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Volta de Trump ao governo dos EUA pode ajudar Brasil, mas derruba preços

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As expectativas de alta produção nos Estados Unidos para a safra 2024/25 e o possível retorno de Donald Trump à presidência adicionam ainda mais volatilidade ao mercado mundial da soja e do milho. Especialistas alertam que uma nova guerra comercial entre EUA e China poderia pressionar os preços para níveis ainda mais para baixo, além da retração de 20,11% e 18,23%, respectivamente, registrada neste ano.

A possibilidade de Trump voltar à Casa Branca aumenta as preocupações de uma nova disputa comercial com a China, que, se por um lado beneficiaria o Brasil – por um aumento das exportações como ocorreu no passado -, por outro uma nova ‘trade war’ entre EUA e China derrubaria ainda mais os preços, anulando a vantagem brasileira.

Em 2018, durante a presidência de Trump, o Brasil beneficiou-se da disputa comercial entre EUA e China, preenchendo a lacuna deixada pelos americanos nas exportações de soja. Se houver uma nova disputa, o Brasil pode se beneficiar novamente, pois a China virá comprar a soja brasileira.

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Além dos fatores políticos, a produção americana desempenha um papel crucial na definição dos preços. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevê uma safra de 120,70 milhões de toneladas de soja para o ciclo 2024/25, um aumento de 6,5% em relação à temporada anterior. Para o milho, a expectativa é de uma ligeira queda de 1,5% na colheita, totalizando 383,56 milhões de toneladas. Os estoques de ambas as commodities também devem aumentar significativamente.

Especialistas explicam que o relatório de estoques trimestral do USDA mostrou um aumento de 22% nas reservas de soja e milho em relação ao ano passado, superando a média dos últimos dez anos. Por isso temos preços tão deprimidos”.

Fatores climáticos, como o fenômeno La Niña ou a temporada de furacões, também também podem influenciar os preços se afetarem negativamente a produção americana. Irregularidades climáticas durante o plantio da safra 2024/25 no Brasil, previsto para setembro, são outros fatores que alterar as expectativas de mercado.

Fonte: Pensar Agro

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Manejo integrado pode reduzir perdas por geadas no trigo do Sul, alerta Vittia

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A adoção de manejo integrado nas lavouras de trigo do Sul do Brasil pode ser decisiva para reduzir perdas causadas por geadas e outros eventos climáticos típicos do inverno. A avaliação é da Vittia, que defende o uso combinado de fertilizantes foliares, bioestimulantes e soluções biológicas como forma de fortalecer as plantas e ampliar sua capacidade de tolerar o estresse térmico.

Com a chegada do período mais frio do ano, produtores da região Sul enfrentam desafios recorrentes relacionados a baixas temperaturas, excesso de umidade e ocorrência de geadas, fatores que podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade dos grãos.

Produção de trigo projetada em 6,38 milhões de toneladas na safra 2026

De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de trigo na safra 2026 deve atingir cerca de 6,38 milhões de toneladas. A área cultivada, por sua vez, tende a recuar para aproximadamente 2,14 milhões de hectares, o que reforça a necessidade de maior eficiência produtiva e redução de perdas no campo.

Nesse contexto, o manejo adequado da lavoura passa a ser um fator estratégico para proteger o investimento do produtor rural, especialmente em um cenário de margens mais apertadas e maior exposição ao risco climático.

Geada é um dos principais riscos da cultura do trigo

Segundo a Vittia, a geada está entre os principais fatores de risco para a cultura do trigo no Brasil, podendo impactar diferentes fases de desenvolvimento da planta.

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O coordenador de Desenvolvimento de Mercado da empresa para a Região Sul, Gustavo Rubim, destaca que o planejamento antecipado é essencial para reduzir os impactos das baixas temperaturas.

“Mesmo em um inverno sob influência do El Niño, o produtor não deve descuidar do risco de geadas, sendo fundamental adotar estratégias de manejo bem definidas para reduzir possíveis impactos sobre o desenvolvimento e a produtividade das plantas”, afirma.

Além do frio intenso, Rubim ressalta que o período de inverno também traz outros desafios, como excesso de umidade, maior pressão de doenças e limitações operacionais no campo.

Manejo integrado é fundamental para reduzir riscos climáticos

De acordo com a Vittia, a combinação de práticas de manejo é determinante para aumentar a resiliência das lavouras. Entre as principais estratégias estão:

Principais pilares do manejo integrado:

  • Manejo adequado do solo
  • Nutrição equilibrada das plantas
  • Controle fitossanitário eficiente
  • Uso de soluções biológicas
  • Monitoramento climático constante
  • Escolha correta da época de semeadura
  • Cultivares adaptadas à região

Essas práticas ajudam a reduzir o risco de que fases críticas da cultura coincidam com períodos de maior incidência de geadas.

Impactos da geada variam conforme o estágio da cultura

A Vittia alerta que os danos provocados pelo frio intenso dependem diretamente do estágio fenológico do trigo no momento da ocorrência.

Fase vegetativa: danos geralmente limitados à queima de folhas e redução temporária do crescimento, com possibilidade de recuperação

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Espigamento, florescimento e enchimento de grãos: riscos mais elevados, com possível esterilidade de espiguetas, falhas na formação dos grãos e redução da produtividade e qualidade

Nutrição foliar e bioestimulantes ajudam na recuperação das plantas

Entre as ferramentas recomendadas para mitigar os efeitos do estresse térmico estão fertilizantes foliares e bioestimulantes. Segundo a empresa, esses produtos atuam como suporte fisiológico, ajudando a manter as plantas mais nutridas e preparadas para enfrentar condições adversas.

Nutrientes como potássio, cálcio, magnésio e micronutrientes contribuem para o equilíbrio metabólico da planta. Já compostos como aminoácidos e extratos de algas auxiliam na recuperação após eventos de geada.

Além disso, os bioestimulantes estimulam mecanismos naturais de defesa, aumentando a atividade antioxidante e reduzindo danos celulares causados pelo frio.

Estratégia deve ser preventiva e integrada, reforça Vittia

Para a Vittia, o uso dessas tecnologias deve estar inserido em uma estratégia de manejo mais ampla, com foco preventivo e planejamento antecipado.

“Não é possível controlar o clima, mas contribuir para que a planta esteja mais equilibrada nutricionalmente antes do evento e tenha melhores condições de recuperação”, destacou Gustavo Rubim.

O cenário reforça a importância de tecnologias agrícolas e práticas integradas como ferramentas essenciais para reduzir riscos climáticos e garantir maior estabilidade produtiva no trigo cultivado na região Sul do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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