MATO GROSSO
Coleta de leite humano pela rede de bancos de leite materno de MT beneficiou mais de 800 bebês prematuros
MATO GROSSO
O número de bebês beneficiados é 12% maior que o mesmo período de 2022 e a quantidade de leite coleta, 7% superior. Já o número de mulheres atendidas pelo serviço cresceu em 19%.
“A gestão entende a relevância da amamentação e da alimentação complementar saudável. Temos investido em capacitações sobre a temática e, neste ano, estamos realizando pelo décimo ano consecutivo a Campanha Agosto Dourado, que trabalha a conscientização e incentivo ao aleitamento materno”, afirmou o secretário adjunto de Atenção e Vigilância em Saúde, Juliano Melo.
Para o superintendente de Atenção à Saúde, Diógenes Marcondes, o aumento dos bebês que receberam leite, da coleta de leite e do atendimento de mulheres se devem à intensificação das ações da secretaria. “Entre as atividades realizadas em 2023, estão campanhas nas redes sociais da SES, além de esclarecimentos sobre leucemia infantil e a realização da II Semana Mato-grossense de Doação de Leite Humano, que ocorreu em maio”, pontuou o gestor.
Conforme o nutricionista e integrante da equipe de Promoção do Aleitamento Materno e Alimentação Complementar Saudável da SES, Rodrigo Carvalho, o compromisso do setor não é apenas em aumentar o número de unidades de coleta de leite humano pelo estado. “Queremos incentivar que profissionais de saúde se capacitem nos cursos oferecidos pela Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, para melhoria dos serviços e atendimento à população”, explica Rodrigo.
Um balanço do 1º semestre da Rede Mato-grossense de Bancos de Leite Humano mostra que, neste ano, foram realizados 6.178 atendimentos entre individuais e em grupo; coletados 1.451,2 litros de leite humano e distribuídos 988,7 litros de leite para 852 bebês prematuros. Os dados apontam ainda a realização de 1.399 visitas domiciliares e o cadastramento de 1.096 novas doadoras de leite humano.
Rodrigo reforça que podem doar as pessoas que estiverem amamentando e produzem qualquer quantidade de leite para além do que o seu bebê necessita. “A doadora precisa estar saudável, não fazer uso de nenhum medicamento contraindicado para o período de amamentação e continuar amamentando o seu bebê por até dois anos ou mais e de forma exclusiva pelos primeiros seis meses de vida”, ressalta o técnico.
Ao atender esses critérios, a pessoa pode se cadastrar em uma das seis unidades de coleta de leite humano distribuídas nos municípios de Cuiabá (no Hospital Geral, no Hospital Universitário Júlio Muller, no Hospital e Maternidade Femina e no Hospital Beneficente Santa Helena), em Rondonópolis (na Santa Casa de Misericórdia) e em Tangará da Serra (no Hospital Santa Ângela).
Estrutura da rede
A equipe de Promoção do Aleitamento Materno e Alimentação Complementar Saudável trabalha na implementação de estratégias de promoção, proteção e apoio à amamentação em todos os níveis de atenção à saúde. Uma delas é a Rede Mato-grossense de Bancos de Leite Humano, que está em expansão para outras regiões de saúde.
O nutricionista afirmou que nos próximos dois anos terão mais três bancos de leite humano na região do Teles Pires, mais uma unidade na região Sul e outros quatro distribuídos nas regiões de saúde do Alto Tapajós, Médio Norte, Noroeste Mato-grossense e no Araguaia Xingu.
“A rede trabalha para a implementação desses bancos em razão da construção dos quatro futuros Hospitais Regionais que estão em obra nessas localidades”, conclui Rodrigo.
Fonte: Governo MT – MT
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MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida
A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.
Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.
Fonte: Ministério Público MT – MT



