CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Pressão sobre preços do milho no Brasil persiste com oferta crescente e mercado cauteloso

Publicados

AGRONEGOCIOS

Produtores avançam na comercialização, enquanto consumidores aguardam preços mais baixos, principalmente devido à expectativa positiva da safra de safrinha. Esse cenário, aliado a fatores climáticos e movimentos internacionais, tem mantido os investidores atentos às tendências futuras do mercado.

Oferta crescente mantém preços do milho sob pressão

A pressão nas cotações do milho no Brasil se intensificou na última semana. Os produtores seguem firmes na fixação de oferta, enquanto os consumidores demonstram pouca urgência nas compras, refletindo tranquilidade em relação aos estoques disponíveis. Essa dinâmica indica a expectativa do mercado por preços mais baixos, especialmente em função da chegada da safra de safrinha, que promete aumentar a oferta nacional.

Fatores que influenciam o mercado interno e internacional

Segundo a Safras Consultoria, alguns elementos continuam no radar dos investidores: a evolução climática no Brasil, fundamental para o desenvolvimento das lavouras; a oscilação do dólar; o comportamento dos preços futuros do milho; e a paridade de exportação.

No cenário externo, a Bolsa de Mercadorias de Chicago apresentou alta volatilidade durante a semana. Houve queda nos preços no início do período, influenciada pelo bom andamento do plantio nos Estados Unidos, o que aumentou a oferta potencial. No entanto, os preços se recuperaram posteriormente, amparados pela redução dos estoques de milho nos Estados Unidos e no mercado mundial para as safras 2024/25 e 2025/26, abaixo do esperado.

Leia Também:  Proteína animal brasileira enfrenta pressão da Europa por atualização de protocolos sanitários
Preços internos apresentam queda em diversas regiões

No mercado brasileiro, o preço médio da saca de milho registrou queda e foi cotado a R$ 70,85 no dia 15 de maio, representando retração de 2,73% em relação à semana anterior, quando estava em R$ 72,83.

Em regiões produtoras, as variações também indicaram baixa:

  • Cascavel (PR): R$ 69,00, estável frente à semana passada.
  • Campinas (CIF): R$ 77,00, queda de 1,91%.
  • Mogiana Paulista: R$ 73,00, redução de 2,67%.
  • Rondonópolis (MT): R$ 62,00, retração de 3,13%.
  • Erechim (RS): R$ 70,00, recuo de 2,78%.
  • Uberlândia (MG): R$ 72,00, queda de 4,00%.
  • Rio Verde (GO): R$ 72,00, redução de 1,37%.

Esses números refletem a influência da oferta crescente e a busca por preços mais competitivos pelos compradores.

Exportações brasileiras de milho registram queda significativa

As exportações brasileiras de milho em maio, nos primeiros seis dias úteis, totalizaram receita de US$ 1,633 milhão, com média diária de US$ 272,2 mil. A quantidade exportada atingiu 2,863 mil toneladas, com média diária de 477,2 toneladas, e o preço médio por tonelada ficou em US$ 570,50.

Leia Também:  Aberturas de mercado para o Brasil no Vietnã, em Angola e em El Salvador

Comparado ao mesmo período de maio de 2024, houve forte redução no volume e no valor médio diário exportado, de 97,6% e 93,3%, respectivamente. Por outro lado, o preço médio da tonelada aumentou 175,9%, indicando menor quantidade negociada, porém a preços significativamente mais altos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Ministro André de Paula participa da retomada da UFN-III e de entregas em Mato Grosso do Sul

Publicados

em

Nesta quinta-feira (25), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, em Três Lagoas (MS), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da cerimônia que marcou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III). O empreendimento da Petrobras é considerado estratégico para ampliar a produção nacional de fertilizantes, fortalecer a segurança alimentar e reduzir a dependência externa do país em relação a insumos essenciais para a produção agropecuária. 

Integrada ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a unidade receberá investimentos superiores a R$ 5 bilhões para sua conclusão. A previsão é que a operação comercial tenha início em 2029. 

De acordo com dados do Governo Federal, a planta terá capacidade para produzir diariamente 3.600 toneladas de ureia granulada e 2.200 toneladas de amônia, o que representa uma produção anual estimada de 1,3 milhão de toneladas de ureia — equivalente a cerca de 16% da demanda nacional pelo fertilizante. 

“Estou orgulhoso porque ainda sonho que a gente vai ter acima de 70% de todo o fertilizante que nós precisamos nesse país. Porque um país jamais será soberano se ele não for dono das coisas principais que ele produz”, ressaltou o presidente Lula em seu discurso. 

Além de contribuir para o abastecimento interno, a retomada das obras deverá gerar aproximadamente 8 mil empregos diretos e indiretos, impulsionando a economia regional por meio da contratação de fornecedores e da movimentação dos setores de transporte, serviços, hospedagem, alimentação e comércio. 

A localização da unidade é considerada estratégica para o agronegócio brasileiro. A região Centro-Oeste concentra aproximadamente 40% da demanda nacional por ureia, impulsionada principalmente pelas cadeias produtivas de milho, cana-de-açúcar, algodão e pecuária. A proximidade da fábrica com importantes polos agrícolas deverá contribuir para aumentar a segurança do abastecimento e reduzir custos logísticos para produtores rurais, especialmente nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo. 

Leia Também:  Oferta abundante e incertezas globais devem pressionar preços da soja em 2026

A retomada da UFN-III integra uma estratégia mais ampla do Governo Federal e da Petrobras voltada à recomposição da capacidade nacional de produção de fertilizantes nitrogenados. A iniciativa busca reduzir a vulnerabilidade do país diante de oscilações do mercado internacional e de eventuais interrupções nas cadeias globais de suprimento, fortalecendo a competitividade do agronegócio brasileiro e a segurança alimentar. 

Programa Terra da Gente em Ponta Porã (MS)

Ainda em Mato Grosso do Sul, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, em Ponta Porã, de entregas realizadas no âmbito do Programa Terra da Gente, no Assentamento Itamarati, uma das maiores áreas de reforma agrária do país. 

Durante a agenda, foram entregues 1.390 títulos de domínio a famílias assentadas, garantindo segurança jurídica aos produtores e ampliando o acesso ao crédito rural, às políticas públicas e a novos investimentos produtivos. Também foram anunciados R$ 20 milhões em investimentos para a recuperação da infraestrutura produtiva do assentamento, além da formalização de iniciativas voltadas ao crédito rural, à comercialização da produção, à educação no campo e à regularização fundiária. 

Os recursos serão destinados à melhoria da infraestrutura de apoio à produção, com foco na ampliação da capacidade de armazenagem de grãos, na redução de perdas pós-colheita, no fortalecimento da logística interna e na promoção do desenvolvimento sustentável das atividades produtivas desenvolvidas pelas famílias assentadas. 

Leia Também:  Proteína animal brasileira enfrenta pressão da Europa por atualização de protocolos sanitários

Com área superior a 50 mil hectares e cerca de 2.800 famílias beneficiadas, o Assentamento Itamarati é uma das principais referências nacionais em agricultura familiar e produção agropecuária. A diversidade produtiva da região inclui grãos, pecuária leiteira, frutas, hortaliças e criação de pequenos animais, contribuindo para a geração de renda, o abastecimento alimentar e o desenvolvimento econômico local. 

Reformas em aeroportos pelo Novo PAC

Encerrando a agenda no estado, o ministro participou, no Aeroporto Internacional de Ponta Porã, da entrega das obras de modernização dos aeroportos de Ponta Porã, Corumbá e Campo Grande. 

As intervenções integram o conjunto de investimentos realizados pela concessionária Aena Brasil, responsável pela administração dos terminais após a 7ª Rodada de Concessões Aeroportuárias promovida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Parte dos investimentos contou com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Entre as obras concluídas, destaca-se a modernização do Aeroporto Internacional de Campo Grande, que passou a contar com pontes de embarque e desembarque de passageiros (fingers), ampliando a capacidade operacional e o conforto dos usuários. 

Os três aeroportos integram um conjunto de 11 terminais administrados pela Aena Brasil que estão recebendo investimentos em infraestrutura, modernização e ampliação da capacidade operacional, contribuindo para o fortalecimento da logística, da conectividade regional e do desenvolvimento econômico do país. 

* Com informações do Planalto 

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA