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Safras & Mercado reduz projeção para produção e estoques finais de soja em 2024/25

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A consultoria Safras & Mercado revisou para baixo suas projeções para a produção brasileira de soja na safra 2024/25, em razão dos impactos climáticos no Rio Grande do Sul. Como consequência, a estimativa para os estoques finais também foi ajustada. Apesar dessa redução, a colheita brasileira segue como a maior da história, mantendo a pressão sobre os preços.

A nova previsão indica que a produção total do país deve alcançar 172,45 milhões de toneladas, representando um crescimento de 13,2% em relação à safra anterior, que foi de 152,3 milhões de toneladas. Anteriormente, a estimativa era de 174,88 milhões de toneladas.

O levantamento da consultoria aponta um aumento de 2,2% na área cultivada, que deverá chegar a 47,47 milhões de hectares, ante os 46,45 milhões de hectares da safra 2023/24. Já a produtividade média deve avançar de 3.295 quilos por hectare para 3.651 quilos.

“A safra brasileira segue com grande potencial e evolui bem no campo. No entanto, no Rio Grande do Sul, os impactos da estiagem e das temperaturas elevadas, principalmente em fevereiro, resultaram em perdas significativas, estimadas em aproximadamente 34%”, explica Rafael Silveira, analista e consultor da Safras & Mercado.

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Por outro lado, Silveira destaca que estados como Goiás e regiões do Nordeste, especialmente no MATOPIBA, registraram revisões positivas, com médias de produtividade bastante favoráveis. “Esse cenário reforça a expectativa de uma ampla oferta de soja brasileira em 2025”, acrescenta.

Oferta e demanda

As exportações brasileiras de soja devem totalizar 107 milhões de toneladas em 2025, um avanço de 8% em relação às 98,813 milhões de toneladas previstas para 2024. Não houve alterações em relação às projeções anteriores divulgadas em 7 de fevereiro.

O esmagamento da oleaginosa está estimado em 55,5 milhões de toneladas em 2025, ante 54,6 milhões de toneladas em 2024, sem mudanças em relação à previsão anterior. A importação de soja deve permanecer em 150 mil toneladas em 2025, enquanto para 2024 a estimativa segue em 1 milhão de toneladas.

Para a temporada 2025, a oferta total de soja no Brasil deve crescer 10%, chegando a 174,86 milhões de toneladas. A demanda total está projetada em 165,7 milhões de toneladas, um aumento de 6% sobre o ano anterior. Dessa forma, os estoques finais devem subir expressivamente, passando de 1,59 milhão para 8,486 milhões de toneladas, um aumento de 434%. A estimativa anterior, divulgada em fevereiro, apontava estoques finais de 10,914 milhões de toneladas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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