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Recuperação nos preços da arroba do boi impulsionada por oferta ajustada e demanda firme

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O mercado físico do boi gordo registrou uma recuperação nos preços ao longo de março, impulsionado por uma oferta mais ajustada. Segundo Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, a menor disponibilidade de animais levou as indústrias frigoríficas a enfrentarem maior dificuldade na composição de suas escalas de abate, intensificando a busca por boi gordo.

Além disso, Iglesias aponta que o excelente desempenho das exportações e a maior demanda por carne bovina no atacado contribuíram para a valorização da arroba ao longo do mês.

Cotações do boi gordo em 27 de março

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil apresentaram os seguintes valores:

  • São Paulo (Capital) – R$ 320,00, alta de 1,59% em relação ao fechamento de fevereiro (R$ 315,00).
  • Goiás (Goiânia) – R$ 310,00, avanço de 6,90% frente aos R$ 290,00 registrados no final do mês passado.
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 305,00, estabilidade em relação ao fechamento de fevereiro.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 315,00, acréscimo de 6,78% frente aos R$ 295,00 de fevereiro.
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 305,00, avanço de 1,67% frente aos R$ 300,00 do mês anterior.
  • Rondônia (Vilhena) – R$ 275,00, alta de 2,61% em relação aos R$ 268,00 do final de fevereiro.
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Desempenho do mercado atacadista

O segmento atacadista de carne bovina registrou valorização nos preços ao longo de março, impulsionado por sinais de fortalecimento da demanda, especialmente na primeira metade do mês. A expectativa é de que o consumo continue aquecido no início de abril, impulsionado pelo feriado de Páscoa.

O quarto traseiro do boi foi cotado a R$ 25,50/kg, um aumento de 7,14% em relação ao fechamento de fevereiro (R$ 23,80/kg).

O quarto dianteiro do boi atingiu R$ 18,50/kg, avanço de 8,82% frente aos R$ 17,00/kg do mês passado.

Exportações em forte alta

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada somaram US$ 797,06 milhões em março (considerando 13 dias úteis), com uma média diária de US$ 61,31 milhões. O volume total embarcado foi de 163,297 mil toneladas, correspondendo a uma média diária de 12,561 mil toneladas, com preço médio de US$ 4.881,00 por tonelada.

Na comparação com março de 2024, houve um crescimento expressivo:

  • Aumento de 62,8% no valor médio diário das exportações.
  • Avanço de 51,1% na quantidade média diária embarcada.
  • Alta de 7,8% no preço médio por tonelada.
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O cenário indica um mercado aquecido, tanto no mercado interno quanto no externo, sustentando a valorização da arroba do boi gordo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar em queda cria oportunidade para empresas reduzirem custos e fortalecerem estratégia cambial

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A recente queda do dólar frente ao real abriu uma nova janela estratégica para empresas brasileiras que atuam no comércio exterior, especialmente importadoras e indústrias dependentes de insumos internacionais. Com a moeda americana em patamares mais baixos ao longo de 2026, especialistas avaliam que o momento favorece redução de custos, renegociação de contratos e fortalecimento da gestão cambial.

Dados do Banco Central mostram que o fluxo cambial brasileiro acumulou superávit de US$ 16,7 bilhões até março de 2026, impulsionado principalmente pela entrada de capital estrangeiro e pelo diferencial de juros no Brasil. O cenário contribui para a valorização do real e altera diretamente o planejamento financeiro das empresas.

Real valorizado reduz custos e amplia margens operacionais

A queda do dólar tem impacto imediato sobre empresas que dependem de matérias-primas, equipamentos e produtos importados. Com a moeda americana mais barata, custos operacionais diminuem e as margens podem ganhar fôlego em diversos segmentos da economia.

Segundo Thiago Oliveira, CEO da Saygo, holding especializada em comércio exterior, câmbio e tecnologia, o cenário deve ser interpretado de forma estratégica pelas companhias.

“O dólar mais baixo não é apenas uma oportunidade de economizar. É um momento de reorganizar contratos, revisar fornecedores e estruturar uma política cambial mais inteligente”, afirma.

Além do ganho operacional, o movimento também influencia decisões relacionadas à expansão internacional, investimentos e formação de estoque.

Exportadores precisam redobrar atenção com receitas em dólar

Se por um lado a valorização do real beneficia importadores, por outro pressiona empresas exportadoras, que passam a converter receitas em dólar por valores menores em reais.

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O efeito pode comprometer competitividade e rentabilidade, especialmente em setores altamente dependentes das exportações.

Para o especialista, um dos erros mais comuns ainda é tratar o câmbio apenas como uma oportunidade momentânea.

“O erro mais comum é tratar o câmbio como algo pontual. Empresas aproveitam a cotação do dia, mas não constroem uma estratégia. Quando o ciclo vira, o impacto vem direto no caixa”, alerta Oliveira.

Empresas ampliam uso de hedge e gestão cambial

Com maior volatilidade global e influência crescente de fatores externos, empresas brasileiras vêm fortalecendo mecanismos de proteção financeira para reduzir exposição às oscilações cambiais.

Ferramentas como hedge, contratos a termo e diversificação de moedas ganham espaço nas estratégias corporativas, principalmente diante das incertezas envolvendo política monetária nos Estados Unidos, fluxo global de capitais e tensões comerciais internacionais.

Especialistas defendem que a gestão cambial deixe de ser tratada apenas como um custo operacional e passe a integrar o planejamento financeiro das empresas.

Cinco estratégias para aproveitar o dólar em baixa

Diante do cenário atual, especialistas apontam medidas que podem ajudar empresas a aproveitar o momento sem ampliar riscos financeiros:

  • Antecipação de importações: Com custos menores, empresas podem antecipar compras externas e formar estoques estratégicos a preços mais competitivos.
  • Revisão de contratos internacionais: A renegociação de contratos em dólar pode gerar redução relevante de despesas, principalmente em acordos recorrentes ou de longo prazo.
  • Proteção cambial: Mesmo com o dólar em queda, operações de hedge seguem fundamentais para reduzir exposição a futuras oscilações da moeda.
  • Diversificação de moedas: Ampliar operações para moedas como euro ajuda a reduzir dependência exclusiva do dólar e diminui vulnerabilidades cambiais.
  • Integração do câmbio ao planejamento financeiro: O acompanhamento contínuo do mercado cambial e o uso de tecnologia para projeção de cenários aumentam a previsibilidade e fortalecem a tomada de decisão.
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Gestão estratégica ganha protagonismo em cenário volátil

Para especialistas, empresas que transformam o câmbio em parte da estratégia corporativa tendem a atravessar períodos de volatilidade com maior estabilidade financeira.

“Não se trata de prever o dólar, mas de se preparar para qualquer direção que ele tome. Quem tem método não depende da sorte”, afirma Oliveira.

Além de reduzir custos financeiros e logísticos, o dólar mais baixo pode fortalecer a competitividade de empresas brasileiras no mercado interno. Ainda assim, analistas reforçam que o atual cenário cambial é cíclico e exige cautela.

“A vantagem existe, mas ela é temporária. O câmbio é cíclico. Empresas que usam esse período para estruturar processos saem fortalecidas. As que apenas aproveitam o preço do dia continuam vulneráveis”, conclui o executivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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