VÁRZEA GRANDE
Feira da Família será realizada nesta quinta-feira, Dia Mundial do Meio Ambiente
VÁRZEA GRANDE
Ao fomentar esse espaço de comercialização direta entre produtores e consumidores, o Município também contribui para a segurança alimentar e o estímulo à economia circular
Nesta quinta-feira, 5 de junho, das 8h às 18h, a Praça em frente à Prefeitura de Várzea Grande será palco de mais uma edição da Feira da Família (Feira FAM), evento que ocorre toda primeira quinta-feira do mês. A edição de junho ganha um significado ainda mais especial por coincidir com o Dia Mundial do Meio Ambiente, reforçando o compromisso da gestão municipal com a sustentabilidade e o apoio ao pequeno produtor rural.
A feira reúne dezenas de expositores, com destaque para produtos frescos da agricultura familiar, artesanato, comidas típicas, além de um espaço de convivência para a população. No cardápio do almoço, o público poderá saborear pratos como strogonoff de frango, peixe frito e espetinho completo, preparados pelos próprios feirantes.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, a feira simboliza uma política pública permanente da atual gestão voltada à valorização dos pequenos produtores, ao mesmo tempo em que incentiva práticas sustentáveis.
“Realizar a Feira da Família no Dia Mundial do Meio Ambiente é uma forma de reforçar a importância do consumo consciente e da produção local. Fortalecemos a agricultura familiar, geramos renda e promovemos um estilo de vida mais saudável e sustentável para todos”, afirmou o secretário.
Ricardo Amorim também pontua que ao fomentar esse espaço de comercialização direta entre produtores e consumidores, o Município também contribui para a segurança alimentar e o estímulo à economia circular.
“Toda população é convidada a prestigiar mais essa edição e vivenciar um dia de integração, cultura, gastronomia e sustentabilidade”, convida o gestor.
VÁRZEA GRANDE
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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