AGRONEGOCIOS
Em busca de oportunidades no mercado do sudeste asiático, Brasil marca presença na WOFEX Drinks & Bakes
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Representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estreitaram relações com as Filipinas e países do sudeste asiático durante participação na feira WOFEX Drinks & Bakes, realizada em Manila entre os dias 27 e 29 de março. A ação foi promovida pelo Mapa em parceria com a embaixada do Brasil nas Filipinas, reforçando o papel estratégico do agronegócio brasileiro no cenário internacional.
Destinada a profissionais dos setores de bebidas, panificação e confeitaria, a feira ofereceu uma ampla programação com seminários técnicos, competições especializadas e espaços de networking, conectando produtores, compradores e representantes comerciais de diversos países.
O Estande Brasil foi inaugurado pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, o embaixador do Brasil nas Filipinas, Gilberto de Moura e a adida agrícola Virginia Carpi, e trouxe destaque para a diversidade e qualidade dos produtos nacionais. Empresas brasileiras apresentaram um portfólio variado que incluiu açaí, café, erva-mate, chás, aguardente de cacau, além de ovos líquidos pasteurizados e ovos em pó, voltados especialmente para a indústria de confeitaria.
Durante os dias do evento, o espaço brasileiro registrou alto fluxo de visitantes, sinalizando o crescente interesse internacional pelos produtos do agro brasileiro e abrindo novas perspectivas de negócios e expansão comercial na região.
A participação do Brasil na WOFEX Drinks & Bakes integra a estratégia do governo federal de diversificar mercados e fortalecer a presença nacional em feiras internacionais.
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Em São Paulo, ministro André de Paula ouve demandas do agro sobre crédito rural
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reafirmou nesta segunda-feira (4), em São Paulo, sua disposição de manter diálogo próximo com o setor produtivo e de atuar como interlocutor das demandas do agro junto ao governo federal.
A declaração foi feita durante reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag), realizada na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O ministro foi recebido pela presidente do Cosag, a senadora Tereza Cristina, e esteve acompanhado do secretário-executivo, Cleber Soares; do secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua; do secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart; do secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos; do secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro; da assessora especial do Mapa, Sibelle Andrade; da chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social, Carla Madeira; e da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.
Esta foi a primeira participação de André de Paula no colegiado desde que assumiu o ministério. Durante o encontro, o ministro e sua equipe ouviram representantes de diversos segmentos do agronegócio, incluindo instituições financeiras que operam o Plano Safra, principal programa de financiamento público do setor.
“Estar nesta reunião faz parte da estratégia de escuta adotada desde que cheguei ao ministério. Ouvi atentamente todas as intervenções e tenho dimensão dos desafios que teremos nos próximos meses”, afirmou.
Um dos pontos abordados pelo setor foi em relação à limitação ao crédito de produtores monitorados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes). O sistema é utilizado para calcular a taxa anual de desmatamento por corte raso na Amazônia Legal e em outros biomas.
Representantes do agro destacaram que cerca de 28% dos produtores que tomaram crédito no passado podem ser impactados pela restrição, incluindo casos em que pendências já foram regularizadas, mas ainda constam no sistema devido à metodologia de análise anual.
Como alternativa, a Embrapa apresentou o projeto TerraClass, ferramenta voltada ao mapeamento da cobertura e uso da terra nos biomas brasileiros. Atualmente, o sistema contempla os biomas Amazônia e Cerrado, com previsão de ampliação para todo o território nacional.
O ministro destacou que a presença de toda a equipe técnica do ministério reforça a relevância do diálogo com o setor. Ele também afirmou que o governo trabalha na elaboração de um Plano Safra robusto, mas alertou para os impactos das taxas de juros elevadas sobre a viabilidade do crédito rural.
O Cosag deve convidar representantes do Ministério da Fazenda para discutir o tema em reunião futura.
No período da tarde, o ministro e os secretários participaram de encontro na Sociedade Rural Brasileira (SRB), na capital paulista.
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