CUIABÁ
Cumprindo TAC, Semob começa período educativo de fiscalização eletrônica na Miguel Sutil nesta sexta (5)
CUIABÁ
A Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) informa aos condutores que, a partir desta sexta-feira, 05 de abril, inicia-se o período educativo de fiscalização eletrônica na Avenida Miguel Sutil, próximo ao supermercado Fort Atacadista e à Escola do Farina. A medida visa à segurança viária do trecho considerado crítico devido à alta rotatividade de veículos, pedestres e à imensa complexidade de polos geradores de tráfego (PGT).
Conforme a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), durante 30 dias os condutores que infringirem o excesso de velocidade irão receber uma notificação orientativa. A velocidade máxima permitida na via é de 60 km/h.
De acordo com o diretor de trânsito da Semob, Michel Diniz, o local já está devidamente sinalizado para orientar os condutores nesta fase de adaptação. A sinalização eletrônica faz parte do cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público de Mato Grosso e a Prefeitura de Cuiabá, que visa, entre outras medidas, o aumento da fiscalização eletrônica e, consequentemente, a segurança da população e a diminuição de acidentes em algumas vias de Cuiabá, especialmente na Miguel Sutil.
“O período educativo seguirá até o dia 05 de maio, ou seja, são 30 dias de orientação, mas depois disso, as autuações passarão a valer e, por isso, os cidadãos devem ficar atentos”, orienta ao lembrar que a Miguel Sutil é uma das mais antigas e extensas vias de Cuiabá, também conhecida como Perimetral. “Então, para a segurança viária de todos, estamos implementando esse novo dispositivo de fiscalização eletrônica do tipo radar fixo”, concluiu.
A Semob orienta que após o período educativo, veículos que trafegarem acima do limite estipulado no percurso serão multados. Os valores devem variar de acordo com a categoria, podendo ser de infração média (R$ 130,16) a gravíssima (R$ 880,41). Por isso, é importante que todos fiquem atentos.
No total, Cuiabá conta atualmente com 51 pontos de equipamentos de fiscalização eletrônica na cidade, todos devidamente sinalizados horizontalmente e verticalmente e aferidos pelo Inmetro, conforme determina a legislação.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto
Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.
Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.
A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.
“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.
No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.
Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.
Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.
“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.
A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.
A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.
“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.
Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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