AGRONEGOCIOS
Ministério da Pesca e Aquicultura marca presença em oficina sobre sistemas de governança local para gestão pesqueira
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Nos dias 20 e 21 de março, ocorreu o workshop “Sistemas de Governança Local para Gestão Pesqueira no Brasil”, na sede da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), em Brasília. A iniciativa foi realizada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA), com o apoio e a participação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). Na ocasião, foram apresentadas pesquisas sobre organização comunitária, manejo sustentável com base em informações científicas, resolução de conflitos e participação democrática.
O objetivo da oficina foi a construção de um documento com diretrizes, critérios e métodos para a implementação da governança local da pesca. De acordo com o analista ambiental do MMA, Adrian Pereira, o evento reuniu pesquisadores de diversas regiões do Brasil que trabalham com gestão pesqueira. “Trabalhamos diretrizes participativas para fortalecer instrumentos, como os fóruns locais e assim construir uma política voltada para a integração dos pescadores no processo de administração dos recursos pesqueiros”, destaca Adrian.
Segundo o diretor do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento do MPA, Cristiano Quaresma, o Estado Brasileiro precisa reconhecer os fóruns locais de ordenamento pesqueiro que atuam nas comunidades. “A gestão participativa é muito importante para promover o diálogo entre pesquisadores, gestores, pescadores, pescadoras e promover políticas públicas, como o Fórum Nacional da Pesca Artesanal (FNPA). Nossa missão é a valorizar o protagonismo dos trabalhadores do mar”, frisa o diretor.
Durante o encontro, foram apresentados modelos de ordenamento de zonas pesqueiras como forma de garantir os direitos dos pescadores artesanais. Para o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo Medeiros, o momento foi importante também para apresentar os conhecimentos tradicionais. “Os pescadores devem ter oportunidade de participar de suas próprias formas de organização. É preciso valorizar as compressões que eles possuem no processo de criação das normas e regras”, conta Rodrigo.
Os resultados dessas discussões serão encaminhados ao MMA e ao MPA para subsidiar a elaboração de políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos fóruns locais como instrumento de gestão pesqueira, com potencial de replicação em todas as regiões do Brasil.
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Mercado de arroz enfrenta travamento nas negociações e pressão nos preços em maio
O mercado brasileiro de arroz encerrou o mês de maio em um ambiente de forte defensividade, marcado por baixa liquidez, negociações lentas e dificuldade crescente na formação de preços ao longo de toda a cadeia produtiva. O cenário reflete a perda de sintonia entre produtores, indústrias beneficiadoras e varejo, ampliando a fragilidade comercial do setor.
De acordo com análise da consultoria Safras & Mercado, o fluxo de comercialização segue limitado no mercado físico, com negócios acontecendo de forma pontual e sem presença significativa de compradores. As referências permanecem abaixo de R$ 60 por saca de 50 quilos FOB Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país.
Em Santa Catarina, as indicações de preços variam predominantemente entre R$ 52 e R$ 56 por saca, reforçando o movimento de pressão observado no Sul do Brasil.
Segundo o analista e consultor Evandro Oliveira, o mercado atravessa um momento de fragmentação entre os diferentes segmentos da cadeia. Enquanto os produtores tentam evitar novas reduções diante das margens apertadas, a indústria mantém postura cautelosa nas aquisições e o varejo segue pressionando os preços de reposição.
“O setor vive um cenário de travamento operacional, com baixa previsibilidade comercial e dificuldade de alinhamento entre produção, beneficiamento e supermercados”, aponta o consultor.
Produto beneficiado se torna gargalo nas negociações
O arroz beneficiado voltou a ganhar destaque como um dos principais pontos de dificuldade do mercado neste momento. A desaceleração nas vendas no varejo tem reduzido o ritmo das compras por parte das grandes redes supermercadistas, afetando diretamente o escoamento do produto industrializado.
Segundo agentes do setor, o consumo mais retraído e a maior seletividade dos consumidores têm limitado o giro nas gôndolas em diversas regiões do país. Com isso, os supermercados seguem reduzindo volumes de compra e pressionando ainda mais os preços negociados com a indústria.
Cenário internacional traz sinais mais positivos
Apesar das dificuldades no mercado doméstico, o setor começa a observar fatores externos que podem contribuir para uma melhora gradual do ambiente comercial nos próximos meses.
Entre os elementos considerados mais favoráveis estão as dificuldades competitivas enfrentadas pelos Estados Unidos, a recente valorização dos preços do arroz na Ásia e os riscos climáticos globais que podem impactar a oferta mundial do cereal.
Esses fatores vêm sendo monitorados pelo mercado como possíveis sustentadores de preços no médio prazo, especialmente caso ocorram ajustes na oferta internacional.
Preço do arroz acumula forte queda em 2025
No fechamento do dia 28 de maio, a média da saca de arroz no Rio Grande do Sul — produto com 58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista — foi cotada a R$ 59,49.
O valor representa recuo de 0,13% em relação à semana anterior. Na comparação mensal, a desvalorização chega a 6,61%. Já frente ao mesmo período de 2025, a queda acumulada atinge 18,87%, refletindo o momento de fragilidade vivido pelo mercado arrozeiro brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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