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Chuvas irregulares impactam transição de pastagens no RS

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A transição entre as pastagens de verão e o início do plantio das forrageiras de inverno no Rio Grande do Sul enfrenta desafios devido às condições climáticas irregulares. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, as precipitações foram esparsas e insuficientes para garantir o estabelecimento seguro de espécies como aveia e azevém.

Na região de Bagé, a escassez de chuvas e o estágio reprodutivo das espécies nativas resultaram em menor taxa de crescimento do campo. Contudo, em solos mais férteis, a capacidade de suporte ainda se mantém adequada, exigindo monitoramento constante. Em Erechim, tanto as espécies anuais quanto as perenes apresentam menor desempenho, reduzindo a oferta e a qualidade da forragem. Já em Frederico Westphalen, as chuvas regulares favoreceram a boa disponibilidade de pasto, embora, em áreas impactadas pela estiagem e pelo calor intenso, o desenvolvimento das forrageiras esteja comprometido.

Em Caxias do Sul, a recuperação das forrageiras está em andamento com o retorno das chuvas e a queda das temperaturas. Em Lajeado, as pastagens perenes de verão seguem produtivas, apesar da irregularidade das chuvas, enquanto as forrageiras anuais encontram-se no final do ciclo. O plantio das pastagens de inverno já começou, com destaque para o trigo de pastejo.

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Passo Fundo sofre os impactos da estiagem e das altas temperaturas, que prejudicaram o desenvolvimento das pastagens. As forrageiras anuais de verão estão no fim do ciclo, e as perenes apresentam recuperação limitada devido à baixa umidade. Em Pelotas, o rebrote do campo nativo ocorre de maneira satisfatória, e áreas de arroz recentemente colhidas estão sendo aproveitadas para pastejo. Em Porto Alegre, a umidade do solo favorece a brotação e o crescimento do campo nativo, enquanto as pastagens cultivadas estão em pleno estágio vegetativo.

Na região de Santa Maria, as condições climáticas recentes contribuíram para o rebrote das pastagens nativas e cultivadas, apesar da diminuição da umidade do solo. Em Santa Rosa, a ausência de chuvas nas últimas semanas comprometeu o crescimento das forrageiras e reduziu a oferta de pasto. Situação semelhante é observada em Soledade, onde a falta de precipitações nas duas últimas semanas desacelerou o crescimento das pastagens de verão. No entanto, a oferta ainda é considerada satisfatória, especialmente em áreas com espécies perenes.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil e Guatemala fortalecem parceria agropecuária ao celebrarem 50 anos de cooperação

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala (MAGA) assinaram, nesta quarta-feira (3), na Cidade da Guatemala, um Memorando de Entendimento (MoU) para fortalecer a cooperação bilateral em áreas estratégicas para o desenvolvimento agropecuário.

A assinatura do documento marca os 50 anos de cooperação entre Brasil e Guatemala e amplia a atuação conjunta em temas como pesquisa agropecuária, inovação tecnológica, sanidade animal e vegetal, recursos genéticos, bioinsumos, agricultura regenerativa, recuperação de solos, capacitação técnica, promoção de investimentos e facilitação do comércio agropecuário.

A agenda integra a missão oficial do Mapa à América Central, liderada pelo secretário-executivo, Cleber Soares, e também representa a retribuição da visita realizada recentemente pela ministra da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala, María Fernanda Rivera Dávila, ao Brasil. Na ocasião, foram fortalecidos os entendimentos bilaterais e avançadas pautas de interesse comum, incluindo a habilitação de seis plantas frigoríficas brasileiras de carne bovina para exportação ao mercado guatemalteco.

Durante a reunião bilateral, as delegações identificaram oportunidades para ampliar a cooperação entre instituições brasileiras e guatemaltecas, com destaque para o intercâmbio de conhecimentos em manejo sustentável de solos, bioinsumos, agricultura resiliente às mudanças climáticas, monitoramento agroclimático e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade agrícola.

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O Memorando de Entendimento também prevê a criação de mecanismos permanentes de coordenação entre os ministérios, incluindo grupo de trabalho conjunto, intercâmbio de especialistas, realização de missões técnicas, capacitações e desenvolvimento de projetos de interesse comum.

A Guatemala manifestou interesse em aprofundar a cooperação com o Brasil em áreas como o melhoramento genético de pescado e de bovinos, com o objetivo de promover o desenvolvimento da pecuária e ampliar a transferência de tecnologia. Durante as discussões, o governo guatemalteco reconheceu a experiência brasileira como referência internacional em inovação agropecuária e solicitou apoio para ações voltadas ao aprimoramento genético e ao fortalecimento do rebanho bovino do país.

As delegações também discutiram temas relacionados à ampliação do comércio agropecuário bilateral, incluindo avanços em processos sanitários para produtos de origem animal e oportunidades para fortalecer as relações comerciais entre os dois países. 

A programação incluiu ainda uma reunião estratégica no Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), na Cidade da Guatemala. Durante o encontro, foram discutidas oportunidades de cooperação regional em temas como bioinsumos, cafeicultura, agricultura sustentável, adaptação às mudanças climáticas, genética animal e fortalecimento institucional.

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As discussões ampliaram as perspectivas de atuação conjunta entre Brasil, Guatemala e organismos internacionais para o desenvolvimento de iniciativas voltadas à inovação, à sustentabilidade e ao fortalecimento da agricultura na região.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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