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Comissão de Meio Ambiente debateu pesca e período de defeso em reunião nesta terça (16)

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A Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembleia, em reunião na tarde desta terça (16), recebeu convidados para discutir questões da pesca em Mato Grosso, como período de defeso e pesca do dourado. 

Vice-presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD) defendeu mudança no período de defeso estabelecido pelo Conselho Estadual de Pesca (Cepesca) no estado. O órgão deliberativo e consultivo definiu a proibição das pescas amadora e profissional de 2 de outubro a 1º de fevereiro. Já o Projeto de Lei nº 207/2023, de autoria do parlamentar, pretende mudar o período para 1° de novembro a 28 de fevereiro, conforme é praticado no restante do país.

O presidente do Cepesca e secretário executivo da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Alex Marega defendeu decisão do conselho. “A decisão do período de defeso no estado se deu devido aos estudos que mostram uma probabilidade dos peixes estarem em período reprodutivo, entre outubro a dezembro”, defendeu. “Nós viemos aqui junto com o Conselho de Pesca, que tem representante das universidades, pescadores, turismo da pesca e também da Sema para mostrar que a nossa decisão foi técnica, fazendo com que garanta maior quantidade de peixes nos nossos rios”, completou.

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A metodologia para calcular a probabilidade de os peixes estarem em reprodução foi apresentada de forma resumida pela professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Lúcia Mateus. Os deputados foram ainda convidados a participar da próxima reunião do Cepesca, marcada para 1º de junho, para se aprofundarem sobre a questão.

Sobre a pesca do dourado, proibida pela Lei nº 9.794, de 2012, o secretário-adjunto de Turismo, Felipe Wellaton, afirmou que já foi contratado um estudo com finalidade de indicar se é possível reverter a restrição. Os recursos para a análise foram garantidos por emenda parlamentar do presidente da comissão, Carlos Avallone (PSDB). “Vendo as discussões que estavam acontecendo desde o ano passado, coloquei essa emenda na Sedec [Secretaria de Desenvolvimento Econômico] para que fosse contratada a Unemat [Universidade Estadual de Mato Grosso] e outros institutos para que fizessem esse estudo. Nós teremos um resultado até o meio do ano que vem”, justificou o deputado.

Outro assunto debatido no encontro foi a pesca esportiva. Felipe Wellaton argumentou que o estado apresenta grande potencial turístico nessa área e afirmou que o setor movimenta R$ 1 bilhão por ano no Brasil. A prefeita de São Félix do Araguaia, Janailza Leite, contou que muitos pescadores do município trabalham como guias de pesca e com isso conseguiram aumentar a renda familiar.

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O presidente da comissão, deputado Carlos Avallone, avaliou que as discussões foram positivas. “É muito importante o debate, todos darem a sua opinião. Agora a decisão final tem de ser científica, como nesse caso da piracema”, afirmou. “Eu sou coautor junto com o deputado Wilson [Santos] do projeto que trata dessa questão do período de defeso e nós vamos discutir no Cepesca para chegar a uma posição, já que ele teve de sair hoje no começo da reunião por conta de outros compromissos”, completou. 

Fonte: ALMT – MT

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Wilson Santos projeto para barrar esgoto e lixo nos rios e cursos d´água

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A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (2), o Projeto de Lei nº 295/2026 de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos D’Água. A proposta surgiu a partir das constatações feitas na 3ª Expedição Fluvial pelo Rio Cuiabá, que percorreu cerca de 980 quilômetros entre a Barragem de Manso e o Porto Jofre, o que revelou pontos críticos de poluição, lançamento irregular de esgoto e descarte de resíduos sólidos ao longo do trajeto.

O parlamentar relatou que a expedição identificou um cenário preocupante nos trechos urbanos do Rio Cuiabá, especialmente entre Cuiabá e Várzea Grande. Segundo ele, enquanto as áreas próximas à nascente permanecem preservadas, a realidade encontrada nas regiões urbanizadas é alarmante. “Nessa nossa descida do rio, o rio está limpo. Por sinal, o Rio Manso é de uma beleza impressionante. Mas, quando nós chegamos no perímetro urbano É inacreditável. É impressionante a quantidade de eletroeletrônicos jogados no rio, geladeira, fogão, capacete, garrafa PET, pneus”, relatou.

Wilson Santos destacou que o descarte irregular de resíduos não apenas compromete a qualidade ambiental dos rios, mas também afeta diretamente a fauna aquática e a atividade pesqueira. “É um dos fatores que não só agride o rio, como também atinge o estoque pesqueiro, porque muitos peixes acabam se alimentando daqueles restos. Plásticos são engolidos, pedaços de borracha”, alertou.

Ele também chamou atenção para a situação das comunidades ribeirinhas, que convivem com a falta de acesso à água tratada – mesmo vivendo às margens dos rios. “Os ribeirinhos não têm água tratada. Vieram nos pedir poços artesianos. Eles vivem na beira do rio e não têm água tratada. É uma ironia isso”, declarou.

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Wilson Santos também propôs que a Comissão de Meio Ambiente apresente emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 – destinando mais recursos para ações de saneamento básico e criticou a baixa participação do poder público estadual ao longo das últimas décadas. “O que o Estado tem colocado em saneamento básico é quase zero. Não é este governo, não. Há décadas o Estado vem colocando cada vez menos recursos para saneamento básico”, afirmou.

O parlamentar ainda destacou um dos principais gargalos do saneamento em Cuiabá. Para ele, apesar da ampla estrutura de coleta instalada pela concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto, grande parte dos imóveis ainda não está conectada à rede.

“Há um problema. 70% do esgoto produzido em Cuiabá não é tratado, porque ele não chega na rede coletora. A empresa fez a rede coletora, fez novas estações de tratamento, mas o esgoto não chega para ser tratado. É preciso encontrar uma solução para fazer essa ligação da fossa séptica até a rede coletora, em condições acessíveis para a população”, defendeu.

Durante a discussão da matéria, o deputado Valmir Moretto (Republicanos) manifestou apoio ao projeto e ressaltou que a degradação dos rios não é uma realidade exclusiva da capital mato-grossense. Ele também sugeriu a ampliação da proposta para contemplar ações voltadas à recuperação e preservação de nascentes, além de solicitar participação como coautor do projeto. “Não é privilégio de Cuiabá. Todas as cidades onde o rio corta a área urbana convivem com o descaso do lixo. Precisamos de um programa de resíduos sólidos muito forte em Mato Grosso”, manifestou.

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Já o deputado Nininho (Republicanos) defendeu que parte dos recursos arrecadados com multas ambientais seja destinada à recuperação de nascentes, afluentes e margens de rios degradadas pelo assoreamento. “Esses recursos poderiam ser destinados para recuperação das nossas afluentes e dos nossos rios. Isso sim, é cuidar da água, que é a coisa mais sagrada que nós temos”, declarou.

Programa – O projeto em tramitação na ALMT, estabelece uma política estadual permanente para prevenção, controle e redução da poluição hídrica provocada pelo lançamento irregular de resíduos, esgoto e outras substâncias nocivas em rios, riachos e demais cursos d’água de Mato Grosso.

Entre os objetivos da proposta estão a proteção da qualidade da água, a recuperação de áreas degradadas, o incentivo à ampliação dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto, a recomposição da vegetação ciliar e o fortalecimento da participação da sociedade em ações de preservação ambiental.

O texto também prevê monitoramento periódico da qualidade das águas, mapeamento de pontos críticos de poluição, apoio técnico e financeiro aos municípios, campanhas de educação ambiental e parcerias com universidades, organizações da sociedade civil e empresas ligadas às áreas de saneamento e sustentabilidade.

Fonte: ALMT – MT

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