MATO GROSSO
PM prende cinco membros de facção criminosa envolvidos em homicídio em Peixoto de Azevedo
MATO GROSSO
A Polícia Militar prendeu três homens e uma mulher e apreendeu um adolescente suspeitos de envolvimento no homicídio que vitimou Josué Gonçalves Martins, de 26 anos, em Peixoto de Azevedo. Todos os suspeitos foram identificados como integrantes de uma facção criminosa e foram presos nesta segunda-feira (10.2). Com eles, a PM apreendeu um revólver e porções de maconha e cocaína.
As equipes policiais do 22º Batalhão de Peixoto de Azevedo iniciaram diligências após o homicídio, ocorrido na tarde de sábado (9.2). Segundo as informações da ocorrência, Josué foi alvo de disparos de arma de fogo, após ser atraído para uma emboscada realizada por membros de uma facção. Ele chegou a ser socorrido com vida mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com as informações das testemunhas do crime, Josué foi morto por dois homens, que estavam armados e fugiram. Seguindo as informações das características dos suspeitos, os policiais se deslocaram até uma residência que seria moradia de um dos autores do crime.
No local, os policiais foram recebidos por uma mulher, que afirmou que o suspeito era seu namorado. Ela confessou aos militares que o crime estava planejado contra um membro de uma facção rival e que o suspeito teria fugido com apoio de comparsas para uma região de mata.
Na continuidade das diligências, na noite desta segunda-feira (10), os policiais receberam informações de que suspeitos envolvidos no homicídio estavam em um veículo Honda Civic transitando pela cidade. Os militares realizaram buscas e encontraram o carro ocupado por dois homens. Com eles, foi localizado um revólver de calibre .38.
Questionados sobre a arma, os suspeitos confessaram que o objeto havia sido utilizado na morte de Josué. A dupla também afirmou que os autores do crime estavam escondidos em uma residência próxima.
A equipe do 22º BPM foi até o endereço informado e localizou uma mulher e um homem, que foram detidos. Para a PM, o homem afirmou ter sido o autor do crime após ter recebido ordens da facção criminosa na qual faz parte.
Enquanto faziam a condução dos dois suspeitos, os policiais viram uma movimentação no interior da casa e um outro homem tentando fugir do local. Rapidamente as equipes militares fizeram cerco e detenção do homem, que estava portando 26 porções de cocaína e sete porções de maconha.
Diante da situação, os cinco suspeitos localizados receberam voz de prisão e foram conduzidos para a delegacia da cidade, com todo o material apreendido, para registro da ocorrência e entregues à Polícia Judiciária Civil.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Liminar do TJMT mantém investigação de estupro de vulnerável
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) obteve decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que suspendeu o arquivamento de um inquérito policial que apura um crime de estupro de vulnerável na Comarca de Tapurah.A medida foi concedida pela desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, relatora do Mandado de Segurança Criminal impetrado pelo MPMT contra decisão da então Vara Única da comarca, que havia determinado de ofício o encerramento da investigação.O mandado de segurança foi ajuizado pela 1ª Promotoria de Justiça de Tapurah, por meio do promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, após o Juízo de primeiro grau indeferir um pedido de prorrogação de prazo para a realização de diligências complementares e, na sequência, determinar o arquivamento do inquérito policial sem manifestação ministerial pelo encerramento do caso.Na impetração, o MPMT argumentou que o arquivamento determinado de ofício representou interferência em atribuição constitucional do Ministério Público, titular exclusivo da ação penal pública. Conforme destacou o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a investigação possuía diligência essencial e viável ainda pendente de realização.Ao analisar o pedido liminar, a desembargadora relatora reconheceu, em juízo preliminar, a relevância das alegações apresentadas pelo Ministério Público. Na decisão, destacou que o sistema processual penal brasileiro é regido pelo modelo acusatório, no qual cabe ao Ministério Público formar sua convicção acerca da possibilidade de denúncia, da necessidade de novas diligências ou do arquivamento da investigação.A relatora ressaltou ainda que o requerimento ministerial não consistia em simples pedido genérico de prorrogação, uma vez que foram especificadas diligências concretas e sua finalidade para a conclusão da investigação.Com a concessão da liminar, ficam suspensos os efeitos da decisão que determinou o arquivamento do inquérito policial, preservando-se a possibilidade de realização das diligências consideradas necessárias pelo Ministério Público até o julgamento definitivo do mandado de segurança pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça.O MPMT ressalta que, em razão do segredo de justiça que protege a identidade das vítimas, não serão divulgadas informações adicionais sobre o caso concreto ou quaisquer dados que possam, direta ou indiretamente, identificá-las.
Fonte: Ministério Público MT – MT



