CUIABÁ
Tribuna livre discute coleta de lixo e condição de vida dos catadores
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Cuiabá produz 650 toneladas de resíduos todos os dias. A gestão sustentável dos resíduos e a valorização das cooperativas de catadores foram tema da Tribuna Livre na Câmara Municipal, nesta terça-feira (22), com a presença de Paulo Wagner Oliveira, professor, jornalista, ambientalista e membro da ong Instituto Cidade Amiga.
Ele compareceu a convite da vereadora Edna Sampaio (PT).
Oliveira criticou a prefeitura da capital por ter criado a tarifa referente à coleta de lixo sem que exista sequer uma política pública para a gestão de resíduos na capital.  Ele cobrou do executivo a implantação de um plano de manejo da limpeza pública e de gestão de resíduos que atenda à Política Nacional de Resíduos (lei 12.305/10), onde o resíduo é tratado como gerador de renda e de cidadania.
Ele também cobrou que a taxa de limpeza pública seja aplicada na gestão sustentável dos resíduos, visando a coleta seletiva e a destinação dos recicláveis, compostáveis e reutilizáveis para as cooperativas, gerando renda aos catadores.
Oliveira observou também que a prefeitura está remunerando apenas os catadores que sobrevivem no lixão, mas não as cooperativas e associações, que efetivamente prestam o serviço de coleta sustentável e destinação correta dos resíduos.
Ele defendeu boas condições de trabalho para os 250 catadores que sobrevivem dos lixões, onde enfrentam situações insalubres, e defendeu que a inserção produtiva destes trabalhadores esteja prevista nas políticas públicas, e pediu apoio às associações e cooperativas de catadores, enfatizando que são importantes agentes ambientais.
“Há quanto tempo o município convive com essa realidade triste, sem solução? Venho aqui pedir que não haja essa invisibilização dos catadores e catadoras.  Coletar e jogar no lixão é fácil, mas só as cooperativas e associações de catadores fazem a segregação e dão destinação sustentável ao resíduo”, disse ele.
O ambientalista também pediu que haja mais discussão sobre a implementação de consórcio para a gestão dos resíduos sólidos que está em discussão pelos municípios e pelo governo do estado.
“As cidades do mundo precisam se repensar para que possam ser sustentáveis e o grande problema da humanidade é a coleta de lixo. Em Cuiabá, precisamos pensar sobre isso e quero cobrar o plano municipal de manejo sustentável dos resíduos, que foi aprovado o plano diretor, que está sendo prometido para ser encaminhado a esta Casa desde o início do nosso mandato, e o plano municipal de cultura”, afirmou a vereadora Edna.
“Estes planos são importantes para dar consistência às políticas públicas de gestão de resíduos e, inclusive, mudar a cultura do nosso povo e dos nossos governos, pois o manejo sustentável é também uma questão de cultura”.
Da Assessoria
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Secretário esclarece aplicação de 26% na Educação e explica diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal
O secretário de economia da Prefeitura de Cuiabá, Marcelo Bussiki, esclareceu que cumpriu e superou o percentual mínimo constitucional de investimentos em Educação no exercício de 2025, alcançando aplicação de 26,1% da receita vinculada ao setor, índice acima dos 25% exigidos pela Constituição Federal. Só em 2026, já foram pagos R$ 36,5 milhões de restos à pagar.
Os dados já haviam sido apresentados oficialmente à Comissão de Educação da Câmara Municipal pelo secretário de Economia, Marcelo Bussiki, e pelo contador-geral do Município, Éder Galiciani, durante reunião realizada neste ano, quando foram detalhados os números da execução orçamentária da Educação.
A manifestação ocorre após declarações do ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, que voltou a questionar os resultados apresentados pela atual gestão e sugeriu a existência de irregularidades relacionadas aos investimentos da pasta.
A Prefeitura esclarece que os valores citados pelo ex-secretário referem-se a restos a pagar, instrumento legal previsto na administração pública e regulamentado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os restos a pagar correspondem a despesas que foram empenhadas e registradas dentro do exercício financeiro, mas cujo pagamento pode ocorrer no ano seguinte.
A administração municipal destaca que essa situação é comum na gestão pública e não configura qualquer irregularidade. Todas as despesas da Educação foram devidamente registradas nos sistemas contábeis do município e constam dos demonstrativos oficiais encaminhados aos órgãos de controle.
A Prefeitura também esclarece a diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal. Pedalada fiscal ocorre quando despesas ou obrigações financeiras deixam de ser registradas oficialmente na contabilidade pública, ocultando a real situação das contas do ente público. Já os restos a pagar são despesas reconhecidas, empenhadas e contabilizadas regularmente, permanecendo registradas até sua quitação.
Dessa forma, não houve qualquer ocultação de despesas na Educação. Os valores pendentes estavam devidamente lançados na contabilidade municipal, em conformidade com a legislação vigente.
A própria aplicação dos recursos da Educação foi defendida pelo então secretário Amauri Monge quando ainda comandava a pasta. Em prestação de contas realizada na Câmara Municipal, ele afirmou que o município havia investido 26,1% em Educação durante 2025, acima do percentual mínimo exigido pela Constituição Federal.
Na ocasião, Monge declarou que os valores empenhados estavam corretamente registrados e que os restos a pagar encontravam-se dentro da legalidade, afastando qualquer irregularidade na execução orçamentária da pasta.
Além do cumprimento do índice constitucional, a Prefeitura ressalta que despesas importantes para o funcionamento da rede municipal, como parte da alimentação escolar, são custeadas com recursos próprios e não integram o cálculo do percentual mínimo exigido pela Constituição.
A administração municipal reforça que todos os dados permanecem à disposição dos órgãos de controle, da Câmara Municipal e da sociedade, reafirmando o compromisso com a transparência, a responsabilidade fiscal e a correta aplicação dos recursos destinados à Educação.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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