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Diretores da Semob falam sobre PL que autoriza veículos com autistas em faixa de ônibus

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O projeto de autoria do vereador Sargento Vidal visa facilitar a mobilidade dos pais de autistas que sofrem com crises devido ao trânsito congestionado&nbsp
A Câmara de Cuiabá recebeu durante a 6ª Reunião Ordinária da Comissão de Transporte, Urbanismo, Meio Ambiente e Defesa dos Animais desta quarta-feira (21.06), o diretor de Trânsito Michell Diniz de Paula e o diretor de Transporte Nicolau Jorge Budib para tratar do Projeto de Lei de autoria do vereador Sargento Vidal (MDB) que autoriza a circulação de veículos transportando pessoas com Transtorno de Espectro Autista nas vagas exclusivas de transporte coletivo da Capital.
Vidal, que é presidente da Comissão, destacou a importância do projeto para pais de autistas que sofrem diariamente com o congestionamento do trânsito da Capital, não compreendendo o porquê não podem transitar nas faixas exclusivas de ônibus. Muitos, devido à ansiedade, acabam sendo agressivos podendo causar um acidente.
“Acredito que o número de veículos para serem cadastrados em Cuiabá seja pequeno e cabe até uma emenda dos senhores vereadores Paulo Henrique e Rogério Varanda colocando que seja feito o cadastro junto a Semob somente de pais de autistas que sofrem com essa ansiedade alterada, por exemplo, a mãe que me procurou quando está no trânsito, o filho que é autista começa a puxar o cabelo dela pedindo para ela ir para a pista de ônibus que não tem ninguém e ela chega em casa sempre avermelhada. Ela apanha do filho que já não é uma criança tão pequena com seus 13, 14 anos que é forte. Então muitas vezes ela acaba tentando evitar passar por determinados lugares e o trajeto dela dobra”, declarou ele.
Os diretores da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana pontuaram que é preciso fazer um estudo sobre a quantidade de veículos a serem cadastrados para que se possa saber o impacto que terá no trânsito.&nbsp
Para tratar melhor sobre o assunto e trazer melhores entendimentos, Vidal irá realizar uma audiência pública no próximo dia 03.07 com a presença dos membros CTUMADA, os vereadores Rogério Varanda e Paulo Henrique Amorim, os diretores de trânsito e transporte da Semob, Michell Diniz de Paula e Nicolau Jorge Budib, os policiais militares do Batalhão de Trânsito e os pais de pessoas com TEA.
De Assessoria

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Prefeitura inicia Censo Real para mapear população em situação de rua e ampliar rede de acolhimento

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, iniciou a operação Censo Real, uma ação conjunta com o Governo de Mato Grosso para realizar um diagnóstico atualizado da população em situação de rua no município. O levantamento tem como objetivo identificar o perfil, as necessidades e a quantidade de pessoas nessa condição, subsidiando a ampliação das políticas públicas de acolhimento, assistência social, saúde e reinserção social. A ação começou na terça-feira (14).

A iniciativa reúne equipes da Prefeitura e do Governo do Estado, por meio das Secretarias de Segurança Pública (Sesp) e de Assistência Social e Cidadania (Setasc), além do Ministério Público e do Poder Judiciário. Nesta primeira etapa, quatro equipes atuaram simultaneamente na Praça do Porto, na Rodoviária, no Morro da Luz e na Praça Ipiranga. Na quarta-feira (15), os trabalhos seguem na Praça Cultural do CPA II e na região dos bairros Pedregal e Leblon.

De acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, o município já realiza o acompanhamento da população em situação de rua, mas o Censo Real permitirá um levantamento ainda mais detalhado e atualizado. “Esse diagnóstico sempre foi feito, mas agora teremos um levantamento individualizado de todas as pessoas em situação de rua. Nosso cadastro é atualizado a cada seis meses, porém queremos intensificar esse acompanhamento, realizando-o de forma quadrimestral. Assim, teremos números mais precisos para desenvolver novas políticas públicas em conjunto com o Estado”, destacou Hélida.

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Atualmente, o município conta com uma rede de acolhimento com capacidade para 350 vagas, distribuídas entre as unidades da Associação Terapêutica de Apoio às Pessoas, do Abrigo do Porto, do Abrigo Guia e do Miraglia. Esta última unidade está em reforma. Segundo Hélida, o diagnóstico permitirá dimensionar a necessidade de ampliação dessa estrutura e fortalecer o atendimento às pessoas em situação de rua, especialmente àquelas que necessitam de tratamento para dependência química. Ela ressaltou ainda que diversos fatores contribuem para o aumento dessa população, como o uso abusivo de álcool e outras drogas, o rompimento dos vínculos familiares e a vulnerabilidade social. “A saída das ruas depende da vontade da própria pessoa. O nosso papel é oferecer acolhimento, acompanhamento social, psicológico e os encaminhamentos necessários para que ela tenha condições de reconstruir sua vida”, completou.

A secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Susana Tamanho, destacou que a ação integra diversas áreas do poder público e busca enfrentar uma realidade que impacta tanto a assistência social quanto a segurança pública. “Hoje estamos realizando um diagnóstico para identificar quem são essas pessoas, quantas são e quais encaminhamentos serão necessários. Muitas delas vivem em situação de extrema vulnerabilidade e acabam também expostas à criminalidade, ao tráfico de drogas e à prática de delitos. Por isso, é fundamental que Estado e município atuem juntos”, afirmou.

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Também participaram da ação a secretária adjunta de Políticas para Mulheres da Setasc, Salete Morockoski, e o secretário adjunto de Cidadania e Inclusão Socioprodutiva da Setasc, Emerson Toledo Santana, que reforçaram o compromisso do Governo do Estado em apoiar financeiramente o município na implementação e no fortalecimento das políticas públicas voltadas à população em situação de rua.

Entre as pessoas abordadas pelas equipes está Pedro Andrade, de 40 anos, que vive há mais de uma década em situação de rua. Dependente de álcool e outras drogas, ele afirmou acreditar na possibilidade de reconstruir a própria vida, desde que tenha acesso a tratamento adequado. “Tem que ter uma casa de apoio de verdade, com tratamento, remédio e acompanhamento. Não basta apenas retirar a pessoa da rua. É preciso oferecer condições para que ela consiga vencer a dependência e recomeçar.”

Além das ações de acolhimento, distribuição de cobertores, alimentação e atendimento social, a Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão viabilizou, entre janeiro e junho deste ano, 170 passagens interestaduais e intermunicipais para pessoas em situação de vulnerabilidade que, após atendimento técnico e cumprimento dos critérios estabelecidos, puderam retornar ao convívio familiar.

Após a conclusão do levantamento, o Governo do Estado e a Prefeitura de Cuiabá devem firmar um convênio para apoiar financeiramente a ampliação da rede de acolhimento e a reforma das unidades existentes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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