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Simental Brasileiro se destaca em projetos de cria e recria a pasto

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O Simental Brasileiro, uma raça taurina de origem europeia, tem se consolidado como uma das principais opções para o cruzamento industrial no Brasil, especialmente em projetos de cria e recria a pasto. Com mais de 100 anos de seleção no país, a raça foi aprimorada para oferecer maior adaptabilidade às condições climáticas tropicais, o que a torna altamente eficiente na produção de carne. O segredo desse sucesso está na heterose, um fenômeno que resulta no ganho extra de peso dos bezerros, gerado pelo cruzamento entre raças taurinas e zebuínas. Para que esse ganho seja maximizado, é necessário um touro adaptado ao ambiente tropical, característica que o Simental Brasileiro apresenta com destaque.

Criadores que utilizam a raça atestam os benefícios de seu desempenho a campo. Wilson Sipioni Júnior, proprietário do Grupo WS, que conta com 1.200 matrizes em Bauru (SP) e Reginópolis (SP), destaca a adaptabilidade do Simental Brasileiro: “Utilizo os touros europeus, bem adaptados às nossas condições climáticas no Brasil, com índices de prenhez e rusticidade semelhantes aos dos zebus”, afirma o criador, que utiliza a raça no repasse após a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF).

No Centro-Oeste, Gerson Júnior, da Agropecuária MAGE, que possui propriedades em Mozarlândia (GO) e Araguapaz (GO), também optou pelo Simental Brasileiro para o cruzamento de fêmeas cruzadas Nelore/Angus (F1). Segundo Gerson, os touros da raça se destacam pela sua eficiência a campo, resistência e adaptabilidade. “A fêmea meio-sangue tem habilidade materna superior, além de ser muito procurada como receptora de embriões e ter uma longevidade acima das demais”, explica o pecuarista, que atualmente conta com cerca de 40 animais com sangue Simental.

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Em Santa Rita do Pardo (MS), Paulo Cesar Oberlander utiliza o Simental Brasileiro na recria de sua vacada Nelore, composta por 3.000 animais. “É um cruzamento excelente. Já trabalho com essa raça há bastante tempo e fico muito satisfeito com os resultados”, afirma.

Raniery Rios, da Fazenda Ouro Verde, em Anicuns (GO), também utiliza o Simental Brasileiro no cruzamento industrial. Com cerca de 150 cabeças, a fazenda realiza a cria e recria de fêmeas. “O principal benefício do touro Simental Brasileiro é sua rusticidade, o que possibilita a cobertura a campo”, explica Rios, que também está iniciando a seleção de um rebanho puro para a produção de touros para a região.

Com depoimentos de criadores de diferentes regiões do Brasil, a raça Simental Brasileiro comprova sua eficiência na produção de carne e sua alta adaptabilidade ao clima tropical. Mário Coelho Aguiar Neto, selecionador e fundador do Grupo do Simental Brasileiro, destaca que a raça tem se tornado uma das melhores opções para cobrir vacas brancas a pasto. “É um animal selecionado ao longo de várias gerações, focado na realidade do Brasil Central, com grande resistência a parasitas e adaptabilidade ao consumo de pastagem de braquiária em grandes extensões”, explica.

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Eventos do Simental Brasileiro em março

Março será o mês dedicado ao Simental Brasileiro, com a realização de importantes eventos. Entre os dias 20 e 23, ocorrerá a 2ª Exposição Virtual do Simental Brasileiro, com resultados divulgados no dia 27 de março pelo YouTube.

Na sequência, de 29 de março a 2 de abril, será realizado o 7º Shopping do Simental Brasileiro, um evento de grande importância para os criadores da raça. Durante o evento, os criadores poderão acessar os lotes de touros e matrizes disponíveis com preço fixo através do site da leiloeira Connect Leilões. O Shopping será transmitido pelo Canal Terraviva nos dias 31/03, 01 e 02/04, além do YouTube da Connect Leilões.

Ainda no final de semana de 29 e 30 de março, acontecerá o Simental Brasileiro in Family, evento que reunirá criadores para a entrega de prêmios e confraternização. Organizados pelo Grupo do Simental Brasileiro, esses eventos têm como objetivo promover a troca de experiências entre os criadores e consolidar ainda mais a presença da raça no mercado. O grupo, fundado em 2010, conta atualmente com 25 criadores nos estados da Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conheça a história da marisqueira que transforma tradição em liderança

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A mariscagem atravessa gerações da família de Lucila Lopes e está presente em suas lembranças desde a infância, quando acompanhava a rotina da mãe, da avó, do pai pescador e dos irmãos, que também seguiram o caminho da pesca. Depois da escola, era comum encontrar a mãe trabalhando com mariscos, e foi assim que Lucila cresceu, aprendendo uma atividade que se tornou parte de sua história, no Espírito Santo.

A presença das mulheres na pesca, especialmente em atividades que durante muito tempo tiveram pouca visibilidade, tem um grande peso em sua vida. Para Lucila, embora esse reconhecimento esteja avançando, a comercialização ainda é um dos principais desafios. Ter o produto nem sempre significa conseguir vendê-lo; ampliar os espaços de mercado é essencial para que o trabalho das marisqueiras seja cada vez mais conhecido e valorizado.

É nesse cenário que Lucila também exerce seu papel de liderança entre outras mulheres da pesca. Em Itapemirim, no Espírito Santo, participa de uma associação de mulheres da pesca e atua na organização, no beneficiamento e na divulgação dos produtos do grupo. O trabalho vai além da extração do marisco; as mulheres também produzem filés, linguiças de peixe, bolinhos e outras preparações, unindo conhecimento tradicional e novas possibilidades de aproveitamento do pescado.

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Seu maior sonho é ver esses produtos ocupando cada vez mais espaços, chegando às prateleiras, às escolas e à comunidade. Para ela, ampliar a comercialização significa também reconhecer o trabalho das mulheres que atuam na extração e no beneficiamento, fortalecendo uma atividade que faz parte da cultura e da identidade de muitas famílias.

A preocupação com o futuro está ligada diretamente aos jovens, pois, em uma comunidade cuja identidade está fortemente ligada à pesca, ela acredita que manter essa tradição viva depende de novas oportunidades e de fazer com que as novas gerações enxerguem valor na atividade.

A trajetória de Lucila é parte de uma história de mulheres que ajudam a manter viva a cultura pesqueira e buscam novos espaços de reconhecimento para seu trabalho. Entre o aprendizado transmitido pela família e o olhar para o futuro, ela segue defendendo que valorizar a mariscagem é também valorizar as mulheres que fazem dela uma forma de viver.

Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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