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Expectativa de Recuperação Marca o Início da Safra de Trigo 2025

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou recentemente o 6º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, no qual confirmou os dados relativos à produção da safra de trigo de 2024 e apresentou as primeiras estimativas para a safra de 2025. As projeções foram formuladas com base em modelos estatísticos que consideram tendências climáticas e as condições do mercado.

A semeadura da nova safra de trigo está prevista para começar em abril, nos principais estados produtores. A expectativa é de uma recuperação na produtividade, embora a área plantada continue sendo influenciada por incertezas climáticas e de mercado.

Em fevereiro de 2025, o mercado de trigo operava com baixa liquidez, com transações realizadas somente quando havia necessidade de liberar espaço de armazenagem ou gerar fluxo de caixa. A oferta interna restrita levou a um aumento na demanda por importações para suprir a necessidade da moagem industrial. No Paraná, a média da cotação foi de R$ 73,42 por saca de 60 quilos, representando uma valorização de 0,4%. Já no Rio Grande do Sul, o preço médio foi de R$ 67,14 por saca, com uma alta de 2,86%.

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No cenário internacional, diversos fatores pressionaram os preços do trigo para cima. A redução na projeção de produção, a diminuição das exportações russas, as adversidades climáticas na região do Mar Negro e nos Estados Unidos, e as medidas de taxação do governo Trump, influenciaram o aumento. A média Fob Golfo foi cotada a US$ 263,95 por tonelada, com valorização de 4,87%.

Dados preliminares da balança comercial indicam que, em fevereiro de 2025, o Brasil importou 336,6 mil toneladas de trigo, em 15 dias úteis, enquanto os embarques no mesmo período somaram 567,1 mil toneladas. A projeção para a safra 2025/26 revisou a estimativa de importação, que foi reduzida de 5,8 milhões para 5,6 milhões de toneladas. Com esse ajuste, os estoques finais da safra podem encerrar o período em 1,73 milhão de toneladas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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