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Iniciativa lança fundo de investimento para fortalecer a agricultura familiar do cacau, com expectativa de alcançar R$ 1 bilhão até 2030
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Com o objetivo de fortalecer a agricultura familiar e regenerativa no Brasil, o Instituto Arapyaú, Violet, a ONG Tabôa Fortalecimento Comunitário e a MOV Investimentos lançam o Kawá, um fundo de investimento inovador destinado ao custeio de pequenos produtores de cacau no país. A meta do projeto é alcançar R$ 1 bilhão até 2030, com um aporte inicial de R$ 30 milhões que beneficiará 1.200 agricultores nos estados da Bahia e Pará.
A parceria conta com a administração do fundo pela VERT e o apoio da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), que sinalizou a compra do cacau produzido pelos beneficiários. O projeto também inclui o Enabling Conditions Facility (ECF), que financiará a assistência técnica, coordenada pela Violet. A Violet, além de fornecer a gestão da plataforma tecnológica, garantirá a transparência e a escalabilidade do fundo, assegurando eficiência operacional. A assistência técnica será realizada pela Fundação Solidaridad, o Ciapra (Consórcio Intermunicipal do Mosaico das Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia) e a Polímatas Soluções Agrícolas e Ambientais, com o financiamento de Suzano. Já a originação de crédito será conduzida pela Tabôa, que também fornecerá apoio técnico na Bahia, enquanto a ReSeed se encarregará dos créditos de carbono gerados nas propriedades dos beneficiários.
O Kawá adota o modelo de blended finance, que combina recursos públicos, privados e filantrópicos, e utiliza uma metodologia simplificada de concessão de crédito. Esta abordagem, aliada à assistência técnica, foi implementada pela Tabôa desde 2017 e já resultou em mais de mil créditos concedidos, somando R$ 16 milhões e beneficiando 2.800 pessoas.
O fundo também incorpora uma inovação importante: a comercialização de créditos de carbono gerados nas propriedades de cacau de pequenos agricultores, que utilizam sistemas agroflorestais (SAFs). O sistema cabruca, predominante no Sul da Bahia, é uma forma de cultivo em que o cacau cresce sob a sombra da vegetação nativa, favorecendo a regeneração da Mata Atlântica e o aumento do estoque de carbono. Estima-se que a capacidade de sequestro de carbono nesses sistemas seja quase o dobro da encontrada em plantações de cacau cultivadas a pleno sol.
Benefícios econômicos e ambientais
A estratégia de financiamento não só visa o aumento da produtividade e da renda dos agricultores, mas também foca na conservação e regeneração das florestas. O Kawá oferece crédito exclusivamente para produtores de cacau em sistemas agroflorestais, promovendo a sustentabilidade ambiental ao mesmo tempo em que contribui para a melhoria das condições de vida das famílias rurais. O projeto já está negociando a venda de créditos de carbono com investidores, sendo que 100 agricultores estão previstos para gerar os primeiros créditos de carbono através da plataforma ReSeed, responsável pela operacionalização dessa venda.
Funcionamento do fundo e retorno financeiro
O Kawá opera como um Fiagro (Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais) e oferece aos produtores de cacau um prazo de até 45 dias para aplicar o crédito recebido, com 36 meses para pagamento, sendo 6 meses de carência. A taxa de juros é de 12% ao ano, e os recursos são destinados, principalmente, para adubação, irrigação, compra de equipamentos e adensamento de plantas.
A metodologia de concessão de crédito inclui garantias solidárias, onde grupos de três a dez produtores se comprometem a cobrir a inadimplência de um membro, o que tem contribuído para um índice de inadimplência extremamente baixo nas operações anteriores, como o CRA Sustentável. Essa abordagem, aliada à assistência técnica contínua, tem mostrado excelentes resultados em termos de aumento de produtividade e redução de inadimplência, impactando diretamente a vida de centenas de produtores rurais.
Com o Kawá, a expectativa é ampliar esses benefícios, gerando impactos econômicos, sociais e ambientais positivos e atraindo investidores de maior porte para o setor. O projeto visa destravar novos modelos produtivos sustentáveis, beneficiando agricultores familiares e preservando as florestas brasileiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Bonsmara ganha espaço na pecuária tropical e Fazenda Santa Silvéria lidera expansão da genética no Brasil
A busca por sistemas pecuários mais eficientes, rentáveis e adaptados às condições climáticas brasileiras tem impulsionado o avanço de raças com elevado potencial produtivo. Nesse cenário, a Fazenda Santa Silvéria consolidou-se como uma das principais referências nacionais na criação e no melhoramento genético da raça Bonsmara, contribuindo diretamente para a expansão dessa genética em diferentes regiões do Brasil e também no mercado internacional.
Pioneira na introdução do Bonsmara no país, a propriedade desenvolve um trabalho contínuo de seleção voltado para características consideradas estratégicas para a pecuária moderna, como fertilidade, rusticidade, docilidade, desempenho produtivo e adaptação ao clima tropical.
Genética desenvolvida para condições tropicais
De acordo com a proprietária da Fazenda Santa Silvéria, Clélia Pacheco, a adoção da raça surgiu da necessidade de manter a precocidade produtiva observada em fêmeas meio-sangue Angus, sem abrir mão da adaptação necessária para enfrentar os desafios das condições tropicais brasileiras.
O Bonsmara pertence ao grupo Bos Taurus Africanus, do tipo Sanga, característica que proporciona maior distância genética em relação aos zebuínos e às raças britânicas. Essa condição favorece ganhos expressivos de heterose nos programas de cruzamento industrial, resultando em animais mais produtivos, resistentes e adaptados.
Segundo a criadora, o principal diferencial da raça está na capacidade de produzir carne de alta qualidade em sistemas simplificados de produção, com excelente desempenho a pasto e utilização de touros em monta natural.
Além da adaptação ao calor, o Bonsmara apresenta elevada fertilidade, facilidade de manejo e temperamento dócil, características que contribuem para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das fazendas.
Cruzamentos ampliam produtividade e qualidade da carne
O crescimento da raça no Brasil também está associado ao desempenho obtido nos cruzamentos industriais. A utilização de reprodutores Bonsmara sobre matrizes zebuínas ou fêmeas meio-sangue Angus tem proporcionado ganhos importantes em produtividade, rendimento de carcaça e qualidade da carne.
A raça é reconhecida pela produção de carne premium, com atributos valorizados pelo mercado consumidor, como maciez, sabor e suculência. Além disso, apresenta boa conversão alimentar e capacidade de desempenho em diferentes sistemas de produção, ampliando as oportunidades para pecuaristas de diversas regiões do país.
Seleção genética impulsiona expansão nacional e internacional
O programa de melhoramento desenvolvido pela Fazenda Santa Silvéria combina avaliações de desempenho, características funcionais e critérios rigorosos de adaptação. O objetivo é selecionar animais capazes de manter altos índices produtivos mesmo em condições desafiadoras de clima e manejo.
Esse trabalho permitiu a disseminação da genética Bonsmara para todas as regiões brasileiras e também para países da América Latina e da África, fortalecendo a presença da raça em sistemas produtivos voltados para eficiência e sustentabilidade.
Sustentabilidade e eficiência caminham juntas
A busca por maior produtividade também está alinhada aos princípios de sustentabilidade. Animais geneticamente superiores tendem a permanecer menos tempo no ciclo produtivo, reduzindo a emissão de gases por quilo de carne produzida.
Ao mesmo tempo, sistemas baseados em pastagens bem manejadas favorecem a retenção de carbono no solo e contribuem para uma pecuária mais equilibrada do ponto de vista ambiental.
Para os especialistas da fazenda, a combinação entre genética, nutrição e manejo continua sendo a principal estratégia para garantir competitividade econômica e responsabilidade ambiental no campo.
Leilão disponibilizará reprodutores selecionados
Como parte do trabalho de difusão da genética Bonsmara, a Fazenda Santa Silvéria realizará, no próximo dia 1º de julho, às 20h, a 22ª edição do Leilão Bonsmara Santa Silvéria.
O evento ocorrerá em formato 100% virtual, com transmissão pela Central Leilões, e ofertará reprodutores desenvolvidos dentro de um programa de melhoramento genético direcionado às demandas da pecuária tropical brasileira.
Os animais disponibilizados foram selecionados para atuação a campo, reunindo características de adaptação, fertilidade, desempenho produtivo e qualidade genética voltadas ao aumento da eficiência dos rebanhos comerciais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


