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Cuidados Essenciais com o Cavalo de Lida: Garantindo Desempenho e Bem-Estar

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Os cavalos destinados à lida no Brasil desempenham papel de extrema importância na pecuária nacional, com uma população que já ultrapassa os 4 milhões de animais. Estes equinos são fundamentais para o bom andamento das atividades em fazendas de pecuária de corte e leite, sendo indispensáveis para a execução de tarefas diárias que exigem força, agilidade e resistência.

Apesar de sua robustez e capacidade de trabalho, os cavalos de lida necessitam de cuidados específicos para garantir sua saúde e eficiência. De acordo com Camila Senna, médica veterinária e coordenadora técnica de equinos da Ceva Saúde Animal, é essencial que esses animais recebam atenção regular para manter seu desempenho e bem-estar. “Embora sejam animais fortes, os cavalos são sensíveis. Para que possam exercer suas funções sem comprometer a saúde ou desenvolver problemas comportamentais, é fundamental manter cuidados sanitários periódicos”, explica.

Nos animais destinados ao campo, frequentemente, a atenção ao calendário sanitário é menor quando comparada à dos equinos de esporte. A intensa carga de trabalho e o estresse a que são submetidos podem prejudicar sua saúde e reduzir sua performance nas funções essenciais para a fazenda. Por isso, a vacinação anual e a vermifugação periódica devem ser priorizadas para garantir que os animais estejam aptos para o trabalho.

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“Verminoses podem ser silenciosas, mas afetam significativamente o desempenho do animal, podendo provocar desde anemia até complicações graves, como síndrome cólica e impacto intestinal, que exigem cirurgia e podem até levar à morte”, alerta Camila. Ela também destaca a importância da vacinação contra doenças respiratórias, como Garrotilho e Influenza, que protegem os animais de doenças graves e evitam surtos no plantel.

A nutrição e hidratação dos cavalos de lida também são aspectos cruciais para seu manejo. Durante o trabalho, esses animais podem perder até 12 litros de água por hora devido à transpiração, o que representa 10% de seu peso corporal. “É essencial que o cavalo tenha acesso constante a água limpa e fresca, consumindo entre 30 e 80 litros por dia, além de sal mineral específico para repor os minerais perdidos pelo suor”, explica Camila. A alimentação também deve ser balanceada, com volumoso de boa qualidade, como feno ou capim verde, oferecido de acordo com o peso do animal.

Além disso, o descanso e relaxamento dos equinos são fundamentais. A limpeza e o cuidado dos cascos, incluindo o casqueamento e ferrageamento periódicos, devem ser realizados, assim como duchas para resfriamento dos membros e relaxamento da musculatura ao final de cada jornada de trabalho. O rodízio entre os animais, com um dia de descanso para cada dia trabalhado, também é crucial para evitar o desgaste excessivo.

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“Um manejo adequado amplia a capacidade dos cavalos de lida, permitindo que desempenhem suas funções de forma mais eficiente. Investir na saúde e bem-estar desses animais resulta em uma vida útil mais longa, com mais qualidade, saúde e maior rendimento no trabalho”, conclui Camila.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Antimicrobianos na produção animal: Phibro esclarece debates regulatórios e reforça que não há proibição de moléculas no Brasil

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A recente discussão sobre possíveis restrições ao uso de antimicrobianos na produção animal tem gerado dúvidas entre produtores rurais, nutricionistas, médicos-veterinários e demais agentes da cadeia de proteína animal. O debate ganhou força após a divulgação de informações sobre solicitações encaminhadas ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) por entidades representativas do setor, envolvendo moléculas amplamente utilizadas nos sistemas produtivos brasileiros.

Diante do cenário, a Phibro Saúde Animal divulgou esclarecimentos técnicos para reforçar que, até o momento, não existe qualquer proibição generalizada de moléculas como monensina, lasalocida, narasina, salinomicina e virginiamicina no Brasil.

Debate está ligado a exigências de mercados internacionais

Segundo a empresa, as discussões regulatórias estão relacionadas principalmente aos protocolos sanitários exigidos por determinados mercados importadores, com destaque para a União Europeia e o Reino Unido.

A Phibro destaca que a legislação europeia não proíbe automaticamente essas moléculas. O foco das restrições está na finalidade de uso dos antimicrobianos, especialmente quando empregados como promotores de crescimento, melhoradores de desempenho ou ferramentas para aumento da produtividade em animais sadios.

Na prática, o debate regulatório não está centrado nos princípios ativos em si, mas sim na indicação zootécnica associada ao seu uso.

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Produtos seguem autorizados conforme registros vigentes

A empresa reforça que não houve, até o momento, publicação de nova regulamentação por parte do MAPA que altere as condições de uso de moléculas como monensina, lasalocida, narasina ou salinomicina.

Dessa forma:

  • Os produtos continuam podendo ser utilizados conforme os registros e indicações aprovados;
  • Não existe proibição automática dessas tecnologias;
  • Eventuais mudanças dependerão de manifestação oficial e publicação dos órgãos reguladores competentes.

A Phibro alerta que não é correto afirmar que a simples utilização dessas moléculas inviabilize a comercialização de animais ou produtos destinados ao mercado.

Finalidade de uso é o principal critério regulatório

Um dos pontos centrais destacados pela empresa é que uma mesma molécula pode possuir diferentes indicações aprovadas pelos órgãos reguladores.

Dependendo do produto e do registro concedido, o princípio ativo pode ser utilizado para:

  • Controle, prevenção ou tratamento de enfermidades específicas;
  • Controle da coccidiose, condição que impacta diretamente a saúde e o bem-estar animal;
  • Melhoria do desempenho produtivo de animais sadios.

Por esse motivo, a avaliação regulatória considera a finalidade do uso e as indicações aprovadas para cada produto, e não apenas a presença da molécula na formulação.

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Virginiamicina passa por processo de transição regulatória

No caso da virginiamicina, a situação possui características específicas.

O MAPA publicou a Portaria SDA nº 1.617, de 24 de abril de 2026, estabelecendo a descontinuação do uso da molécula como melhorador de desempenho e definindo um período de transição para adequação do mercado.

Paralelamente, a Phibro informou que aguarda a conclusão do processo regulatório para ampliação do registro da virginiamicina para uso terapêutico.

Caso a autorização seja concedida, a molécula poderá continuar sendo utilizada sob prescrição e acompanhamento de médico-veterinário para ações de prevenção e controle de enfermidades, preservando uma ferramenta considerada importante para a saúde animal, o bem-estar dos rebanhos e a eficiência produtiva.

Empresa defende informação baseada em ciência

A Phibro informou que acompanha de forma permanente a evolução das discussões junto aos órgãos reguladores e às entidades representativas da cadeia pecuária.

Segundo a companhia, o compromisso é manter produtores, técnicos e parceiros atualizados com informações fundamentadas em evidências científicas e alinhadas às regulamentações vigentes, contribuindo para decisões mais seguras e para a adequação dos sistemas produtivos às exigências dos mercados nacionais e internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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