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Chuvas intensas comprometem reta final da colheita de arroz no Rio Grande do Sul
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Chuvas causam prejuízos nas lavouras de arroz
As chuvas registradas nos últimos dias têm provocado sérios prejuízos às lavouras de arroz em diferentes regiões produtoras do Rio Grande do Sul. De acordo com a Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz), os agricultores enfrentam crescente preocupação diante dos efeitos do acamamento – fenômeno em que as plantas tombam devido à ação de ventos fortes ou excesso de umidade.
Mais da metade da colheita já foi realizada
O problema ocorre em um momento delicado da safra, uma vez que mais de 50% da área plantada já foi colhida. A ocorrência do acamamento pode dificultar a colheita do restante da área e comprometer os resultados esperados pelos produtores.
Produtividade pode ser afetada, alerta Federarroz
Segundo o presidente da Federarroz, Alexandre Velho, a situação verificada em campo pode ter um impacto direto na produtividade. “As chuvas da semana passada causaram grandes transtornos e agravaram o problema de acamamento em várias regiões produtoras do Estado. Isso preocupa os produtores e deve alterar significativamente a produtividade nesta etapa final da colheita”, declarou.
Problemas atingem várias regiões orizícolas do Estado
Relatórios encaminhados à entidade apontam que o problema tem afetado municípios em diversas regiões produtoras de arroz do Estado. A Federarroz destaca ainda que, além das chuvas, a recente queda nas temperaturas também tem causado danos às lavouras, o que tende a influenciar negativamente os números finais da safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Falta de investimento em qualificação ameaça competitividade do agro brasileiro na era da inteligência artificial
A rápida evolução tecnológica no agronegócio brasileiro está ampliando a demanda por profissionais altamente qualificados. No entanto, especialistas alertam que os investimentos em capacitação ainda estão aquém do necessário para sustentar o próximo ciclo de crescimento e inovação do setor.
A avaliação é de Diogo Luchiari, sócio e vice-presidente de Atendimento e Operações da Macfor, que chama atenção para um cenário de crescente dependência de instituições externas na formação da mão de obra técnica que abastece o agro nacional.
Segundo o executivo, a transformação digital no campo exige novas competências e coloca em evidência um desafio estratégico: a preparação de profissionais capazes de operar tecnologias avançadas em um ambiente cada vez mais orientado por dados.
Investimento em treinamento segue abaixo de mercados desenvolvidos
Dados do levantamento “Panorama do Treinamento no Brasil 2025/2026”, elaborado pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), mostram que as empresas brasileiras investem, em média, R$ 1.199 por colaborador ao ano em capacitação.
Nos Estados Unidos, o investimento médio chega a R$ 6.690 por profissional, valor quase seis vezes superior.
O estudo também aponta que os trabalhadores brasileiros recebem, em média, 26 horas anuais de treinamento, enquanto nos Estados Unidos a média é de 21 horas. Para especialistas, a diferença sugere que o problema não está apenas no tempo dedicado à capacitação, mas principalmente na profundidade e na qualidade dos programas oferecidos.
Disputa por talentos se intensifica no agronegócio
O cenário se torna ainda mais desafiador diante da crescente concorrência por profissionais especializados.
Pesquisa realizada pela FESA Group com executivos de grandes empresas revelou que a qualificação profissional passou a figurar entre as principais preocupações das áreas de recursos humanos. O levantamento indica que a retenção de talentos e a formação técnica ganharam relevância estratégica em um ambiente de transformação tecnológica acelerada.
Hoje, profissionais com conhecimento em agricultura digital, análise de dados, inteligência artificial, automação, biotecnologia e sistemas integrados de gestão estão entre os mais disputados pelo mercado.
Além do agronegócio, setores como fintechs, empresas de tecnologia, agtechs globais, tradings e plataformas digitais também buscam esses especialistas, ampliando a concorrência e pressionando os salários.
SENAR, cooperativas e universidades sustentam formação técnica
Grande parte da qualificação profissional voltada ao campo continua sendo conduzida por instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), cooperativas e universidades públicas.
Embora essas entidades desempenhem papel fundamental no desenvolvimento do setor, especialistas avaliam que as empresas privadas precisam assumir participação mais ativa na formação de seus profissionais, sobretudo diante da crescente complexidade tecnológica das operações agrícolas.
O desafio ganha ainda mais relevância considerando o peso econômico do agronegócio brasileiro. Estimativas apontam que o setor deverá movimentar cerca de R$ 3,79 trilhões em 2025, consolidando sua posição como um dos principais motores da economia nacional.
Inteligência artificial e agricultura digital elevam exigências
A modernização do campo já é uma realidade em diversas regiões produtoras do país.
Máquinas autônomas, monitoramento remoto de lavouras, inteligência artificial aplicada à produtividade, biotecnologia de precisão e plataformas integradas de gestão agrícola fazem parte da rotina de muitas propriedades rurais.
Esse avanço tecnológico exige profissionais capazes de interpretar dados, operar sistemas complexos e tomar decisões estratégicas baseadas em informações em tempo real.
Para especialistas, a escassez dessa mão de obra qualificada pode se transformar em um dos principais gargalos para o crescimento sustentável do agronegócio na próxima década.
Capacitação deve ser tratada como investimento estratégico
Diante desse cenário, cresce a percepção de que a formação profissional precisa ser encarada como um investimento essencial para a competitividade do setor.
Assim como insumos, fertilizantes, defensivos, máquinas e infraestrutura logística são considerados elementos fundamentais da produção, a qualificação da mão de obra tende a ocupar papel cada vez mais estratégico dentro das empresas do agro.
A capacidade de atrair, desenvolver e reter talentos especializados poderá ser decisiva para que o Brasil mantenha sua liderança global na produção de alimentos e aproveite plenamente as oportunidades geradas pela revolução tecnológica no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

