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Exigência de Inclusão de Número de Nota Fiscal na Emissão de GTA da Agrodefesa
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A partir do próximo dia 31 de março, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) pelo Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago) passará a exigir o número da Nota Fiscal correspondente ao animal. A mudança, que visa integrar os sistemas da Agrodefesa e da Secretaria da Economia do Estado de Goiás, foi estabelecida pela Instrução Normativa Conjunta Agrodefesa/Economia nº 01/2021.
Carlos Howes, gerente de Tecnologia da Agrodefesa, destaca que a medida traz benefícios significativos para os produtores, especialmente para aqueles que não possuíam sistemas próprios para a emissão de notas fiscais. Com a nova exigência, os grandes produtores e frigoríficos, que antes emitiam a Nota Fiscal Eletrônica separadamente da GTA, terão que vincular os dois documentos, garantindo maior segurança e rastreabilidade nas transações. “Agora, essa conexão será obrigatória, promovendo um controle mais eficaz da movimentação de animais”, explica.
A partir da data estipulada, caso a nota fiscal seja emitida fora do Sidago, por meio de sistemas próprios de nota fiscal, o produtor deverá informar o número da nota fiscal no Sidago no prazo de 24 horas para que a impressão da GTA seja autorizada. Esse procedimento visa assegurar que todas as transações sejam devidamente registradas, alinhadas às exigências sanitárias e tributárias do estado.
O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, ressalta que a medida também reforça o compromisso das autoridades estaduais com a modernização dos processos, a transparência na fiscalização e o controle da movimentação de animais, beneficiando toda a cadeia produtiva.
Em caso de dúvidas, os produtores podem entrar em contato com as Gerências de Tecnologia ou de Sanidade Animal da Agrodefesa por meio dos canais de atendimento, incluindo o e-mail [email protected].
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado
A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.
O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.
Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.
A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.
A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.
Fonte: Pensar Agro
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