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Debate com a sociedade aborda planos setoriais de adaptação para saúde e transportes

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Coordenação-geral de Ciência do Clima (CGCL) e com apoio do projeto de cooperação técnica internacional Ciência&Clima, participou, nesta quinta-feira (27), da série “Diálogos: Planos Setoriais e Temáticos da Adaptação”.   O evento, que acontece virtualmente, incentiva o diálogo com a sociedade para participação na consulta pública, e é realizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em conjunto com o Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC).  

Especialistas nas temáticas em debate foram convidados e efetuaram comentários e contribuições para o aprimoramento dos planos.  O MCTI faz a orientação técnico-científica do Plano Clima.  

A edição mais recente do encontro, contou com a mediação do coordenador-geral da CGCL, Márcio Rojas que pontuo a importância de ampliar o diálogo com a sociedade. A ideia fundamental de realizar esses diálogos é divulgar a consulta pública. Mas existe uma ferramenta formal por meio da qual temos condições de receber todas as contribuições e trabalhar, uma a uma, de forma que todas as sugestões pertinentes sejam incorporadas ao Plano Clima, explicou.   

O objetivo da série de apresentações, realizadas sempre às quintas-feiras, é incentivar a participação no processo de consulta pública, que se encerra em 25 de abril. As contribuições devem ser efetuadas por meio da plataforma Brasil participativo. 

Transportes 

Para subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Cloves Benevides, o processo de ampliação do diálogo com a sociedade sobre os planos setoriais é essencial. Segundo ele, a elaboração de planos setoriais é uma mudança de paradigma, e reposicionamento do planejamento da infraestrutura de transportes do Brasil.  

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A partir dos grandes insumos gerados por esses diálogos, podemos melhorar nossas estratégias de planejamento de adaptação da infraestrutura e para o desenvolvimento do país”, disse  

O ministério dos Transportes coordenou o plano e trabalhou em conjunto com o ministério de Portos e Aeroportos. Entre as metas propostas até 2027 está incorporação de medidas de sustentabilidade e adaptação à mudança do clima em 80% das obras contratadas e garantir a implementação de dois conjuntos de procedimentos para promover resiliência de infraestruturas e operações aquaviárias. Aviação civil e infraestrutura ferroviária também contam com metas prioritárias.  

Saúde 

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Agnes Soares da Silva, afirmou que, diante do contexto de o planeta ter ultrapassado 1,5ºC, a adaptação é central para a sobrevivência da humanidade.  

“Não há solução mágica. Não há vacina para os problemas de saúde relacionados à mudança do clima. Então, as soluções precisam ser construídas coletivamente. Nossa expectativa é que com esse processo de diálogo o plano seja enriquecido e possa servir de orientação para todas as esferas do Sistema Único de Saúde”, afirmou a diretora. 

O plano setorial de saúde possui quatro eixos centrais e cinco transversais, ações prioritárias e conta com 27 metas. Entre os desafios apontados está a integração interfederativa. 

Assista às apresentações dos planos setoriais de adaptação de transportes e de saúde: https://www.youtube.com/watch?v=_ujMSAZvfcM 

Calendário – Os 16 planos estão segmentados em setoriais, abordando áreas econômicas específicas, e temáticos, que tratam de questões mais amplas e transversais. Todos estão orientados pela Estratégia Nacional de Adaptação e estabelecem objetivos, metas, ações, indicadores e responsabilidades para a prevenção e a redução de impactos ocasionados pela mudança do clima. 

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O diálogo sobre saúde e transportes foi o terceiro encontro. O primeiro abordou ‘Oceano e Zona Costeira, e Turismo’ e o segundo Cidades e Redução e Gestão de Riscos de Desastres. 

Veja o calendário dos próximos encontros e os planos setoriais que serão apresentados:   

  • 03/04 – Planos setoriais de Agricultura e Pecuária, Agricultura Familiar, Segurança Alimentar e Nutricional;   

  • 10/04 – Planos temáticos de Povos Indígenas, Povos e Comunidades Tradicionais e Igualdade Racial e Combate ao Racismo;   

  • 17/04 – Plano temático de Biodiversidade, e Plano setorial de Indústria e Mineração;  

  • 24/04 – Planos setoriais de Energia e Plano Temático de Recursos Hídricos.   

Consulte os planos e efetue as contribuições, acesse este link. 

Sobre o Plano Clima – O Plano Clima guiará as ações para enfrentamento à mudança do clima no país até 2035. Além do pilar de adaptação, tem o eixo de mitigação, que prevê a redução das emissões de gases de efeito estufa no Brasil. A Estratégia Nacional de Mitigação será acompanhada por sete planos setoriais e temáticos. O Plano Clima traz, ainda, Estratégias Transversais para a Ação Climática, que definirão meios de implementação (como financiamento, governança e capacitação) e medidas para a transição justa, entre outros pontos. A construção do Plano Clima iniciou em 2023 no âmbito do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), a principal instância de governança climática brasileira, formada por 23 ministérios. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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