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Ibict e Criar Jogos inauguram polo em Brasília para formar jovens contra a desinformação

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O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), por meio da Escola Nacional de Informação (Enacin), em parceria com o Criar Jogos, lança o primeiro polo do projeto em Brasília.  A aula inaugural será realizada no dia 31 de março, das 14h às 17h, no Centro Educacional 15 de Ceilândia (CED 15). O Ibict é uma unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

A iniciativa é voltada para jovens a partir de 12 anos, com programação gratuita. Em Brasília, o Criar Jogos chega com um diferencial: a inclusão do módulo Integridade da Informação, desenvolvido pelo Ibict. O objetivo desse módulo é capacitar os estudantes para lidar com os desafios da desinformação no meio digital, unindo tecnologia, letramento midiático e design de jogos.

Parceria e importância do projeto

Ricardo Pimenta, coordenador de Ensino e Pesquisa em Informação para a Ciência e Tecnologia do Ibict, comenta sobre a relevância da iniciativa. “Esta é a primeira vez que o Ibict firma uma parceria com o Criar Jogos. Essa colaboração surge como parte do projeto de modelagem da Escola Nacional de Informação, ligada ao Ibict. Nesta edição, há uma novidade: um módulo adicional que aborda questões relacionadas ao negacionismo científico e à desinformação”, explicou.

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O diretor complementa que a proposta desta edição é oferecer uma escola de games onde os alunos possam conceber e desenvolver jogos, prototipagens e design de games, priorizando a abordagem da desinformação de maneira interativa e educativa.

Conteúdos do curso

As aulas serão ministradas por meio de videoaulas, com acompanhamento de mediadores especializados. Durante quatro meses, os estudantes terão contato com temas como alfabetização digital, cultura de jogos, roteiro e narrativa, programação, edição de som, arte e interface, criação de protótipos e game design.

Impacto e expansão do projeto

A parceria entre o Ibict e o Criar Jogos não apenas fortalece o ensino de tecnologia, mas também contribui para a pesquisa e desenvolvimento de metodologias inovadoras voltadas à educação digital e tecnológica, alinhando-se à missão da Escola Nacional de Informação (Enacin/Ibict).

Inscrições

Mais de 7 mil alunos já participaram das atividades em diversas cidades do país. Para se inscrever, os interessados devem acessar o site do Criar Jogos e realizar a inscrição.

Sobre o Ibict e a Enacin

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) é uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), referência nacional na produção e difusão do conhecimento científico e tecnológico. A Escola Nacional de Informação (Enacin), vinculada ao Ibict, tem como objetivo desenvolver e aplicar metodologias inovadoras para o ensino de tecnologia e informação.

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Sobre o Criar Jogos

O Criar Jogos é um projeto viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio do Instituto General Motors, Núclea e Grupo Boticário, e realização do Instituto Burburinho Cultural, Instituto Brasileiro de Informação e Ciência e Tecnologia (Ibict), Escola Nacional de Informação (Enacin) e Ministério da Cultura (MinC).

Serviço:
Dia 31 de março
Onde: CED 15 de Ceilândia – QNO 18 – Bloco B – Lote 01 – Brasília/DF
Dia 1° de abril
Onde: Auditório da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF), Campus Norte
Endereço: St. de Habitações Individuais Norte CA 2 – Lago Norte, Brasília/DF, próximo ao 24° BPM da Universidade do Distrito Federal

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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