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Conselho Monetário muda mercado de títulos do Agronegócio e deve afetar Fiagros

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) divulgou alterações nas emissões de Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), assim como nos ativos do agronegócio, como Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

O intuito do governo é aprimorar as políticas de suporte ao agronegócio e imobiliário, garantindo a adequada utilização desses instrumentos. Essa medida tem como objetivo garantir que os Fiagros estejam diretamente ligados às atividades e cadeias produtivas agrícolas, reforçando o alinhamento com o propósito original desses fundos.

A medida deve impactar significativamente os Fiagros (Fundos de Investimentos nas Cadeias Produtivas Agroindustriais), que investem principalmente em CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio):

  • Aumento do período de carência das LCAs: O período de carência para as LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) foi elevado de 90 dias para 1 ano, ajustando as condições desses instrumentos.
  • Aumento da demanda por CRAs no mercado secundário: A mudança no lastro dos CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) influenciou as operações e transações no mercado secundário, resultando em um aumento da demanda por esses títulos.
  • Maior ligação dos Fiagros com o agronegócio: A principal modificação visa estabelecer uma conexão mais forte entre os Fiagros e as atividades e cadeias produtivas do agronegócio. Essa medida visa garantir que os Fiagros estejam diretamente alinhados com o propósito original de sua criação.
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Os Fiagros apresentaram um crescimento considerável nos últimos anos, com o número de CPFs vinculados a esses fundos aumentando de 188 mil para 494 mil no último ano. A custódia total dos Fiagros se aproxima de R$ 12 bilhões, demonstrando a relevância desses instrumentos para o mercado financeiro.

Com as mudanças regulatórias implementadas pelo CMN o funcionamento dos mercados de títulos do agronegócio e imobiliário, devem buscar um direcionamento mais eficiente dos recursos e um maior alinhamento com os objetivos de cada segmento. No caso dos Fiagros, as modificações visam fortalecer a ligação desses fundos com o setor do agronegócio, garantindo que estejam diretamente atrelados às atividades e cadeias produtivas agrícolas.

Fonte: Pensar Agro

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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