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Santa Catarina receberá 15 mil doses de sêmen Angus por meio de parceria entre Associação e SENAR

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Parceria inédita fortalece melhoramento genético em SC

O melhoramento genético continua sendo um dos pilares da atuação da Associação Brasileira de Angus e Ultrablack em todo o território nacional. A mais recente iniciativa nesse sentido é a assinatura de um convênio com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (SENAR-SC).

O acordo, formalizado durante a XVIII Exposição Agropecuária, Indústria e Comércio – ExpoCampos, prevê a distribuição de 15 mil doses de sêmen de touros da raça Angus para os produtores que integram o programa Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Pecuária de Corte, promovendo ganhos em genética e eficiência alimentar.

Projeto utiliza dados da Embrapa para selecionar os melhores reprodutores

A iniciativa conta ainda com o apoio da Embrapa Pecuária Sul, por meio da Prova de Eficiência Alimentar (PEA), realizada em Bagé (RS) desde março. Os touros com melhor desempenho zootécnico, identificados ao longo dos 70 dias da avaliação, serão os responsáveis por fornecer o sêmen destinado aos produtores catarinenses.

A seleção genética com base na eficiência alimentar é considerada estratégica para a sustentabilidade da pecuária. Touros com baixo Consumo Alimentar Residual (CAR) e alto Ganho Médio Diário Residual (GMDR) favorecem a produção de carne com menor uso de alimento, o que reduz custos e minimiza impactos ambientais.

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Benefícios econômicos, zootécnicos e ambientais para os pecuaristas

O presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Cairoli, celebra a parceria firmada e os benefícios projetados. “É uma oportunidade de inovação para a pecuária catarinense, unindo melhoramento genético, eficiência alimentar e sustentabilidade. A parceria proporcionará aos produtores do ATeG acesso a uma genética de excelência, com impactos diretos na rentabilidade e qualidade do rebanho. Além disso, o apoio do SENAR fortalece nossos processos e abre portas para outros mercados nacionais”, afirmou.

A expectativa é que a disseminação do material genético de touros de alto desempenho eleve os padrões da pecuária regional, impulsionando a produtividade, competitividade e sustentabilidade da cadeia de corte.

FAESC e SENAR destacam importância estratégica da ação

O presidente do Sistema FAESC/SENAR, José Zeferino Pedrozo, ressalta a relevância do convênio para o avanço da pecuária no estado. “Ao disponibilizar sêmen de touros Angus para os produtores assistidos pela ATeG, estamos promovendo o acesso à genética de alta qualidade, um aspecto essencial para o desenvolvimento do setor”, afirmou.

Pedrozo enfatiza ainda que o projeto valoriza uma raça já reconhecida mundialmente e contribui para o aperfeiçoamento dos rebanhos catarinenses, além de fomentar a competitividade da pecuária estadual e nacional. “Desde 2016, o ATeG vem atuando para aumentar a eficiência e profissionalizar a gestão das propriedades. Esta nova ação reforça o compromisso com a inovação e o progresso da atividade pecuária em Santa Catarina.”

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Iniciativa nasceu do Núcleo Catarinense de Criadores de Angus

A proposta de parceria teve origem no Núcleo Catarinense de Criadores de Angus, ainda em 2024. As negociações foram conduzidas ao longo do último ano pelo então presidente do núcleo, Nelson Serpa, que passou a liderança para Marco Antonio Vian em março deste ano.

“Essa foi uma iniciativa do nosso núcleo, com foco no melhoramento genético para os criadores catarinenses. Tenho plena convicção de que o projeto piloto será bem-sucedido. O valor agregado aos animais é significativo, e isso traz ganhos para o rebanho e também para a sustentabilidade”, destacou Serpa.

Expansão nacional está nos planos da Associação

Diante da expectativa positiva com a implementação do projeto em Santa Catarina, a Associação Brasileira de Angus já projeta a ampliação da iniciativa para outros estados. A ideia é que, comprovada a eficácia da ação, o convênio seja renovado e replicado em outras regiões do Brasil, consolidando um modelo de cooperação técnica voltado à valorização genética, à produtividade e à sustentabilidade da pecuária de corte nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Controle de qualidade dos pintinhos no alojamento é decisivo para a produtividade da avicultura

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O sucesso de um lote de frangos de corte começa a ser construído nas primeiras horas após o alojamento. Em uma avicultura cada vez mais tecnificada e orientada por indicadores de desempenho, o monitoramento da qualidade dos pintinhos na fase inicial tornou-se uma ferramenta estratégica para garantir sanidade, uniformidade e maior eficiência produtiva ao longo de todo o ciclo.

Especialistas do setor destacam que falhas de manejo, ambiência inadequada ou dificuldades de adaptação nos primeiros dias de vida podem comprometer o desenvolvimento das aves, afetando diretamente indicadores zootécnicos e a rentabilidade da atividade.

Primeiras horas são determinantes para o desempenho do lote

O Brasil ocupa posição de destaque na produção mundial de carne de frango, com mais de 15 milhões de toneladas produzidas anualmente e presença em mais de 150 mercados internacionais. Nesse cenário altamente competitivo, reduzir perdas e aumentar a previsibilidade dos resultados são fatores fundamentais para a sustentabilidade dos negócios.

Para alcançar esses objetivos, os pintinhos precisam encontrar condições ideais logo após o alojamento, incluindo temperatura adequada, ventilação eficiente, acesso facilitado à água e à ração, além de um ambiente que favoreça seu desenvolvimento fisiológico.

Problemas nessa etapa podem comprometer o ganho de peso inicial, a resposta imunológica e a uniformidade do lote, refletindo negativamente nos índices produtivos até o abate.

Indicadores permitem correções rápidas e mais eficientes

O acompanhamento técnico durante os primeiros dias de vida é essencial para detectar precocemente qualquer desvio de manejo ou condição ambiental inadequada.

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Entre os principais indicadores monitorados pelos profissionais da avicultura estão:

  • Comportamento das aves;
  • Consumo de água;
  • Consumo de ração;
  • Temperatura corporal;
  • Grau de hidratação;
  • Enchimento de papo;
  • Mortalidade inicial;
  • Uniformidade do lote.

A análise desses parâmetros permite identificar rapidamente problemas e adotar medidas corretivas antes que os impactos comprometam o desempenho produtivo.

Enchimento de papo é um dos principais indicadores iniciais

Entre os indicadores avaliados nas primeiras horas após o alojamento, o enchimento de papo é considerado um dos mais relevantes.

A observação permite verificar se os pintinhos conseguiram localizar e consumir água e alimento adequadamente, servindo como um importante termômetro da adaptação ao ambiente.

Da mesma forma, o comportamento das aves auxilia na identificação de falhas relacionadas à temperatura, ventilação ou distribuição inadequada dos animais dentro do aviário.

Segundo Beatriz Santos, assistente técnica de aves da Zoetis Brasil, o acompanhamento próximo nesse período é fundamental para o sucesso do lote.

“O alojamento é um momento determinante para o desempenho futuro das aves. O acompanhamento técnico nas primeiras horas e nos primeiros dias permite identificar rapidamente qualquer alteração e corrigir o manejo de forma mais assertiva, reduzindo perdas e favorecendo a performance do lote”, destaca.

Biosseguridade e vacinação fortalecem a saúde das aves

Além dos cuidados relacionados ao manejo e à ambiência, programas de biosseguridade e protocolos vacinais bem estruturados desempenham papel fundamental na proteção das aves desde o início do ciclo produtivo.

A integração entre sanidade, nutrição, manejo e suporte técnico permite formar lotes mais saudáveis, uniformes e produtivos.

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Nesse contexto, a utilização de tecnologias voltadas à prevenção de enfermidades contribui para fortalecer a imunidade e reduzir riscos sanitários em fases críticas do desenvolvimento.

Prevenção é aliada da eficiência produtiva

A construção de programas sanitários eficientes começa ainda no incubatório e se estende durante toda a vida produtiva das aves.

De acordo com especialistas, a combinação entre boas práticas de manejo e ferramentas de prevenção sanitária cria uma base sólida para o desempenho dos lotes, favorecendo melhores índices zootécnicos e maior previsibilidade dos resultados.

“A proteção das aves deve ser encarada como um processo contínuo, que começa nas fases iniciais do desenvolvimento. Quando combinamos boas práticas de manejo com ferramentas sanitárias adequadas, criamos uma base mais sólida para a saúde e a produtividade do lote”, ressalta Beatriz Santos.

Tecnologia e monitoramento impulsionam a competitividade da avicultura

Com a crescente demanda por eficiência, sustentabilidade e segurança alimentar, o monitoramento precoce dos pintinhos tornou-se um diferencial competitivo para a cadeia avícola.

O investimento em tecnologia, prevenção sanitária, capacitação técnica e acompanhamento dos indicadores produtivos permite aos produtores reduzir perdas, melhorar o desempenho dos lotes e aumentar a rentabilidade da atividade.

Em um setor cada vez mais exigente e orientado por resultados, a atenção aos primeiros dias de vida das aves continua sendo um dos pilares para o sucesso da produção avícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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