CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Congresso corta R$ 45 milhões do seguro rural e FPA pede suplementação de R$ 1,5 bilhão

Publicados

AGRONEGOCIOS

O Congresso Nacional aprovou o PLN 22/2023 em uma sessão conjunta da Câmara e do Senado, nesta quarta-feira (04.10), prevendo um corte de R$ 45 milhões do orçamento destinado ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Esses recursos serão direcionados para outras despesas do Ministério da Agricultura, com o intuito de promover ações de fomento ao setor agropecuário.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se opôs a essa proposta e está buscando uma suplementação de R$ 1,5 bilhão para o PSR ainda em 2023. Anteriormente, a bancada havia reforçado ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a importância de aumentar o orçamento destinado ao seguro rural.

Esse projeto foi aprovado mediante um acordo entre os ruralistas e o governo, com a promessa de que os valores cortados serão recuperados em um novo projeto que será encaminhado ao Congresso.

O orçamento inicial para o seguro rural em 2023 era de R$ 1,06 bilhão, mas apenas R$ 933 milhões foram efetivamente executados. Somando-se aos R$ 45 milhões remanejados pelo PLN 22/2023, ocorrerá também o redirecionamento de mais R$ 85 milhões para outras despesas, totalizando uma redução de quase R$ 130 milhões no orçamento do seguro rural.

Leia Também:  Plantio da safrinha 2026 de milho avança no Centro-Sul

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Publicados

em

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia Também:  Soja e milho: projeções da safra dos EUA indicam recomposição de área e clima entra no radar do mercado

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia Também:  Bahia mantém liderança na produção de tomate no Nordeste com safra de 183 mil toneladas em 2025

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA