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Drawback: regime aduaneiro impulsiona exportações e reduz custos para empresas
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O regime aduaneiro especial de Drawback tem se consolidado como um dos principais instrumentos para impulsionar as exportações brasileiras, permitindo que indústrias reduzam custos e ampliem sua competitividade no comércio exterior. Por meio da suspensão, isenção ou restituição de tributos sobre insumos importados utilizados na fabricação de bens exportados, o mecanismo tem sido essencial para diversas empresas que atuam no setor.
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o regime de Drawback representou cerca de 25% das exportações totais do Brasil em 2023, movimentando mais de US$ 75 bilhões em mercadorias beneficiadas pela desoneração fiscal.
“É uma das ferramentas mais eficazes para a indústria exportadora brasileira, pois permite eliminar custos tributários da cadeia produtiva voltada à exportação, tornando as empresas mais competitivas”, explica Thiago Oliveira, fundador da Saygo, consultoria especializada em soluções para comércio exterior.
Empresas dos setores automotivo, químico, metalúrgico e de alimentos estão entre as que mais se beneficiam desse regime, segundo a consultoria, que atua na estruturação e acompanhamento de operações sob o Drawback.
Como funciona o regime de Drawback?
O mecanismo opera em três modalidades distintas: suspensão, isenção e restituição. Na suspensão, as empresas podem importar ou adquirir insumos no mercado interno sem o pagamento de tributos como IPI, PIS/Cofins, ICMS e Imposto de Importação, desde que comprovem a exportação do produto final. Já a modalidade de isenção permite a reposição de insumos previamente utilizados na produção de bens exportados. A restituição, por sua vez, envolve o reembolso de impostos já pagos, embora seja menos comum.
“A escolha da modalidade depende do perfil da empresa, do ciclo produtivo e da logística das exportações”, afirma Oliveira. Ele destaca que a suspensão é a mais adotada por grandes indústrias, pois proporciona benefícios imediatos ao fluxo de caixa.
Casos práticos: redução de custos e expansão no mercado internacional
O Drawback tem impulsionado a competitividade de empresas brasileiras em diversos setores. Um exemplo é uma indústria de autopeças no interior de São Paulo, que conseguiu reduzir em até 18% os custos de produção para exportação após adotar o regime.
Outra fabricante, do setor químico, expandiu sua atuação na América Latina ao recuperar aproximadamente R$ 2 milhões em créditos tributários com a modalidade de isenção. “O impacto vai além da economia tributária. Empresas com margens mais atrativas conseguem negociar melhor com compradores internacionais e ampliar sua participação em mercados estratégicos”, analisa Oliveira.
Como aderir ao regime?
Para aderir ao Drawback, a empresa deve comprovar sua capacidade técnica, manter um controle rigoroso sobre o uso dos insumos e garantir que a exportação ocorra dentro do prazo estipulado. Segundo especialistas, o planejamento tributário e a digitalização dos processos são fundamentais para cumprir as exigências e evitar autuações.
Além disso, o regime está passando por modernizações, com a digitalização completa dos processos por meio da plataforma Drawback Web, da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o que deve agilizar a concessão e fiscalização das operações.
“O maior erro das empresas é acreditar que o processo é burocrático demais e que os ganhos não compensam. Com assessoria especializada, o Drawback pode se transformar em uma vantagem real e sustentável para os negócios”, reforça o consultor.
Para empresas que buscam expandir suas exportações ou aumentar a competitividade internacional, compreender e implementar o regime de Drawback pode ser o diferencial estratégico que faltava.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Valor Bruto da Produção supera R$ 1,4 trilhão em agosto
A estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em agosto é de R$ 1,403 trilhão, de acordo com levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O indicador representa o valor da produção agropecuária dentro das propriedades rurais e considera o desempenho das lavouras e da pecuária.
Do total estimado, as lavouras respondem por R$ 894,1 bilhões, o equivalente a 63,7% do VBP. A pecuária representa R$ 509,1 bilhões, ou 36,3% do valor total.
Entre os produtos agrícolas, a soja permanece na liderança, com valor estimado em R$ 340,6 bilhões, correspondente a 24,3% do VBP. Na sequência, aparecem o milho, com R$ 158 bilhões (11,3%), a cana-de-açúcar, com R$ 106,3 bilhões (7,6%), e o café, com R$ 102,9 bilhões (7,3%).
Na pecuária, a carne bovina apresenta o maior valor estimado, de R$ 249,2 bilhões, equivalente a 17,8% do VBP. A carne de frango aparece em seguida, com R$ 107,4 bilhões (7,7%).
No recorte regional, o Centro-Oeste lidera o VBP, impulsionado pelo resultado de Mato Grosso, estimado em R$ 218,2 bilhões, o equivalente a 15,6% do total. Na sequência está o Sudeste, com destaque para Minas Gerais, que apresenta estimativa de R$ 166,8 bilhões (11,9%).
CÁLCULO
O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação dos preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. Os valores referentes a 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até agosto.
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