POLITÍCA NACIONAL
Lula vai sancionar Orçamento de 2025 nos próximos dias
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A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 será sancionada nos próximos dias pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com possíveis vetos, afirmaram à imprensa na quarta-feira (9) o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Gustavo Guimarães, e o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE). O governo federal tem até o dia 15 de abril para sancionar o texto, mesma data-limite para entrega ao Congresso do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026.
O projeto da LOA 2025 (PLN 26/2024) foi aprovado pelo Congresso em 20 de março, após atraso de três meses devido a negociações políticas. O texto que Lula vai sancionar é o chamado Autógrafo do Orçamento, que é o texto final, exato e consolidado do que foi aprovado por senadores e deputados federais. São esperados alguns vetos.
Nesta semana, a Consultoria de Orçamento da Câmara divulgou o Raio X do Autógrafo do Orçamento 2025, um resumão em quatro páginas do texto aprovado no Congresso. O documento apresenta em gráficos e tabelas as principais despesas previstas. Confira algumas delas:
| Previdência Social | R$ 1,02 trilhão |
| Transferências para estados, DF e municípios | R$ 555,6 bilhões |
| Pagamento de pessoal | R$ 443,1 bilhões |
| Investimentos (incluindo estatais federais) | R$ 246,9 bilhões |
| Despesas discricionárias | R$ 233,6 bilhões |
| Bolsa Família | R$ 158,6 bilhões |
| BPC | R$ 113,6 bilhões |
| Emendas parlamentares | R$ 59,5 bilhões |
| Seguro Desemprego | R$ 57,1 bilhões |
| Abono Salarial | R$ 30,9 bilhões |
| Minha Casa Minha Vida | R$ 30 bilhões |
| FNDCT | R$ 17,6 bilhões |
| Auxílio Gás | R$ 3,6 bilhões |
| Fundo Partidário | R$ 1,3 bilhão |
CMO 2025
A nova composição da Comissão Mista de Orçamento (CMO) para 2025/26 foi instalada, com o senador Efraim Filho (União-PB) na presidência. O colegiado vai analisar durante este ano primeiro a LDO para 2026 e, depois, a LOA de 2026, que terá o deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL) como relator.
Com Agência Câmara
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Hermes Klann defende renegociação de dívidas rurais
Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (25), o senador Hermes Klann (PL-SC) defendeu a aprovação do projeto de lei (PL 5.122/2023), que cria mecanismos para renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. Segundo o parlamentar, o aumento dos custos de produção, a restrição de crédito e as perdas sucessivas de safra colocaram produtores e cooperativas em situação de forte pressão financeira.
O senador afirmou que o projeto prevê o uso do Fundo Social para viabilizar uma linha especial de financiamento destinada à quitação de débitos da atividade rural. Ele destacou que a proposta estabelece condições emergenciais de crédito e critérios para comprovação de perdas climáticas, além de permitir a inclusão de operações contratadas até dezembro de 2025.
— Trata-se de um instrumento de recuperação econômica essencial para evitar o abandono da atividade produtiva, preservar empregos e reduzir os impactos da crise no setor rural. Destaco a ampliação para contemplar operações contratadas até 31 de dezembro de 2025, o que é essencial diante da continuidade da crise no campo, com perdas sucessivas, aumentos de custos e restrição de crédito que seguem afetando os produtores — disse.
O parlamentar afirmou que a crise financeira no campo ultrapassa o impacto individual sobre produtores e afeta diretamente economias locais, cooperativas, empregos e arrecadação municipal. Hermes Klann também defendeu que o crédito rural seja tratado como política pública estratégica para segurança alimentar e desenvolvimento regional.
— O produtor investe antes de receber, assume riscos antes de colher, emprega antes de vender, movimenta a economia antes de ter qualquer garantia de retorno. É por isso que o crédito rural não pode ser tratado como simples operação bancária. Ele é parte da política pública de abastecimento, de desenvolvimento regional e de segurança alimentar.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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