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Atividade econômica no Brasil mostra sinais mistos em março, aponta índice IGet Santander/Getnet
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O índice IGet, desenvolvido pelo Santander em parceria com a Getnet, que mede mensalmente o desempenho dos principais setores da economia brasileira, apontou resultados mistos em março. O levantamento indica avanço moderado dos serviços, queda no varejo e sinais de desaceleração em segmentos específicos, refletindo um ambiente econômico ainda influenciado por juros elevados e estímulos fiscais pontuais.
Serviços crescem em março, mas não compensam queda anterior
O IGet Serviços registrou alta de 0,8% na comparação mensal em março. Apesar do resultado positivo, o desempenho não foi suficiente para recuperar a forte retração observada em fevereiro.
Na comparação anual, o indicador ainda mostra queda de 8,1%, reforçando a perda de fôlego do setor no período.
Segmentos de serviços apresentam desempenho divergente
Dentro do setor de serviços, os resultados foram heterogêneos. O segmento de alojamento e alimentação voltou a recuar, com queda de 3,3% na comparação mensal, marcando o segundo resultado negativo consecutivo.
Por outro lado, os chamados “outros serviços às famílias” apresentaram crescimento de 1,5%, revertendo parte da queda registrada no mês anterior.
Esses dados indicam trajetórias distintas dentro do setor, com recuperação ainda irregular entre as atividades.
Política monetária segue impactando atividade de serviços
Mesmo com o avanço registrado em março, o desempenho do setor de serviços ainda não foi suficiente para compensar as perdas de fevereiro.
Segundo a análise, a política monetária restritiva continua sendo um fator de pressão sobre a atividade no primeiro trimestre de 2026. Ainda assim, a resiliência do mercado de trabalho e estímulos fiscais ajudam a sustentar parte da demanda.
Varejo recua em março e mantém tendência de queda anual
O IGet Varejo apresentou queda de 0,6% em março, após resultado positivo em fevereiro. O recuo já era esperado na prévia do indicador, embora em menor intensidade.
Na comparação anual, o varejo ampliado segue em queda de 0,7%.
Já o varejo restrito apresentou leve alta de 0,2% no mês, mas ainda acumula retração de 6,8% em 12 meses, indicando fragilidade na recuperação do setor.
Desempenho do varejo restrito é majoritariamente negativo
Apesar do leve avanço mensal do índice restrito, a maior parte dos segmentos apresentou retração em março. Entre os principais resultados:
- Supermercados: -0,4%
- Vestuário: -2,0%
- Artigos farmacêuticos: -3,0%
- Móveis e eletrodomésticos: -4,0%
Por outro lado, alguns segmentos apresentaram desempenho positivo:
- Combustíveis: +2,6%
- Outros segmentos: +1,0%
No índice ampliado, o resultado foi impactado negativamente pelo recuo de materiais de construção (-2,2%), enquanto automóveis, partes e peças avançaram 0,7% no mês.
Economia brasileira segue com sinais mistos no 1º trimestre de 2026
De acordo com a análise do IGet, a atividade econômica brasileira segue apresentando sinais conflitantes no início de 2026. De um lado, a política monetária restritiva continua limitando o crescimento; de outro, medidas de estímulo fiscal ajudam a sustentar determinados setores.
Mesmo nesse cenário de contrastes, a expectativa é de aceleração do PIB no primeiro trimestre, ainda que de forma moderada e desigual entre os setores da economia.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Bolsas globais operam com volatilidade enquanto Ibovespa mantém trajetória próxima das máximas históricas
Mercados globais operam entre alta e cautela nesta sexta-feira
Os mercados financeiros internacionais apresentam comportamento misto nesta sexta-feira, refletindo um cenário de cautela diante de incertezas geopolíticas e ajustes após recentes valorizações.
Em Wall Street, os índices futuros operavam em alta pela manhã, indicando a possibilidade de fechamento semanal positivo. Os contratos do Dow Jones avançavam 0,32%, enquanto o S&P 500 subia 0,19% e o Nasdaq registrava ganho mais moderado, de 0,1%.
O movimento sugere continuidade do otimismo recente, ainda que investidores mantenham atenção redobrada sobre o cenário global.
Bolsas europeias têm desempenho misto com leve viés positivo
Na Europa, o desempenho dos principais índices era misto, com leve tendência de alta no conjunto da região.
O índice pan-europeu STOXX 600 subia 0,08%, sustentado por ganhos em mercados importantes. O CAC 40, da França, avançava 0,4%, enquanto o DAX, da Alemanha, registrava alta de 0,6%. Em contrapartida, o FTSE 100, do Reino Unido, operava em queda de 0,2%.
O comportamento reflete um equilíbrio entre otimismo moderado e cautela diante de fatores externos.
Ásia fecha em queda com realização de lucros e tensões geopolíticas
Na Ásia, a maioria das bolsas encerrou o pregão em baixa, pressionada pela realização de lucros após ganhos recentes e pela cautela com o cenário geopolítico.
O índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,9%, enquanto o índice de Xangai caiu 0,1%, interrompendo uma sequência de cinco altas consecutivas, embora ainda tenha acumulado ganho semanal.
No Japão, o Nikkei registrou queda mais acentuada, de 1,8%, após ter atingido níveis recordes no pregão anterior. Já o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 0,6%.
Outros mercados asiáticos também acompanharam o movimento de baixa, como Taiwan, Singapura e Austrália, refletindo um ambiente de maior aversão ao risco.
Geopolítica influencia comportamento dos investidores globais
Parte da cautela nos mercados está relacionada às tensões no cenário internacional. Investidores acompanham possíveis desdobramentos nas negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, além dos efeitos de um cessar-fogo recente no Oriente Médio.
A expectativa por novos avanços diplomáticos mantém agentes financeiros em posição mais defensiva, impactando diretamente o desempenho das bolsas, especialmente na Ásia.
Ibovespa recua, mas segue próximo das máximas históricas
No Brasil, o Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira (16) em queda de 0,46%, aos 196.818 pontos. Apesar do recuo, o índice permanece próximo de seus níveis recordes, sustentado pelo forte desempenho acumulado ao longo do ano.
O volume financeiro elevado reflete a recente volatilidade do mercado, influenciada tanto por fatores externos quanto por ajustes técnicos após sucessivas altas.
Dólar em queda ajuda a aliviar pressão inflacionária
A desvalorização do dólar frente ao real foi um dos fatores positivos recentes para o mercado brasileiro. A moeda americana em queda contribui para aliviar pressões inflacionárias, criando um ambiente mais favorável para ativos locais.
Esse movimento também reforça o apetite por risco no mercado doméstico, mesmo diante de oscilações pontuais no índice.
Destaques da bolsa brasileira mostram movimento seletivo
Entre as ações mais negociadas, o mercado apresentou comportamento misto:
- Petrobras (PETR4) registrou queda de 2,67%
- Bradesco (BBDC4) avançou 1,36%
- B3 (B3SA3) subiu 0,99%
- Itaúsa (ITSA4) teve alta de 1,43%
- Cogna (COGN3) valorizou 1,58%
O desempenho reflete uma rotação de ativos e ajustes pontuais, com investidores reposicionando carteiras diante do cenário atual.
Tendência segue positiva, apesar da volatilidade
Analistas apontam que, mesmo com oscilações recentes, o Ibovespa mantém tendência de alta no curto, médio e longo prazo. O cenário ainda é sustentado por fatores como fluxo de capital, câmbio mais favorável e perspectiva de crescimento.
No entanto, o ambiente global segue sendo um fator determinante para o humor dos mercados, exigindo cautela por parte dos investidores.
Cenário global reforça necessidade de atenção dos investidores
A combinação de fatores como tensões geopolíticas, política monetária internacional e movimentos técnicos das bolsas mantém o cenário desafiador.
Enquanto mercados desenvolvidos mostram sinais de estabilidade com leve viés positivo, a Ásia reflete maior sensibilidade aos riscos globais. No Brasil, o mercado segue resiliente, mas atento às oscilações externas.
O momento exige acompanhamento constante e leitura estratégica dos movimentos globais, que continuam influenciando diretamente o desempenho dos ativos financeiros.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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