VÁRZEA GRANDE
Feira da Família dá visibilidade e gera renda para agricultores familiares de Várzea Grande
VÁRZEA GRANDE
O evento, que ocorrerá até às 18h, traz mais uma vez produtos frescos, direto do produtor e com preços mais acessíveis
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, realiza, nesta quinta-feira (3), mais uma edição da Feira da Família. O evento, que ocorrerá até às 18h, traz mais uma vez produtos frescos, direto do produtor e com preços mais acessíveis, além de opção para o almoço (peixe – ventrecha e mojica, strogonoff de frango e nhoque).
O secretário da pasta, Ricardo Amorim, lembra que no local há diversidade de produtos: frutas, legumes, verduras, mel e remédios naturais, pães e bolos, produtos de artesanato, pastéis e salgados, almoço, entre outros.
“Aqui, você pode aproveitar uma grande gama de produtos e com preços bem acessíveis. Estamos muito felizes em ver como a cada dia nossa feira está cada vez maior. Esta é uma forma de divulgar o trabalho dos produtores do nosso Município, como também um auxílio para melhorarem sua renda”, disse Ricardo.
O morador do bairro Costa Verde e produtor de frutas, legumes e verduras, Elizeu Lourenço da Silva, conta que sempre marca presença na feira. “Desde o início, nunca faltei. Gosto de vender aqui, pois tenho segurança para comercializar nossos produtos e é uma forma de melhorar a nossa renda. Estou feliz aqui e sempre participarei, pois esta ação ajuda muito a gente”, conta Elizeu.
A presidente da Associação dos Artesãos de Várzea Grande (APA-VG), Neyva Ribeiro de Oliveira Sousa, agradece ao apoio da Prefeitura. “Essa ação é muito importante para todos nós. Estamos felizes por estarmos presentes, não penas para vender nossos produtos, mas também, para divulgar nossos trabalhos. Convido toda população para vir aqui prestigiar os produtores e artesãos”, disse Neyva.
VÁRZEA GRANDE
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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