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Plantio da safrinha 2026 de milho avança no Centro-Sul
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O plantio da safrinha 2026 de milho segue em ritmo acelerado no Centro-Sul do Brasil, alcançando 13% da área prevista até a última quinta-feira (29), segundo levantamento divulgado pela AgRural. O avanço é expressivo em comparação à semana anterior, quando a semeadura estava em 5%, e supera o desempenho do mesmo período do ciclo passado, que registrava 9% das lavouras plantadas.
Mato Grosso mantém liderança no plantio
Entre os estados produtores, Mato Grosso continua sendo o destaque, liderando o ritmo de semeadura. A boa umidade do solo e o rápido avanço da colheita da soja têm permitido o início mais ágil dos trabalhos no estado.
Logo atrás aparece o Paraná, que também intensificou o plantio nos últimos dias, seguido por áreas pontuais em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, onde as operações começam a ganhar força gradualmente.
Clima favorece avanço dos trabalhos
O clima mais seco registrado no fim de janeiro contribuiu para a retomada das atividades de campo. A redução das chuvas permitiu maior movimentação de máquinas e melhor aproveitamento das janelas de plantio, especialmente nas regiões onde a colheita da soja já está mais avançada.
A AgRural destaca, no entanto, que os produtores seguem atentos às previsões climáticas, já que o bom desenvolvimento da segunda safra de milho depende da continuidade de condições favoráveis nos próximos meses.
Colheita do milho verão ganha ritmo, mas segue atrasada
Enquanto o plantio da safrinha avança, o milho verão 2025/26 atingiu 10% de colheita no Centro-Sul até o dia 29. O número é o dobro do observado na semana anterior (5%), mas ainda abaixo do registrado há um ano, quando 14% da área já havia sido colhida.
Apesar do atraso em relação ao ciclo anterior, o tempo firme observado nos últimos dias tem ajudado a acelerar o ritmo dos trabalhos, especialmente no Sul e Sudeste.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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