MATO GROSSO
Primeira turma de técnico em cuidador de alunos com deficiência inicia estágio supervisionado em MT
MATO GROSSO
Alunos do curso técnico em “Serviços de Apoio a Pessoas com Deficiência no Ambiente Escolar” iniciaram a fase de estágio supervisionado em Mato Grosso. Ao todo, 600 estudantes são atendidos pela capacitação ofertada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), em parceria com Assembleia Legislativa, Fundação Educa Mais e Rede de Ensino Técnico e Educação Profissional. A capacitação é a primeira do tipo no país.
As aulas práticas serão realizadas em escolas municipais e estaduais conveniadas com o projeto a partir da próxima segunda-feira (3.2), quando inicia o ano letivo na maioria das unidades. A previsão para o término do curso é setembro de 2025.
Com duração de cerca de um ano, o curso iniciou-se em junho de 2024 com cinco turmas de 120 alunos, sendo duas distribuídas pelos municípios de Cuiabá, duas em Várzea Grande e uma em Primavera do Leste. A iniciativa busca formar profissionais que irão prestar o suporte adequado a pessoas com diferentes tipos de deficiência no ambiente escolar.
O curso também busca capacitar profissionais em estratégias de inclusão que garantam aos estudantes um acesso pleno à educação, possibilitando novas oportunidades de carreira para educadores interessados em trabalhar na área da inclusão educacional.
De acordo com o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, Mato Grosso saiu na frente ao realizar esse tipo de curso por conta do aumento da demanda por profissionais que atendam pessoas com deficiência nas escolas.
“Essa é uma questão de inclusão e também de capacitação da nossa mão de obra para atender o que o mercado precisa, conforme orientam o governador Mauro Mendes e o vice Otaviano Pivetta”, afirmou Allan.
A iniciativa é fruto de uma proposta de lei, já aprovada na Câmara Federal, que estabelece a obrigatoriedade de um curso técnico de, no mínimo, 800 horas para atuar como cuidador de alunos com deficiência.
Os alunos se inscreveram gratuitamente para o curso ao longo de 2024.
*Sob supervisão de Téo Meneses
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Olhar atento pode evitar tragédias, destaca procuradora
A importância de ampliar o olhar dos profissionais da segurança pública para identificar situações de risco e prevenir casos de violência contra mulheres e meninas foi o foco do primeiro eixo temático do Dia C de Capacitação – Atendimento, Proteção e Perspectiva de Gênero na Segurança Pública, realizado nesta quarta-feira (2), pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), em Cuiabá.A palestra foi ministrada pela coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, que abordou o tema “Perspectiva de gênero na atuação dos profissionais de segurança pública” para cerca de 140 participantes das forças de segurança e instituições que integram a rede de proteção.Ao iniciar a exposição, a procuradora utilizou uma experiência pessoal para explicar como a perspectiva de gênero pode contribuir para uma análise mais ampla das situações enfrentadas diariamente pelos profissionais da área.“A perspectiva de gênero funciona, de certo modo, como esse recurso de ampliação da percepção. Ela não modifica os fatos. Não cria crimes onde eles não existem. Não substitui a lei, a técnica, a prova ou a experiência profissional. Ela nos ajuda a perceber dimensões da realidade que podem permanecer inaudíveis aos nossos ouvidos ou invisíveis ao nosso olhar”, afirmou.Durante a palestra, a procuradora de Justiça destacou que muitos sinais relacionados à violência contra a mulher podem passar despercebidos quando não são observados sob uma perspectiva adequada.“Na atuação profissional, alguns sinais podem estar diante de nós e, ainda assim, não serem imediatamente percebidos: o controle, o isolamento, a dependência econômica, o medo, a desigualdade de poder, a escalada da violência e o risco de morte”, alertou.Segundo a procuradora, o objetivo da capacitação não é desconsiderar a experiência dos profissionais, mas oferecer ferramentas que contribuam para uma atuação mais qualificada.“A proposta desta capacitação não é desqualificar a experiência de ninguém. É acrescentar um instrumento à nossa atuação. Porque, quando ampliamos nossa capacidade de perceber, qualificamos nossa intervenção, avaliamos melhor o risco, protegemos com mais eficiência e tomamos decisões mais adequadas”, ressaltou.Ao longo da apresentação, foram abordados aspectos relacionados aos estereótipos de gênero, aos ciclos da violência doméstica e à necessidade de uma atuação institucional integrada para garantir proteção efetiva às vítimas.No encerramento da palestra, a procuradora de Justiça fez uma reflexão sobre a responsabilidade dos agentes públicos diante do avanço da violência contra a mulher e conclamou os participantes a transformarem conhecimento em atitude.“Tenho medo da violência que se repete, da violência que se agrava e, principalmente, da violência que começa a ser tratada como algo normal. E, diante desse medo, faço a mim mesma duas perguntas: o que eu posso fazer? O que eu tenho a ver com isso? A resposta que encontrei é clara: eu tenho tudo a ver com isso”, afirmou.Dia C de Capacitação – o primeiro eixo do Dia C integra a programação nacional da capacitação, que busca fortalecer a atuação dos profissionais da segurança pública e da rede de proteção no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, com foco na prevenção do feminicídio e na qualificação do atendimento prestado às vítimas.Promovido nacionalmente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em parceria com o Ministério das Mulheres, o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) e a Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Copevid), o Dia C foi concebido como o marco inicial de um programa permanente de formação voltado ao fortalecimento da atuação integrada entre o Ministério Público e os órgãos de segurança pública. Em Mato Grosso, o evento é realizado pelo MPMT, por meio do Centro de Apoio Operacional sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, com apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público de Mato Grosso. O evento reúne aproximadamente 140 profissionais de diferentes órgãos e instituições, entre eles representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Penal, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Marinha do Brasil, Guarda Municipal e integrantes do sistema de justiça.
Fonte: Ministério Público MT – MT



