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Com “despacho sobre águas”, comercializar com o exterior está mais ágil e econômico

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A espera pela entrega da importação internacional vai passar a ser mais curta no Brasil com as mudanças que estão sendo implantadas no Portal Único do Comércio Exterior pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pelo Ministério da Fazenda. Com novos recursos, que começaram ser adotados desde o fim do ano passado, o processo de desembaraço das importações tem início logo que a carga sai do país de origem. Isso é válido tanto nas importações transportadas por navio para o Brasil, o chamado “despacho sobre águas”, quanto para importações vindas por avião, o “despacho sobre nuvens”.

“Quando o navio sai do país de origem com a carga ou quando o avião decola do aeroporto com os produtos comprados lá fora, o importador já pode fazer a declaração de importação antecipada. Não precisa mais esperar a carga chegar ao Brasil para iniciar o processo”, explicou o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin. “E a economia com isso é enorme, pois cada dia em que o produto fica parado no terminal alfandegário representa um custo de 0,8% do preço total da carga”, acrescentou. Ou seja, para uma carga de US$ 1 milhão, um dia parado gera um custo diário de US$ 8 mil para a operação.

Anteriormente, para liberar uma carga, era necessário esperar sua chegada a um porto ou aeroporto brasileiro e aguardar o terminal alfandegário atestar a presença da carga no Brasil. Só nessa etapa eram gastos de 2 a 3 dias de um tempo médio total de 9 dias para a operação de importação. Somada às demais evoluções provenientes do programa Portal Único, a expectativa é de que esse prazo seja reduzido para 5 dias.  

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A mudança faz parte de medidas de desburocratização que vêm sendo implantadas pelo governo federal, dando maior agilidade aos processos de importação, reduzindo o custo de armazenagem da carga e o custo de movimentação no terminal alfandegário.

Até o ano passado, apenas grandes importadores certificados no Programa OEA tinham o benefício do registro antecipado da declaração de importação. Esse grupo é responsável por 25% das importações, mas representa apenas 1% do total de importadores. Com o novo processo de importação, qualquer importador pode fazer a declaração antecipadamente, basta se registrar no Portal Único de Comércio Exterior para utilizar essa facilidade. Ao todo, 28 mil empresas brasileiras estão operando no comércio exterior.

“Com isso, ampliamos o acesso ao benefício para todas as empresas importadoras, independentemente do porte. Ao reduzir os custos para a entrada de insumos e de maquinário, por exemplo, a medida fortalece a competitividade do país e impulsiona a integração do setor produtivo brasileiro às cadeias globais de valor, explicou a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres. No ano passado, as importações brasileiras somaram US$ 262,5 bilhões.

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“O portal único é um grande instrumento transformador do comércio exterior brasileiro. Os pilares fundamentais dele, como simplificação, facilitação, transparência, agilidade e previsibilidade são essenciais para que a gente consiga cada vez mais desenvolver o comércio exterior brasileiro”, avalia o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo, Elson Isayama. “O despacho sobre águas faz com que o importador possa trabalhar com antecedência a programação toda do seu processo e, consequentemente, trabalhar toda a logística para receber a carga de forma muito mais rápida”, acrescentou.

Portal Único

O Portal Único é uma iniciativa liderada pela Secretaria de Comércio Exterior do MDIC e a Secretaria Especial da Receita Federal do Ministério da Fazenda para reduzir a burocracia, o tempo e os custos nas exportações e importações brasileiras, a fim de atender com mais eficiência às demandas do comércio exterior. Sua implementação foi iniciada em 2014 e está sendo realizada de forma modular, em substituição ao Siscomex antigo. O programa já processa 100% das exportações brasileiras e até o fim do ano estará 100% implantado, contemplando também todas as importações. Com as mudanças, estima-se uma economia anual de mais de R$ 40 bilhões para os operadores privados.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Ministro do Turismo assina memorando com a Etiópia para fortalecer cooperação no setor

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O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, e o embaixador da Etiópia no Brasil, Leulseged Tadese Abebe, assinaram nesta quinta-feira (2), em Brasília (DF), um memorando de entendimento para fortalecer a cooperação entre os dois países na área do turismo.

O documento reafirma o compromisso de Brasil e Etiópia em ampliar a parceria no setor, reconhecendo o turismo como instrumento de desenvolvimento econômico, geração de emprego, intercâmbio cultural e aproximação entre os povos.

A assinatura do memorando também marca um novo momento na relação entre os dois países.

Durante a reunião, Brasil e Etiópia reafirmaram o interesse em aprofundar a cooperação por meio dos BRICS, grupo formado por onze países, que atua na articulação política e na cooperação em diferentes áreas estratégicas.

“Estamos muito satisfeitos com a assinatura desse memorando. Este encontro representa uma grande oportunidade para avançarmos na relação longeva entre Brasil e Etiópia. Tenho certeza de que temos muito trabalho a fazer. Daremos continuidade às conversas durante as reuniões dos BRICS”, destacou Gustavo Feliciano.

Além do fortalecimento da cooperação institucional, a conectividade aérea entre os dois países também esteve na pauta do encontro. O ministro e o embaixador discutiram a possibilidade de ampliar a frequência de voos semanais entre Brasil e Etiópia. Atualmente, há um voo diário ligando Addis Abeba, principal centro de conexões aéreas da África, ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

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Relação histórica

Parceira estratégica no continente africano, a Etiópia mantém uma relação diplomática consolidada com o Brasil. Em 2026, as duas nações celebram 75 anos do estabelecimento de relações diplomáticas, iniciadas em 1951, marco que reforça os laços históricos e abre espaço para o fortalecimento de novas iniciativas de cooperação.

Para Leulseged Tadese Abebe, o memorando representa um passo importante para impulsionar o desenvolvimento do turismo entre os dois países. “O turismo é uma das cinco áreas que temos hoje como prioritárias para o desenvolvimento. Queremos expandir o turismo e os nossos destinos, e o memorando de entendimento é uma excelente oportunidade para isso. Na Etiópia, quando pensamos no Brasil, pensamos em um povo hospitaleiro, que sabe receber muito bem os turistas”, afirmou.

Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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