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Grupo Petrópolis Apoia Capacitação em Tecnologia Cervejeira no Triângulo Mineiro

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O Grupo Petrópolis, a maior cervejaria com capital 100% nacional, anunciou seu apoio ao curso de Formação Inicial e Continuada (FIC) em Tecnologia Cervejeira oferecido pelo Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), no campus de Uberaba, em Minas Gerais. A parceria surgiu após um encontro entre a cervejaria e a Sociedade Civil Organizada (SCO) de Uberaba, uma rede de entidades, órgãos públicos e empresas privadas comprometidas com o desenvolvimento da região. O objetivo do curso é qualificar profissionais para atender a um mercado cervejeiro em constante expansão no Brasil.

A aula inaugural aconteceu no dia 14 de março e contou com apresentações do IFTM e do Grupo Petrópolis para os 20 alunos da primeira turma. Ao final do curso, os alunos terão a oportunidade de participar de um “Beer Tour” na fábrica do Grupo Petrópolis em Uberaba – considerada a mais moderna da companhia, inaugurada em 2020. Durante a visita, os participantes conhecerão o processo de produção da cerveja, além das inovações tecnológicas implementadas na planta, que possui uma capacidade de produção de 11,4 milhões de hectolitros e mais de 700 colaboradores. A fábrica também produz algumas das principais marcas do grupo, como Itaipava, Petra, Black Princess, Vold X, Cacildis, Cabaré, Crystal e Lokal.

Com uma carga horária total de 200 horas, o curso é gratuito e destina-se a pessoas com ensino médio completo e idade mínima de 18 anos. As aulas serão ministradas até o dia 18 de julho, e a grade curricular abrange temas como microbiologia e higienização na indústria cervejeira, qualidade das matérias-primas, processos de produção, controle de qualidade, análise sensorial e desenvolvimento de receitas. Além disso, os alunos terão acesso a palestras com mestres cervejeiros e realizarão visitas técnicas à fábrica de Uberaba.

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A criação do curso surge em resposta ao crescimento significativo do setor cervejeiro no Brasil. Em 2023, o país registrou um aumento de 6,8% no número de cervejarias, alcançando um total de 1.847 estabelecimentos, conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária. Minas Gerais, o terceiro maior mercado cervejeiro do Brasil, conta com 235 fábricas em 103 municípios, e Uberaba tem se consolidado como um polo cervejeiro, abrigando diversas fábricas e centros de pesquisa, incluindo a planta do Grupo Petrópolis.

“O mercado cervejeiro está em constante evolução, e a capacitação profissional é essencial para que os profissionais acompanhem as novas tendências, aprimorem técnicas e assegurem a qualidade do produto. O curso de Tecnologia Cervejeira oferece uma oportunidade única para quem deseja se especializar e atuar com excelência nesse setor promissor”, afirma Everaldo Miranda, gerente geral da fábrica de Uberaba do Grupo Petrópolis.

José Humberto de Oliveira, coordenador do curso no IFTM, destaca a importância da formação para a região: “Estou muito contente em lançar este curso, que é o primeiro programa desenvolvido pelo IFTM no campus de Uberaba. Identificamos que o mercado local precisava de uma formação conectada às exigências do setor. Além de aprender sobre processos produtivos, os alunos terão acesso aos parâmetros de qualidade e segurança na fabricação da cerveja, que são grandes diferenciais do programa e os prepararão para o mercado de trabalho.”

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Ao concluir o curso, os participantes estarão capacitados para exercer diversas funções na produção cervejeira, utilizando tanto os conhecimentos teóricos quanto práticos para monitorar os processos produtivos. A formação também visa expandir as oportunidades de atuação no setor, estimulando a criação de novas receitas e empreendimentos relacionados ao mercado cervejeiro.

O IFTM prevê a abertura de novas turmas após o sucesso desta primeira edição. Além do curso em Tecnologia Cervejeira, o campus Uberaba do instituto oferece uma ampla gama de cursos, incluindo Formação Inicial e Continuada, Técnicos Integrados ao Ensino Médio, e graduações e pós-graduações em diversas áreas do conhecimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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