BRASIL
MEC e CNE reforçam transparência para escolas no exterior
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Foi publicada nesta quinta-feira, 20 de março, a Resolução CNE/CEB nº 1/2025, que estabelece novas normas para a regulação e a supervisão de escolas privadas de educação básica no exterior que seguem a Base Nacional Comum Curricular do Brasil (BNCC). O regulamento do Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão de participação social do Ministério da Educação (MEC), atende a demandas identificadas no curso da implementação da resolução anterior, de 2013. A nova resolução é resultado de processo que envolveu a Câmara dos Deputados, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a comunidade escolar brasileira no Japão.
Um total de 4,9 milhões de brasileiros vivem hoje no exterior, segundo o levantamento mais recente do MRE, entre os quais se estima que mais de 500 mil tenham entre 6 e 17 anos de idade. Desses nacionais, a imensa maioria dos que estão em idade escolar (99%) frequentam escolas dos sistemas oficiais dos países nos quais vivem. Embora valha para escolas situadas em qualquer país do mundo, a regra afeta sobretudo crianças e adolescentes brasileiros que vivem no Japão, país com a quarta maior comunidade brasileira no exterior.
Segundo levantamento do MRE, naquele país, atualmente, um total de 38 estabelecimentos, nos quais estão matriculados cerca de 4.000 brasileiros em idade escolar, pretendem oferecer ensino fundamental e médio com base nos parâmetros da BNCC. A criação dessas escolas teve início em 2000, a fim de atender à reivindicação de pais que tinham dificuldades em manter os filhos em escolas em que o idioma adotado era o japonês.
Mudanças – Uma das novidades da Resolução nº 1/2025 é a de deixar mais claro o caráter supletivo das escolas privadas de currículo brasileiro – que, pelo novo texto, devem existir em contextos nos quais, por algum motivo, não seja viável aos alunos frequentar as escolas locais, de modo a garantir o direito à educação.
Outro ponto importante diz respeito à criação do Cadastro Anual Simplificado para essas escolas, que foi ajustado a partir do Censo Escolar, considerando que estão situadas fora do território brasileiro. Alguns dos itens de preenchimento obrigatório do Censo, a exemplo do campo “Unidade da Federação” e “Código de Endereçamento Postal”, não podiam ser atendidos por esses estabelecimentos, o que dificultava a supervisão. Além de ser uma ferramenta de acompanhamento, a prestação de informações anuais objetiva auxiliar na formulação de políticas públicas.
Todo o processo de prestação de informações pelas escolas agora deverá ocorrer de forma eletrônica. Com isso, a expectativa é que o fluxo de informações entre os responsáveis pelas escolas e o MEC seja facilitado, gerando agilidade e eficiência no processo de homologação. É obrigatório que a escola apresente a proposta pedagógica, o projeto pedagógico dos cursos, o regimento escolar e a lista do pessoal contratado, juntamente com a comprovação de regularidade para funcionamento no local em que se encontra. Há também um campo para documentos adicionais.
Após o cadastro inicial, as escolas deverão inserir diretamente no sistema, uma vez por ano, aqueles dados que tenham passado por atualização — uma mudança de endereço ou uma troca de professores, por exemplo. Faz parte do processo regulatório que os documentos sejam analisados pelas áreas do MEC antes de seguirem para o CNE, onde devem receber um parecer final. Há, contudo, um prazo de até quatro meses para que a área prepare a sua nota técnica. Ao final, os alunos oriundos das escolas que estiverem adequadas aos parâmetros da normativa deverão ter maior facilidade para se reinserir no sistema educacional brasileiro, uma vez que seus documentos terão plena validade no Brasil.
Orientações – Diretores e mantenedores de escolas no exterior poderão se cadastrar no Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle do MEC (Simec) para acompanhar o andamento dos processos regulatórios relativos às suas escolas. Para acessar, é necessário ter uma conta GOV.BR.
Escolas que já contem com autorização em vigor, com base na norma anterior, deverão prestar contas por meio do novo cadastro anual simplificado até 19 de março de 2026. Em caso de descumprimento, as autorizações já concedidas perderão a validade em 2028.
A resolução permite que se submetam ao processo regulatório estabelecimentos que ofereçam educação infantil; ensino fundamental I e II; ensino médio; educação profissional e técnica de nível médio; e educação de jovens e adultos (nesse caso, tanto na etapa do fundamental quanto na do ensino médio). O uso do ensino remoto e da educação a distância (EAD) deverá seguir as mesmas regras e restrições aplicáveis às escolas brasileiras. No caso de polos EAD vinculados a escolas situadas dentro do Brasil, a supervisão se dará pelo processo regular, que envolve conselhos estaduais e municipais de educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria Internacional (AI)
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
Brasil gera 228 mil empregos formais em março e supera 613 mil vagas no trimestre
O país gerou, em março deste ano, um total de 228.208 postos de trabalho com carteira assinada, acumulando, de janeiro a março, 613.373 vagas formais. Nos últimos 12 meses (mar/2025 a mar/2026), o total de postos gerados chega a 1.211.455. Desde 2023, já foram criadas mais de 5 milhões de vagas formais no país.
Os dados são do Novo Caged de março, divulgados nesta quarta-feira (29) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Do total de postos gerados no mês, 83,25% são considerados típicos e 16,75% não típicos — majoritariamente jornadas de até 30 horas semanais (+34.925) e contratos de aprendizagem (+12.264).
Com isso, o estoque de empregos com carteira assinada chega a 49.082.634 vínculos, o que representa crescimento de 2,6% em relação ao estoque de empregados no país.
O saldo, resultante de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos, foi positivo em 24 unidades federativas. Os maiores resultados absolutos foram registrados em São Paulo, com 67.876 postos (0,46%); Minas Gerais, com 38.845 (0,77%); e Rio de Janeiro, com 23.914 (0,60%). Em termos relativos, destacaram-se Acre (0,92%), Roraima (0,88%) e Piauí (0,86%).
Entre os setores, o maior crescimento ocorreu em Serviços, com geração de 152.391 postos no mês. Na sequência, aparecem Construção (38.316), Indústria (28.336) e Comércio (27.267). Apenas a Agropecuária registrou retração, com queda de 18.096 postos, influenciada principalmente pela finalização de safras de maçã, soja e uva.
Acumulado do ano
De janeiro a março, quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. O maior crescimento ocorreu em Serviços, com 382.229 postos (+1,6%), com ênfase nas atividades de informação, comunicação e nos serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos (146.068), além de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais (142.038).
A Construção gerou 120.547 postos, com destaque para a construção de edifícios (49.582) e obras de infraestrutura (38.447). A Indústria apresentou saldo de 115.310 vagas, impulsionada principalmente pelo processamento industrial do fumo (10.370), fabricação de produtos alimentícios (10.126) e fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (8.690).
A Agropecuária também registrou saldo positivo de 14.752 postos, com destaque para o cultivo de maçã (7.967), soja (5.441) e alho (3.818). O Comércio foi o único setor com resultado negativo no período, com redução de 19.525 postos.
Entre os estados, o maior saldo no acumulado foi registrado em São Paulo (183.054), seguido por Minas Gerais (70.625) e Santa Catarina (59.396). Em termos relativos, os maiores avanços ocorreram em Goiás (2,33%), Mato Grosso (2,27%) e Santa Catarina (2,26%).
Perfil dos trabalhadores
Em março, o saldo foi positivo tanto para mulheres (132.477) quanto para homens (95.731). Destaca-se a geração de 165.785 postos para pessoas de até 24 anos, o equivalente a 72,6% do total do mês. Também foram criadas 183.037 vagas para trabalhadores com ensino médio completo e 23.265 para aqueles com nível superior completo.
Confira a íntegra dos dados aqui.
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