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Mercado de Milho: Preços Internos se Mantêm, Enquanto Clima e Tarifas Elevam Incertezas

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O relatório divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA oferece uma análise abrangente sobre o mercado de milho, destacando os fatores que impactam a commodity, como a demanda interna, o comportamento dos preços e as perspectivas para as próximas safras. A análise também traz atualizações sobre os números do USDA e projeções para o comércio global de milho.

Desempenho de Preços: Mercado Interno Sustenta Valorização

Após um avanço significativo em fevereiro, os preços do milho em Chicago apresentaram queda na primeira quinzena de março. A tendência de baixa foi impulsionada por incertezas políticas e tarifárias, como as ameaças de tarifas sobre o México, Canadá e a imposição de tarifas sobre a China. No mercado interno, no entanto, os preços permaneceram sustentados pela alta demanda e pela oferta restrita, especialmente em função de uma primeira safra que não apresentou aumento de oferta. As vendas, que ainda seguem em ritmo lento, também contribuíram para a sustentação dos preços.

Em fevereiro, a cotação do milho na CBOT subiu 2,9%, alcançando US$ 4,88 por bushel, refletindo uma safra americana menor e um equilíbrio mais apertado entre oferta e demanda global. Contudo, na primeira quinzena de março, com o impacto das tensões comerciais, os preços recuaram para US$ 4,50 por bushel, uma queda de 7,8%.

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No Brasil, os preços seguiram em alta, com o valor do milho em Campinas (SP) superando os R$ 80 por saca em fevereiro, e registrando um aumento de 9,7%, atingindo R$ 88/saca na primeira metade de março. O mercado interno permanece cauteloso quanto à segunda safra, com os atrasos no plantio ajudando a manter os preços elevados.

Projeções para a Safra Americana e Impactos no Mercado Global

O Outlook Forum realizado pelo USDA trouxe previsões de aumento de 4% na área destinada ao milho nos Estados Unidos, enquanto a área de soja deverá diminuir 4%, e a de trigo, crescer 2%. A relação de preços entre soja e milho favorece o cereal, com uma média histórica de 2,4 sacas de milho para cada saca de soja. No momento da divulgação do relatório, essa relação estava em 2,1, o que indica uma vantagem para o milho.

Importações da China em Declínio

O relatório de março do USDA também destacou uma importante redução nas importações de milho pela China. A previsão de importação de 8 milhões de toneladas para a safra 2024/25 representa uma queda de 66% em relação à safra anterior, que registrou 23 milhões de toneladas. Essa redução é atribuída ao aumento da produção interna chinesa.

Desafios Climáticos e Riscos para a Produção da Segunda Safra

O cenário climático apresenta desafios significativos para o desenvolvimento da segunda safra de milho no Brasil. As previsões indicam volumes de chuva abaixo da média para grande parte das áreas produtoras de milho, além de temperaturas elevadas. A transição do fenômeno La Niña para um cenário de neutralidade climática também aumenta a incerteza. Os mapas de previsão para abril indicam chuvas abaixo da média, especialmente no Centro-Oeste, o que pode comprometer o potencial produtivo da segunda safra, que está estimada para superar os 100 milhões de toneladas.

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Expectativas para o Plantio e Tarifas Comerciais

As perspectivas para o plantio de milho nos Estados Unidos indicam um aumento na área plantada, em contraste com a redução na área destinada à soja. Contudo, as tarifas comerciais podem influenciar essa decisão, impactando os custos de produção. A atenção se volta para as políticas comerciais e os custos crescentes, que podem modificar o cenário de plantio e produção nos próximos meses.

O relatório reforça a necessidade de acompanhamento contínuo dos fatores que influenciam a oferta e demanda de milho, especialmente as condições climáticas e as mudanças nas políticas comerciais, que podem afetar diretamente o equilíbrio do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de uvas reage em junho com aumento da demanda e expectativa de valorização dos preços

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O mercado brasileiro de uvas iniciou junho com sinais positivos de recuperação, impulsionado pela melhora da demanda no varejo e pela expectativa de manutenção dos preços em patamares remuneradores para os produtores. Após um mês de maio marcado por restrições na oferta e dificuldades de comercialização devido a problemas de qualidade da fruta, o cenário começa a apresentar maior dinamismo no Vale do São Francisco, principal polo produtor da cultura no país.

De acordo com levantamento da equipe Hortifrúti do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a última semana registrou avanço no ritmo das vendas, especialmente das variedades sem sementes. O movimento foi favorecido pelo início do mês, período tradicionalmente associado ao aumento do poder de compra dos consumidores em razão do pagamento de salários, o que estimula a reposição de estoques no varejo.

Ajustes nos preços favorecem escoamento da produção

Com maior disponibilidade de frutas armazenadas em câmaras frias, produtores e comerciantes realizaram pequenos ajustes negativos nos preços praticados no mercado ao longo da semana. A estratégia teve como objetivo acelerar a comercialização e ampliar a competitividade do produto nos canais de distribuição.

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Segundo o Cepea, a medida contribuiu para melhorar o escoamento da produção, em um momento em que o setor busca equilibrar oferta e demanda após semanas de negociações mais lentas.

Oferta ainda restrita pode sustentar cotações

Apesar da melhora observada nas vendas, a recuperação da oferta nas áreas produtoras segue ocorrendo de forma gradual. Essa limitação na disponibilidade de frutas deve persistir ao longo da primeira quinzena de junho, restringindo o volume ofertado ao mercado.

Na avaliação dos pesquisadores, esse fator tende a atuar como suporte para os preços, evitando quedas mais acentuadas e mantendo as cotações em níveis considerados favoráveis para os produtores.

Perspectivas para o mercado de uvas

A combinação entre demanda aquecida, retomada do fluxo de comercialização e oferta ainda controlada cria um ambiente mais equilibrado para o setor. O comportamento do mercado nas próximas semanas dependerá principalmente da evolução da colheita nas lavouras do Vale do São Francisco e da capacidade de manutenção do consumo nos principais centros consumidores do país.

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Com isso, agentes da cadeia produtiva acompanham com atenção o desempenho das vendas e a disponibilidade de fruta, fatores que serão determinantes para a formação dos preços ao longo do mês de junho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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