perceber, qualificamos nossa intervenção, avaliamos melhor o risco, protegemos com mais eficiência e tomamos decisões mais adequadas”, ressaltou.Ao longo da apresentação, foram abordados aspectos relacionados aos estereótipos de gênero, aos ciclos da violência doméstica e à necessidade de uma atuação institucional integrada para garantir proteção efetiva às vítimas.No encerramento da palestra, a procuradora de Justiça fez uma reflexão sobre a responsabilidade dos agentes públicos diante do avanço da violência contra a mulher e conclamou os participantes a transformarem conhecimento em atitude.“Tenho medo da violência que se repete, da violência que se agrava e, principalmente, da violência que começa a ser tratada como algo normal. E, diante desse medo, faço a mim mesma duas perguntas: o que eu posso fazer? O que eu tenho a ver com isso? A resposta que encontrei é clara: eu tenho tudo a ver com isso”, afirmou.Dia C de Capacitação – o primeiro eixo do Dia C integra a programação nacional da capacitação, que busca fortalecer a atuação dos profissionais da segurança pública e da rede de proteção no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, com foco na prevenção do feminicídio e na qualificação do atendimento prestado às vítimas.Promovido nacionalmente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em parceria com o Ministério das Mulheres, o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) e a Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Copevid), o Dia C foi concebido como o marco inicial de um programa permanente de formação voltado ao fortalecimento da atuação integrada entre o Ministério Público e os órgãos de segurança pública. Em Mato Grosso, o evento é realizado pelo MPMT, por meio do Centro de Apoio Operacional sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, com apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público de Mato Grosso. O evento reúne aproximadamente 140 profissionais de diferentes órgãos e instituições, entre eles representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Penal, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Marinha do Brasil, Guarda Municipal e integrantes do sistema de justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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