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Contratos bem elaborados garantem segurança jurídica e impulsionam a sustentabilidade no agronegócio

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Diante dos inúmeros desafios enfrentados pelo agronegócio brasileiro — como instabilidades climáticas, oscilação de preços e entraves logísticos —, os contratos assumem um papel essencial na busca por segurança jurídica, previsibilidade e eficiência. Para a advogada Bianca Bez, especialista em direito e arbitragem com ênfase nos setores de energia e agronegócio pelo escritório BBL Advogados, os contratos são mais do que ferramentas legais: são mecanismos estratégicos que contribuem para alinhar incentivos, reduzir custos de transação e promover a alocação eficiente de riscos.

Segundo a especialista, sob a perspectiva da Análise Econômica do Direito, a correta estruturação contratual proporciona benefícios diretos à cadeia produtiva e colabora com o desenvolvimento social e ambiental do setor. “Contratos bem desenhados são fundamentais para garantir a estabilidade econômica do agronegócio, ao mesmo tempo em que fortalecem as relações comerciais e promovem práticas sustentáveis”, afirma.

A importância da previsibilidade e da escassez de recursos

A escassez de recursos, conceito central da teoria econômica, impacta diretamente a formulação contratual no agronegócio. Bianca destaca que essa escassez vai além da limitação de insumos naturais, envolvendo também o acesso à informação e a dificuldade de antecipar cenários. “Contratos bem estruturados mitigam esses fatores ao criar incentivos que promovem o bem-estar coletivo e individual”, explica.

Cláusulas contingenciais, por exemplo, são apontadas como instrumentos importantes para lidar com imprevistos, como eventos climáticos extremos ou variações bruscas no preço das commodities. “Essas cláusulas permitem ajustes contratuais em cenários adversos, assegurando maior resiliência e adaptabilidade entre as partes”, ressalta a advogada.

Riscos e complexidades exigem atenção contratual

O agronegócio é um setor marcado por riscos diversos, como dependência do clima, sazonalidade e instabilidade nos mercados internacionais. Instrumentos jurídicos como contratos de arrendamento rural, parcerias agrícolas e financiamento de insumos são amplamente utilizados, mas sua eficácia está diretamente ligada à qualidade da sua estrutura.

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“Um contrato mal elaborado pode levar a litígios, prejuízos produtivos e rupturas comerciais. Já um contrato claro e bem definido favorece a confiança entre os agentes e assegura maior estabilidade”, afirma Bianca. Ela destaca ainda a relevância de cláusulas que promovam uma distribuição justa de custos e lucros, como ajustes de preços ou seguros para eventos climáticos.

Análise Econômica do Direito e eficiência contratual

Para Bianca, a Análise Econômica do Direito é uma ferramenta valiosa na construção de contratos mais eficientes. “Avaliar cláusulas com base em sua eficiência econômica — e não apenas jurídica — permite criar mecanismos que incentivem o cumprimento e a cooperação entre as partes”, observa.

Um exemplo prático são os contratos que atrelam pagamentos à produtividade ou ao preço de mercado, equilibrando riscos e promovendo incentivos mútuos. A inclusão de seguros contra variações de preço ou eventos climáticos extremos também contribui para a proteção financeira dos produtores e reduz índices de inadimplência.

Economia comportamental e mecanismos de ajuste

A economia comportamental também deve ser considerada na elaboração contratual. Vieses cognitivos, como otimismo excessivo ou aversão à perda, influenciam decisões durante as negociações. “Contratos que preveem mecanismos de revisão e ajustes periódicos ajudam a alinhar expectativas e corrigir distorções cognitivas”, explica Bianca.

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A especialista chama atenção para a importância de evitar penalidades excessivas, que podem desestimular inovações. “Incentivos claros, proporcionais e realistas promovem melhores práticas e favorecem a adoção de tecnologias sustentáveis”, afirma.

Redução de custos e resolução eficiente de conflitos

Os custos de transação no setor agropecuário incluem desde negociações complexas até disputas judiciais demoradas. Nesse sentido, Bianca defende a adoção de métodos alternativos de resolução de conflitos, como a mediação e a arbitragem. “Esses mecanismos oferecem soluções mais ágeis e eficazes, fundamentais para um setor em que o tempo é um recurso crítico”, destaca.

Além disso, os contratos podem ser instrumentos estratégicos para a promoção da sustentabilidade. Cláusulas ambientais, como a exigência de técnicas agrícolas sustentáveis ou a preservação de áreas de reserva legal, alinham interesses econômicos e ecológicos. Também é recomendável incluir dispositivos que permitam ajustes em caso de mudanças regulatórias ou cenários imprevistos, reforçando a resiliência contratual.

Instrumento jurídico, econômico e sustentável

Ao final, Bianca Bez reforça que os contratos no agronegócio devem ser entendidos como ferramentas multifuncionais. “Quando analisados sob a ótica da Análise Econômica do Direito e da economia comportamental, os contratos se tornam instrumentos de gestão de riscos, promoção da eficiência e incentivo à sustentabilidade”, resume.

Para ela, essa abordagem gera benefícios que vão além das partes envolvidas, fortalecendo a cadeia produtiva como um todo e contribuindo para o desenvolvimento econômico, social e ambiental de um dos setores mais estratégicos para o Brasil e o mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vacinação contra Salmonella reduz mortalidade de suínos em mais de 50% e gera ROI de até 796%

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Desafio sanitário cresce na suinocultura brasileira

A suinocultura nacional tem enfrentado um cenário de maior pressão sanitária com o avanço da Salmonella enterica sorovar Choleraesuis. Além dos impactos na produtividade e no bem-estar animal, a presença da bactéria também representa risco para a saúde pública e pode afetar a competitividade do Brasil no mercado exportador.

No campo produtivo, os prejuízos estão associados principalmente à redução do ganho de peso e ao aumento da mortalidade nas fases iniciais de criação.

Vacinação reduz mortalidade em mais de 54% na fase de creche

Um levantamento realizado pela MSD Saúde Animal em uma granja comercial em Minas Gerais apontou resultados expressivos com a adoção de estratégia vacinal preventiva.

A taxa de mortalidade na fase de creche caiu de 6,51% para 2,97%, o que representa uma redução de 54,38% nas perdas de animais.

O desempenho reforça o papel da imunização como ferramenta central no controle da enfermidade dentro dos sistemas produtivos.

Retorno econômico chega a quase R$ 8 para cada R$ 1 investido

Além dos ganhos sanitários, o estudo também evidenciou forte impacto financeiro positivo.

A redução da mortalidade foi associada a um incremento estimado de mais de R$ 163 mil por ano no resultado da granja analisada. O Retorno sobre o Investimento (ROI) atingiu 796%.

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Na prática, isso significa que cada R$ 1,00 aplicado na vacinação gerou aproximadamente R$ 7,96 de retorno líquido ao produtor.

Segundo Juliana Fernandes, coordenadora técnica de Suinocultura da MSD Saúde Animal, o resultado reforça o papel estratégico da prevenção sanitária dentro da atividade.

Tecnologia vacinal e eficiência operacional na granja

O estudo avaliou o uso da vacina viva atenuada Porcilis® Argus SC/ST, destacando não apenas sua eficácia, mas também a praticidade de aplicação no manejo diário.

Entre os diferenciais observados estão:

  • Aplicação via água de bebida, eliminando o uso de agulhas
  • Dose única, simplificando o protocolo sanitário
  • Redução de mão de obra e custos operacionais

O protocolo é direcionado a leitões desmamados entre 21 e 25 dias de idade, período considerado crítico para a proteção imunológica na fase de creche.

Alternativas de aplicação ampliam flexibilidade no manejo

A vacina também demonstrou viabilidade de aplicação oral direta com uso de dosador tipo pistola (pig doser), mantendo eficácia e segurança clínica e microbiológica.

Nesse modelo, a administração ocorre em dose única de 1 mL ou 2 mL em leitões desmamados.

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Segundo especialistas, a possibilidade de diferentes formas de aplicação contribui para adaptar o protocolo às rotinas de cada sistema produtivo, sem perda de desempenho sanitário.

Resistência antimicrobiana reforça papel da imunização

O avanço da resistência a antimicrobianos tem ampliado a preocupação do setor com estratégias preventivas.

Entre 2017 e 2022, a S. Choleraesuis foi o segundo sorovar mais identificado em suínos no Brasil, representando cerca de 33% dos casos, atrás apenas da S. Typhimurium, com 43%.

Esse cenário reforça a vacinação como uma das principais ferramentas para reduzir o uso de antibióticos, melhorar a sanidade dos rebanhos e garantir maior sustentabilidade econômica da produção.

Perspectiva para o setor

Os resultados observados indicam que programas de imunização bem estruturados podem gerar impacto direto na redução de perdas produtivas e na melhoria da rentabilidade das granjas.

A tendência é que estratégias preventivas ganhem ainda mais relevância diante do aumento dos desafios sanitários e da busca por sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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