TECNOLOGIA
Conselho Diretor do FNDCT aprova novas linhas de investimento para Inteligência Artificial e enfrentamento a desastres naturais
TECNOLOGIA
Na primeira reunião do Conselho Diretor do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) de 2025, realizada nesta quarta-feira (28) no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em Brasília, foram aprovadas duas novas linhas estratégicas à carteira de iniciativas do fundo: os programas “IA Brasil” e “SOS Clima Brasil”.
Com uma estimativa de R$ 96 bilhões para o período 2025-2029, o FNDCT contará com aproximadamente R$ 14,66 bilhões para 2025, já confirmados na atual Lei Orçamentária Anual (LOA). Desse montante, metade será destinada a projetos não reembolsáveis, e a outra metade a iniciativas reembolsáveis. Os recursos totais serão aplicados ao longo do ano em empresas, universidades, instituições de pesquisa, pela Finep, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e por outras instituições vinculadas ao MCTI. A Finep atua como secretaria-executiva do FNDCT.
O conselho também promoveu a aprovação do Plano Anual de Investimentos para 2025 e de um planejamento plurianual abrangendo até 2029. Foi acertada ainda a revisão dos 10 programas existentes do FNDCT. “Foi uma reunião importante do Conselho Diretor. Pela primeira vez em dois anos e meio, nós fizemos uma revisão completa dos programas de investimento do FNDCT”, disse o secretário-executivo do MCTI, Luis Fernandes. A reunião também teve presença do presidente da Finep, Celso Pansera, e do presidente do CNPq, Ricardo Galvão.
Programa IA Brasil
A Inteligência Artificial aparece em outros programas do FNDCT. Com o mais novo programa estratégico, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) dá um passo importante para a materialização das ações que fazem parte da política pública de IA no país.
“O PBIA já estava presente em vários programas. Agora ele dá um passo adiante na implementação das ações previstas no Plano porque cerca de dois terços dos investimentos têm origem no FNDCT”, explicou o diretor.
As linhas de atuação do novo programa incluem investimentos em infraestrutura digital, computacional e em pesquisa; projetos de formação em IA desde a educação básica até a pós-graduação, incluindo requalificação profissional; ações de sensibilização pública sobre os impactos da tecnologia; incentivo à inclusão digital por meio da IA; e o uso da Inteligência Artificial para melhorar os serviços públicos.
SOS Clima Brasil
O décimo segundo programa estratégico do FNDCT será voltado para o monitoramento e enfrentamento de desastres naturais. Entre os projetos propostos, destaca-se o desenvolvimento de monitoramento e previsão, identificação de vulnerabilidades, plataformas, ferramentas de apoio à decisão e sistemas que integrem dados científicos e análises de risco para auxiliar o planejamento territorial e setorial. Também estão previstas ações para a gestão preventiva de desastres, desenvolvimento de soluções tecnológicas que aumentem a resiliência de populações vulneráveis e a promoção de cooperação internacional.
“É um desdobramento das ações que foram desenvolvidas para apoiar o Rio Grande do Sul depois da crise climática que aconteceu no ano passado”, destacou Luis Fernandes.
Repatriação e fixação de pesquisadores
O conselho também aprovou a ampliação do programa Conhecimento Brasil para abarcar não só a repatriação de talentos, como investimento na fixação de jovens pesquisadores e recém-doutores para evitar a evasão.
“Ele complementa a ação da repatriação. Também foi indicada a estruturação de um programa voltado para atrair grandes líderes de pesquisa global que estejam enfrentando problemas relacionados à liberdade de pesquisa nos seus países de origem”, disse o secretário.
Além disso, foi fixada uma linha de atuação dedicada à popularização e defesa da ciência, que será desenvolvida pelo CNPq em parceria com as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs).
As linhas de pesquisa atuais do programa são:
Pró-Infra (Programa de recuperação e expanção da infraestrutura de pesquisa científica e tecnólogica em universidades e ICTs)
Mais Inovação Brasil (Programa de inovação para a industrialização em bases sustentáveis)
Conecta & Capacita Brasil (Programa de difusão e suporte à transformação digital)
Pró-Amazônia (Programa integrado de desenvolvimento sustentável da região amazônica)
Conhecimento Brasil (Programa de repatriação de talentos)
Política com Ciência (Programa de apoio a políticas públicas em conhecimento científico)
Identidade Brasil (Programa de apoio à recuperação e preservação de acervos científicos, históricos e culturais nacionais)
Projetos Estratégicos (Programa de apoio projetos estratégicos nacionais)
Área da Defesa (Programa de promoção tecnológica na área da defesa)
Segurança Alimentar (Programa de ciência, tecnologia e inovação para segurança alimentar e erradicação da fome com inclusão sócio produtiva)
TECNOLOGIA
CTI Renato Archer amplia rede de laboratórios abertos com nova estrutura de pesquisa
Referência nacional em áreas como inteligência artificial, microeletrônica, nanotecnologia e inovação industrial, o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI Renato Archer), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), inaugurou, nesta segunda-feira (18), o seu Laboratório Aberto de Caracterização de Materiais (LAmat). A apresentação do novo espaço que fortalece a infraestrutura científica e tecnológica do país contou com a presença da ministra do MCTI, Luciana Santos.
O LAmat passa a integrar o conjunto de laboratórios abertos do CTI Renato Archer e foi criado para apoiar pesquisas em materiais avançados, nanotecnologia, micro e nanoeletrônica, fotônica e energia. A iniciativa recebeu cerca de R$ 5,2 milhões em investimentos da Finep e do MCTI para aquisição de equipamentos e adequação da infraestrutura.
O laboratório permitirá análises químicas, ópticas, térmicas e eletrônicas de materiais e apoiará pesquisas em áreas estratégicas, como saúde avançada, tecnologias quânticas, convergência tecnológica e energia. Entre as aplicações previstas, estão estudos sobre células solares de alto rendimento, biossensores para doenças tropicais negligenciadas, dispositivos implantáveis e sensores para a agroindústria.
Durante a visita, a ministra destacou o papel do centro na conexão entre ciência, indústria e desenvolvimento nacional. “O Renato Archer nunca foi apenas um centro de pesquisa. Ele é uma ponte entre ciência e indústria, entre universidade e setor produtivo, entre conhecimento e desenvolvimento nacional”, afirmou.
Luciana Santos também ressaltou os investimentos realizados pelo governo federal na unidade. Desde 2023, já foram assinados R$ 36,8 milhões em contratos com o CTI Renato Archer, além de uma nova encomenda tecnológica de R$ 10,1 milhões ainda em análise, por meio da Finep e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Laboratório aberto
A diretora institucional do CTI Renato Archer, Juliana Kelmy Macário Barboza Daguano, destacou que o novo laboratório fortalece o modelo colaborativo adotado pela instituição.
“Os laboratórios abertos contribuem para o avanço científico e tecnológico por meio do acesso a recursos especializados, promovendo a colaboração entre academia, empresas e instituições públicas”, afirmou.
Além do LAmat, o CTI Renato Archer mantém outros laboratórios abertos voltados à micro e nanofabricação, impressão 3D, integração de sistemas e imageamento em micro-nanoeletrônica, ampliando o acesso compartilhado à infraestrutura científica de alta complexidade.
Com mais de quatro décadas de atuação, o CTI Renato Archer tem papel importante no desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o Brasil. A instituição participou de iniciativas como a construção da ICP-Brasil, sistema que sustenta a certificação digital no país, e contribuiu para o desenvolvimento do Sistema Brasileiro de TV Digital. Além disso, atua em pesquisas voltadas à segurança cibernética, impressão 3D aplicada à saúde, biofabricação, robótica e inteligência artificial.
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