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Primeira-dama de MT organiza encontro entre jovem com paralisia cerebral e jogadores do Flamengo

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Um dia de muita alegria para o Cuiabá Esporte Clube, com a vitória de 3 a 0 contra o Flamengo na noite deste domingo (06.08). Mas o dia foi ainda mais emocionante para o jovem Rafael Matos, de 26 anos. Com deficiência cerebral, ele contou com a amizade e atenção da primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, para realizar o sonho de ganhar uma camiseta autografada e registrar o momento com os jogadores do Flamengo.

A primeira-dama Virginia Mendes fez questão de registrar, durante a partida, a presença do Rafael e da família. Dona Maria do Carmo, mãe do rapaz, agradeceu a atenção da primeira-dama por proporcionar esse momento especial.

“É uma alegria enorme, imensa, poder participar deste momento. Só temos a agradecer mesmo: muito obrigada, dona Virginia, por todo esse carinho e atenção com e Rafael e com toda nossa família”, disse.

Para Virginia Mendes, a oportunidade de realizar o sonho do Rafael foi um presente para ela também. Ela agradeceu a colaboração de todos que se empenharam para tornar o momento uma realidade.

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“Ontem, quando vi a alegria do Rafael e da família na Arena Pantanal, para o jogo Cuiabá x Flamengo, fiquei emocionada de ver o quanto eles se divertiram. Mas não fazemos nada sozinhos, e, graças a Deus, contei com o apoio de algumas pessoas: o nosso querido secretário adjunto de Esportes, David Moura, que foi super atencioso com a comitiva; o chefe do gabinete militar, tenente-coronel Turbino, que deu todo suporte com a segurança e o transporte feitos pelos dois anjos, cabo Fabiane e cabo Brito; a querida procuradora de Estado Mariana Costa, por todo o carinho e cuidado que ela tem com o Rafael e a Família; e minha equipe Unaf, que fez os registros. Gratidão a todos por tudo mesmo!”, manifestou a primeira-dama.

Virginia ainda agradeceu os jogadores do Flamengo e do centroavante Deyverson, do Cuiabá, pelo registro que fizeram com Rafael.

“O Rafael é flamenguista, ele não ficou satisfeito com o resultado do jogo, mas tudo compensou quando ele foi conhecer os jogadores do time do seu coração,ganhou uma camiseta autografada do jogador Rodrigo Caio e ainda registrou o momento com os jogadores David Luiz e Pedro Guilherme. O nosso querido centroavante do Cuiabá, Deyverson, também fez questão de ir dar um oi para o Rafael. Foi muita emoção!”, contou Virginia Mendes.

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Fonte: Governo MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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