MATO GROSSO
Magistrado de Roraima conhece metodologia do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa de MT
MATO GROSSO
O trabalho do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa- NugJur, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso já é referência para outros estados e chamou a atenção do juiz do Tribunal de Justiça de Roraima, Eduardo Carvalho. O magistrado veio conferir de perto a iniciativa do Judiciário mato-grossense e nesta quarta-feira,14 de junho, participou de uma reunião com a diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula, a gestora-geral do NugJur, Claudia Regina Duarte Bezerra Candia e assessora especial da presidência do TJMT, Katiane Boschetti da Silveira. Durante o encontro foi apresentada a metodologia utilizada pelos círculos de construção paz pela equipe do Núcleo, como também as possibilidades em que a ferramenta pode ser aplicada como política pública adotada por estado e municípios.
“Satisfação muito grande ser recebido por toda equipe do NugJur, uma equipe muito capacitada com serviço prestado para todo estado, uma complexidade muito grande, e um serviço muito bem prestado sob a tutela da desembargadora Clarice e do juiz Túlio. Conhecemos o trabalho pioneiro de excelência que deve ser replicado para o Brasil inteiro, inclusive para Roraima”, enalteceu o juiz Eduardo Carvalho, coordenador do Nupemec do Tribunal de Justiça de Roraima.
Para a diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula, “é uma honra para o Tribunal e para nós recebermos autoridades e pessoas em geral que têm interesse em conhecer a política pública da pacificação social que estamos desenvolvendo aqui no estado de Mato Grosso. E gratificante saber que nosso trabalho está sendo visto, trabalho que tem sido feito ao longo dos anos, com tanta dedicação e é meta da administração a pacificação social, a implantação e expansão da política pública. É um prazer compartilhar conhecimento e nessa troca todo mundo acaba ganhando”, enfatizou.
Que Círculo de Construção de Paz – é uma das ferramentas utilizadas pela Justiça Restaurativa, que traz como conceito a mudança da percepção social a partir do acolhimento, do diálogo e da escuta ativa. Os círculos podem ser aplicados em todo e qualquer ambiente de convivência coletiva, e inclusive no atendimento às famílias.
Dados – O NugJur é coordenado pelo juiz auxiliar da presidência, Túlio Duailibi, e desde o ano de 2018, o Núcleo tem percorrido o estado levando a Justiça Restaurativa por meio dos Círculos de Construção de Paz nas comarcas de Mato Groso com trabalho desenvolvido junto à rede de proteção, rede pública de ensino e sociedade em geral. Até o momento mais de 16.600 pessoas foram atendidas, 41 cursos de formação realizados e 950 facilitadores formados.
#paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem 1: equipe do Nugjur fazendo a apresentação dos trabalhos ao juiz de Roraima.
Eli Cristina Azevedo
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT
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MATO GROSSO
Presidente do TJMT manifesta solidariedade à família de juíza do Rio Grande do Sul
“O respeito à dignidade humana deve prevalecer em qualquer debate público, inclusive quando se trata de instituições. A crítica é legítima e necessária em uma sociedade democrática, mas ela não pode ultrapassar os limites da sensibilidade e do respeito à memória de uma jovem magistrada que teve sua trajetória interrompida de forma tão precoce. Transformar um momento de dor em instrumento de provocação causa indignação e aprofunda o sofrimento de familiares, amigos e colegas de profissão. É preciso preservar a humanidade acima de qualquer divergência”, afirmou o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, ao endossar o posicionamento do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (CONSEPRE).
O Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (CONSEPRE) vem a público para manifestar irrestrita solidariedade à família da Juíza Mariana Francisco Ferreira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, falecida na última quarta-feira, aos 34 anos, após coleta de óvulos para realização de reprodução assistida.
Lamenta, profundamente, que a indizível dor da família de Mariana tenha sido agravada em razão da falta de empatia, cuidado e respeito por parte do Jornal Folha de S. Paulo, representada por charge assinada, na edição deste sábado (09/05/2026), por Marília Marz.
O CONSEPRE louva o debate público, o controle social sobre as instituições e as liberdades de expressão e de imprensa, por reputá-las imprescindíveis aos regimes democrático e republicano: nenhuma democracia subsiste sem imprensa livre e sem espaço legítimo para crítica institucional.
Tais pilares, entretanto, não podem ser dissociados dos deveres mínimos de civilidade e respeito à dignidade humana. A crítica institucional jamais pode servir de instrumento para banalizar a morte, ridicularizar a dor humana ou desconsiderar o sofrimento de familiares, amigos e colegas profundamente abalados pela perda de uma vida.
A publicação da Folha de S. Paulo ultrapassa os limites do debate público legítimo ao recorrer a uma representação que, além de desrespeitosa, contribui para a crescente desumanização da magistratura brasileira, tratando com insensibilidade um momento de luto e consternação.
Torna-se, ainda, mais grave ao atingir a imagem de uma mulher magistrada recém-falecida, reproduzindo simbolicamente práticas de violência de gênero, incompatíveis com os avanços institucionais e sociais voltados à proteção da dignidade da mulher e ao enfrentamento de toda forma de violência ou discriminação.
Diante disso, o CONSEPRE reafirma sua solidariedade à família de Mariana e a toda a magistratura gaúcha, e espera que a degradação do debate público não persista em romper limites éticos de humanidade e respeito.
Autor: Flávia Borges
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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