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Mercado de frango mantém estabilidade com oferta equilibrada e expectativa positiva no atacado

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Oferta equilibrada sustenta estabilidade no mercado vivo

De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, o mercado de frango vivo permaneceu estável a levemente enfraquecido, com oferta equilibrada ao longo da cadeia produtiva. Este cenário tem mantido os preços relativamente constantes, mesmo diante das variações regionais.

Iglesias destaca ainda que os avicultores estão otimistas com a evolução do setor, apostando na melhoria das margens diante da expectativa de redução nos custos, especialmente com o milho, que vem apresentando queda nos preços devido ao aumento da oferta nacional. No entanto, ele alerta para os altos custos dos pintainhos, cujos preços seguem em patamares históricos.

Reposição ativa e expectativa de consumo aquecido animam o atacado

No segmento atacadista, a reposição de produtos entre varejo e atacado tem sido dinâmica, impulsionada pela expectativa de aumento no consumo no curto prazo. A aproximação do Dia das Mães e a capitalização das famílias são fatores que devem estimular a demanda por proteínas, com destaque para o frango.

A carne bovina, principal concorrente da avicultura, segue com desempenho fraco no período, mantendo os cortes de frango como alternativa mais acessível ao consumidor final. O analista também destaca o papel positivo das exportações brasileiras de carne de frango, que reforçam o cenário favorável para o setor.

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Variação de preços nos cortes congelados e resfriados

Segundo levantamento da Safras & Mercado, os preços dos cortes de frango congelado e resfriado apresentaram variações significativas no atacado de São Paulo ao longo da semana:

Cortes congelados – Atacado SP:

  • Peito: de R$ 11,00 para R$ 11,40/kg
  • Coxa: estabilidade em R$ 8,30/kg
  • Asa: de R$ 12,20 para R$ 12,50/kg

Distribuição – Congelados:

  • Peito: de R$ 11,25 para R$ 11,50/kg
  • Coxa: estável em R$ 8,50/kg
  • Asa: de R$ 12,40 para R$ 12,70/kg

Cortes resfriados – Atacado SP:

  • Peito: de R$ 11,10 para R$ 11,50/kg
  • Coxa: mantida em R$ 8,40/kg
  • Asa: de R$ 12,30 para R$ 12,60/kg

Distribuição – Resfriados:

  • Peito: de R$ 11,35 para R$ 11,60/kg
  • Coxa: estável em R$ 8,60/kg
  • Asa: de R$ 12,50 para R$ 12,80/kg
Preços regionais do frango vivo

O levantamento semanal nas principais praças de comercialização do país apontou oscilações nos preços do frango vivo:

  • Minas Gerais: de R$ 6,20 para R$ 6,00/kg
  • São Paulo: estável em R$ 6,50/kg
  • Mato Grosso do Sul: de R$ 6,10 para R$ 5,90/kg
  • Goiás: de R$ 6,10 para R$ 5,90/kg
  • Distrito Federal: de R$ 6,20 para R$ 6,00/kg
  • Pernambuco: estabilidade em R$ 7,50/kg
  • Ceará: estável em R$ 7,80/kg
  • Pará: inalterado em R$ 8,00/kg
  • Nas integrações industriais:
  • Santa Catarina: R$ 4,35/kg
  • Oeste do Paraná: R$ 4,30/kg
  • Rio Grande do Sul: R$ 4,00/kg
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Exportações de carne de frango seguem em bom ritmo

As exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis somaram US$ 808,623 milhões em abril, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior. No total, o país exportou 440,665 mil toneladas, com média diária de 22,033 mil toneladas e valor médio de US$ 1.835,00 por tonelada.

  • Na comparação com abril de 2024:
  • Valor médio diário: queda de 1%
  • Quantidade média diária: redução de 2,6%
  • Preço médio por tonelada: alta de 1,7%

Com o mercado interno sustentado por uma boa reposição e o externo mantendo volumes expressivos, o setor avícola brasileiro encerra a semana com um cenário de estabilidade e expectativas positivas para o curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café robusta cresce no Brasil, dobra produção em 9 anos e reduz distância para o arábica

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Produção de robusta deve chegar a 22,1 milhões de sacas em 2026, enquanto arábica segue liderança com 44,1 milhões; cenário indica diversificação e reconfiguração da cafeicultura brasileira.

Café robusta deixa de ser coadjuvante e avança na produção nacional

O café robusta, também conhecido como conilon ou canéfora, vem ganhando protagonismo na cafeicultura brasileira e ampliando sua participação na produção nacional.

Em nove anos, a produção praticamente dobrou: passou de 10,4 milhões de sacas em 2016 para 20,8 milhões de sacas no ano passado, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa recorde histórico da variedade.

Para 2026, a expectativa é de novo crescimento, com projeção de 22,1 milhões de sacas, alta de 6,4% em relação ao ano anterior e possibilidade de novo recorde.

Arábica mantém liderança, mas crescimento do robusta muda equilíbrio do setor

Apesar da expansão do robusta, o café arábica segue como principal variedade produzida no país.

Em 2024, a produção foi de 35,7 milhões de sacas, abaixo das 43 milhões registradas em 2016. Para 2026, a Conab projeta recuperação, com 44,1 milhões de sacas.

Segundo o head da Ascenza Brasil, Hugo Centurion, o cenário não representa substituição entre as variedades, mas sim uma mudança estrutural na cafeicultura brasileira.

“O robusta não está tomando o lugar do arábica, mas o Brasil vive um movimento de diversificação da cafeicultura nacional”, afirma.

Robusta já responde por mais de um terço da produção brasileira

Na safra mais recente, a produção total de café no Brasil foi de 56,5 milhões de sacas. Desse volume, o robusta respondeu por 37%, participação considerada histórica.

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O avanço é explicado por fatores como:

  • Alta produtividade por hectare
  • Maior resistência ao calor e à seca
  • Menor custo de produção
  • Crescente demanda industrial

“O arábica continua muito importante, especialmente nas exportações, mas o robusta ganha espaço pela sua estabilidade produtiva”, destaca Centurion.

Produtividade do robusta supera em mais de 100% a do arábica

Os dados de produtividade reforçam a vantagem competitiva do robusta no campo.

  • Robusta: 400 mil hectares → 20,8 milhões de sacas (52 sacas/ha)
  • Arábica: 1,5 milhão de hectares → 35,7 milhões de sacas (24 sacas/ha)

Ou seja, o robusta apresenta produtividade mais que o dobro da registrada no arábica, com menor área cultivada.

Nova configuração da cafeicultura brasileira

Especialistas avaliam que o crescimento do robusta reflete uma mudança estrutural no setor, com maior foco em eficiência, previsibilidade e redução de riscos climáticos.

Segundo Centurion, o movimento não substitui o arábica, mas amplia a competitividade do Brasil.

“O que estamos vendo é uma reconfiguração da cafeicultura, com o robusta assumindo papel estratégico, sustentado por produtividade e pela demanda global por cafés industriais”, explica.

Expansão do robusta abre novas fronteiras agrícolas

O mapa da produção de café no Brasil também está em transformação.

O arábica se concentra principalmente em:

  • Minas Gerais (Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Zona da Mata)
  • São Paulo
  • Paraná
  • Bahia (Chapada Diamantina e Oeste)
  • Já o robusta tem forte presença em:
  • Espírito Santo (maior produtor nacional)
  • Rondônia
  • Expansão na Bahia e Mato Grosso
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Enquanto o arábica exige clima ameno e altitude, o robusta avança em regiões mais quentes e de menor altitude, abrindo novas fronteiras agrícolas.

Café robusta atende demanda crescente da indústria global

O crescimento do robusta também está ligado ao aumento da demanda por cafés industriais, como:

  • Café solúvel
  • Cápsulas
  • Blends comerciais

Além disso, o robusta possui maior teor de cafeína e perfil mais intenso, sendo amplamente utilizado em formulações industriais e misturas com arábica.

Mudanças no consumo global reforçam importância da variedade

No mercado internacional, o arábica ainda lidera com cerca de dois terços do consumo global, enquanto o robusta representa pouco mais de um terço.

Segundo a Conab, o Brasil exportou cerca de 40 milhões de sacas de café no último ano. Deste total:

  • 75% a 80% foram de arábica
  • 20% a 25% foram de robusta

Os principais compradores incluem Estados Unidos, Alemanha, Itália, Japão e Bélgica.

Robusta ganha papel estratégico na competitividade do café brasileiro

Além de ampliar a oferta para a indústria, o robusta também contribui para estabilizar preços no mercado interno, especialmente em momentos de alta do arábica.

Com maior produtividade e menor custo, a variedade ajuda a sustentar a cadeia produtiva e manter o café mais acessível ao consumidor final.

“O robusta funciona como elemento de equilíbrio do setor e contribui para a competitividade do café brasileiro”, conclui Centurion.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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