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Safrinha de milho em Goiás enfrenta incertezas com atraso no plantio e redução das chuvas

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A produção da safrinha de milho em Goiás enfrenta um cenário de incerteza em 2026, marcado pelo atraso no plantio e pela irregularidade das chuvas. A avaliação foi apresentada durante a Tecnoshow Comigo 2026, realizada em Rio Verde (GO).

Atraso na janela de plantio compromete potencial produtivo

Segundo a Aprosoja GO, o principal fator de preocupação é o atraso na semeadura do milho safrinha.

Tradicionalmente, o plantio no estado se encerra até o dia 20 de fevereiro. No entanto, em 2026, grande parte das áreas teve a semeadura concluída apenas ao longo de março, reduzindo a janela ideal de desenvolvimento da cultura.

Esse atraso eleva os riscos climáticos, especialmente na fase reprodutiva, quando a cultura se torna mais sensível à falta de água.

Redução das chuvas dificulta avaliação da safra

Outro fator que aumenta a incerteza é a irregularidade das chuvas no estado. A diminuição das precipitações impede, neste momento, uma avaliação mais precisa do potencial produtivo.

A expectativa do setor é de que um cenário mais claro sobre a safra possa ser definido nas próximas semanas, à medida que o desenvolvimento das lavouras avance.

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Produtor mantém investimento mesmo diante dos riscos

Apesar das adversidades climáticas, os produtores seguiram com o planejamento da safra. A aquisição antecipada de insumos, como sementes e fertilizantes, limitou a possibilidade de ajustes no cronograma.

Esse cenário evidencia o nível de exposição ao risco no campo, especialmente diante da falta de mecanismos mais eficientes de proteção.

Falta de seguro agrícola amplia vulnerabilidade no campo

A ausência de um seguro rural considerado adequado continua sendo um dos principais desafios para os produtores. Sem instrumentos robustos de mitigação de risco, o agricultor assume sozinho os impactos de adversidades climáticas e de mercado.

Esse fator se torna ainda mais relevante em safras com maior grau de incerteza, como a atual.

Alta nos fertilizantes pressiona custos da próxima safra

Além dos desafios climáticos, o custo de produção preocupa o setor. A recente escalada nos preços dos fertilizantes, influenciada por tensões no Oriente Médio, elevou significativamente os custos.

Os adubos nitrogenados e fosfatados registraram aumentos entre 40% e 60% nos últimos dois meses, impactando diretamente o planejamento da próxima safra.

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Rendimento da safrinha será decisivo para ciclo seguinte

O desempenho da segunda safra de milho será determinante para a capacidade de investimento dos produtores no próximo ciclo.

Caso a produtividade fique abaixo do esperado, muitos agricultores podem enfrentar dificuldades para adquirir insumos, especialmente fertilizantes, no segundo semestre.

Cenário exige cautela e acompanhamento do clima

Diante desse contexto, o setor mantém atenção redobrada sobre as condições climáticas e o desenvolvimento das lavouras nas próximas semanas.

A combinação entre atraso no plantio, redução das chuvas e alta nos custos de produção coloca a safra de milho safrinha em um momento decisivo, com impactos que podem se estender para o próximo ciclo agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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