MATO GROSSO
Detran-MT alerta sobre nova tentativa de golpe envolvendo notificações enviadas pelos Correios
MATO GROSSO
O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) alerta os condutores que novos golpes estão sendo aplicados por meio de falsas notificações de multa ou suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), enviadas por Correios aos cidadãos, como se fossem emitidas pelo Detran.
Estas correspondências contém um QR Code, que supostamente ofereceria maiores informações sobre a notificação, mas, na verdade, ele instala um programa malicioso, que poderá roubar os dados pessoais e financeiros do celular das vítimas.
O Detran-MT não encaminha nenhum tipo de notificação via Correios com QR Code. “As infrações lavradas pela Polícia Militar são emitidas pelo Detran-MT e enviadas ao proprietário do veículo pelos Correios, contendo o código de barras para pagamento. O QR Code aparece quando o boleto é emitido pelo site do Detran-MT. Quanto à suspensão da CNH, a notificação também é enviada via Correios, mas sem código de barras”, explicou a coordenadora de Renainf, Carine da Silva Bezerra.
O Detran-MT reforça a importância de o condutor utilizar sempre os canais oficiais para validar informações que possam chegar que contenham a identificação do órgão. “Alertamos a população que sempre tenha cuidado com documentos ou sites que se identifiquem como Detran. Antes de escanear qualquer QR Code é importante verificar a autenticidade dessas informações pelo nosso site oficial ou pelo Disque Detran”, enfatizou o presidente da Autarquia, Gustavo Vasconcelos.
O órgão conta com um portal de serviços em seu site, que facilita consultas e disponibiliza serviços digitais. Via telefone, o atendimento é feito pelo Disque Detran no número (65) 3615-4800 ou pelo WhatsApp (65) 9 9933-9318.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
Fonte: Ministério Público MT – MT


