MATO GROSSO
“Em 7 anos de gestão, vamos entregar mais asfalto do que há em 20 estados”, afirma governador
MATO GROSSO
O governador Mauro Mendes afirmou que, até o final do ano, o Governo de Mato Grosso vai ter ampliado a malha rodoviária com mais asfalto do que o existente em 20 estados brasileiros.
Nesta quarta-feira (26/3), Mauro participou do fórum “CNN Talks Caminhos para o Crescimento | Desafios para o avanço da Infraestrutura do Brasil”, junto ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
“Esse ano o governo já tem contratado 1.500 quilômetros de novas rodovias para asfaltar. Até o final do ano nós contrataremos mais 1.500. Ou seja, teremos de obra em execução 3.000 quilômetros de rodovias. Tudo isso feito com recursos próprios, sem nenhum tipo de endividamento ao estado de Mato Grosso”, pontuou.
Mauro registrou que Mato Grosso é o estado com a maior malha rodoviária do país, com mais de 32 mil quilômetros de extensão.
Ele lembrou que, em 2019, pouco mais de 6.900 quilômetros estavam asfaltados, sendo que pelo menos mais 6.000 quilômetros serão entregues até o final deste ano.
“Ou seja, em 7 anos vamos ter entregado mais asfalto do que há em 20 estados brasileiros”, ressaltou.
De acordo com o governador, a infraestrutura brasileira ainda sofre com muitos gargalos, a exemplo da falta de investimentos federais.
“Em Mato Grosso, nós aplicamos aproximadamente 20% da nossa receita em investimentos. Está entre os maiores investimentos públicos do país, enquanto a União investe próximo de 1%, com baixa qualidade. Um país que investe pouco em infraestrutura vai ficar colecionando improdutividade, ineficiência e gargalos logísticos”, relatou.
Além disso, segundo o governador, a burocracia e as dificuldades nos licenciamentos ambientais também emperram os avanços na infraestrutura brasileira.
“A Câmara Federal aprovou um novo projeto de licenciamento que teve a coragem de colocar muitos marcos importantes, definitivos para melhorar e desblocratizar o processo de licenciamento ambiental no país. Só que o projeto está há mais de dois anos parado no Senado Federal, que se aprovado traria muita celeridade ao licenciamento. Com esse projeto, o Brasil deixaria de privilegiar a burocracia e passaria a privilegiar os interesses dos brasileiros e principalmente do meio ambiente”, concluiu.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio
O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.
Fonte: Ministério Público MT – MT



