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Irrigação por gotejamento se consolida como aliada estratégica da produção agrícola na Agrishow 2025

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A Agrishow 2025, uma das maiores vitrines do agronegócio mundial, reafirma seu papel como espelho das inovações e tendências que moldam o setor agropecuário brasileiro. Nesta edição, a irrigação por gotejamento emerge como uma das principais apostas dos produtores rurais que buscam aliar eficiência produtiva, sustentabilidade e resiliência climática em suas lavouras.

“O produtor está cada vez mais consciente de que irrigar com inteligência é investir na estabilidade da safra”, afirma Michele Silva, diretora de Marketing da Netafim, empresa reconhecida globalmente como referência em soluções de irrigação por gotejamento. Durante a feira, a companhia apresentará tecnologias de última geração, com foco em operação eficiente e suporte técnico especializado.

Segundo Michele, a Agrishow não apenas reflete o cenário atual do setor, como também antecipa os rumos do agronegócio. “O que observamos é uma crescente demanda por tecnologias que ofereçam previsibilidade e sustentabilidade à produção”, pontua. No estande da Netafim, produtores de todas as regiões do país terão acesso a sistemas integrados e ferramentas digitais que demonstram o potencial do gotejamento como solução de alta performance no campo.

Apesar do avanço da tecnologia, o uso da irrigação no Brasil ainda está aquém de seu potencial. Para contribuir com essa expansão, a Netafim tem investido em diferentes frentes: capacitação técnica, projetos personalizados, assistência agronômica contínua e parcerias com cooperativas e instituições financeiras.

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A tecnologia já é realidade em importantes polos agrícolas do país. No setor cafeeiro, tanto o arábica de Minas Gerais quanto o conilon do Espírito Santo têm adotado o gotejamento visando maior estabilidade e melhor manejo nutricional. Já no cinturão citrícola de São Paulo, a irrigação por gotejamento tem garantido qualidade e regularidade à produção. Na fruticultura nordestina, o destaque vai para o Vale do São Francisco, com culturas como manga, uva e melão. Na cana-de-açúcar, o uso do gotejamento subterrâneo tem apresentado resultados expressivos, tanto no Nordeste quanto no Centro-Sul do Brasil.

Além do aspecto técnico, o fator humano também se fortalece nesse contexto de transformação. “Percebemos uma participação crescente de mulheres, jovens e lideranças no uso da tecnologia como aliada estratégica”, destaca Michele. “Isso mostra que o futuro da irrigação vai além da técnica — é humano, colaborativo e alinhado com as novas gerações do campo.”

Com as mudanças climáticas afetando diretamente a produtividade agrícola, a irrigação tem se consolidado como ferramenta essencial para garantir a segurança alimentar e a resiliência do agronegócio. Para Ricardo Almeida, CEO da Netafim no Brasil e no Mercosul, a irrigação é hoje uma necessidade estratégica. “Trata-se de aplicar o recurso certo, no lugar certo, na hora certa. Isso é inteligência aplicada à sustentabilidade”, afirma.

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De olho no futuro, a Netafim projeta 2025 como um ano de aceleração no uso da irrigação de precisão. A estratégia da empresa se apoia em três pilares: inovação tecnológica, presença ativa no campo e parcerias de longo prazo. Entre as novidades, destaca-se a evolução da linha GrowSphere, que oferece soluções intuitivas e conectadas para monitoramento e tomada de decisão no campo.

“Nossa missão é democratizar o acesso à tecnologia, oferecendo a pequenos produtores e grandes usinas ferramentas para irrigar de forma mais eficiente e inteligente”, conclui Michele.

Com esse movimento, a irrigação por gotejamento se consolida como peça-chave para o futuro sustentável da produção agrícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Trump taxa o Brasil por “trabalho escravo”, mas compra 30 vezes mais de “países suspeitos”

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Os Estados Unidos começaram a cobrar, nesta sexta-feira (24.07), uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros sob a justificativa de que o país não impediria de maneira efetiva a importação de mercadorias produzidas com trabalho escravo.

Para parte das exportações brasileiras, a nova tarifa será somada à sobretaxa de 25% (veja aqui) que entrou em vigor na quarta-feira (22), elevando o adicional a 37,5%. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a cobrança acumulada alcança setores como calçados, máquinas e equipamentos, incluindo maquinário agrícola, peças, vestuário e produtos químicos não farmacêuticos. Café e suco de laranja ficaram isentos das duas medidas, enquanto a celulose será atingida somente pelos 12,5%. A incidência final dependerá do código tarifário de cada mercadoria.

O argumento norte-americano, porém, esbarra nos próprios números e mostra que a decisão é eminentemente política. Segundo levantamento do Global Slavery Index, elaborado pela fundação Walk Free e apresentado ao G20, os Estados Unidos importam anualmente US$ 169,6 bilhões em mercadorias suspeitas de terem sido produzidas com trabalho forçado e nenhum desses países foi sobretaxado. No caso brasileiro, o montante é de US$ 5,6 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 28,5 bilhões, ou seja 30 vezes mais.

A classificação da fundação Walk Free não significa que todas essas mercadorias tenham sido comprovadamente produzidas por trabalhadores escravizados, mas mostra que o mercado norte-americano permanece como um dos principais destinos mundiais de bens provenientes dessas cadeias que se utilizam de mão de obra escravizada.

Entre as compras dos Estados Unidos classificadas como de risco estão US$ 107,6 bilhões em eletrônicos procedentes principalmente da China e da Malásia. Também aparecem US$ 52,4 bilhões em roupas produzidas em países como China, Vietnã, Bangladesh, Índia e Malásia. A lista inclui ainda pescados, madeira e produtos têxteis.

Outra incoerência: a nova cobrança não proíbe a entrada dessas mercadorias. Os produtos originados em cadeias apontadas como vulneráveis ao trabalho forçado poderão continuar chegando aos Estados Unidos desde que os importadores paguem o imposto adicional.

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O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) que “investigou” o Brasil não formalizou uma acusação de que os produtos brasileiros estão sendo fabricados com trabalho escravo. Apenas frisou que inexiste uma proibição de importação considerada suficientemente abrangente, para impedir que mercadorias produzidas nessas condições em terceiros países entrem no Brasil, e daqui cheguem aos Estados Unidos .

Essa foi uma forma de justificar o injustificável, já que o Brasil possui uma estrutura própria de repressão ao trabalho análogo à escravidão. O artigo 149 do Código Penal enquadra como crime situações envolvendo trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes e restrição da liberdade por dívida. O país também mantém grupos móveis de fiscalização e um cadastro público de empregadores responsabilizados administrativamente, conhecido como Lista Suja do Trabalho Escravo.

Desde 1995, mais de 68 mil trabalhadores foram retirados de condições análogas à escravidão em mais de 8 mil ações fiscais, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Somente em 2025, foram resgatadas 2.772 pessoas, enquanto as fiscalizações resultaram no pagamento de aproximadamente R$ 9,4 milhões em verbas trabalhistas e rescisórias. A versão mais recente da Lista Suja foi atualizada em 14 de julho deste ano.

Esses números não significam que o problema esteja eliminado no território brasileiro. Eles demonstram, entretanto, que o país reconhece a existência das irregularidades, investiga denúncias, responsabiliza empregadores e retira trabalhadores das situações encontradas. O próprio relatório produzido pelo USTR registra manifestações apresentadas durante a investigação que destacaram a existência de uma estrutura legal e institucional consolidada no Brasil.

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Outro ponto que relativiza a justificativa humanitária está no amplo conjunto de exceções definido pelos Estados Unidos. Ficaram protegidas da nova tarifa matérias-primas que possam provocar desabastecimento, produtos capazes de gerar impactos econômicos mais amplos e mercadorias que não possam ser produzidas em quantidade suficiente no território norte-americano.

A lista de exceções alcança itens de interesse direto do agronegócio, como determinados produtos de origem animal, sementes, insumos para fertilizantes e defensivos, couros, madeira, café solúvel sem aromatização e volumes de açúcar importados dentro das cotas estabelecidas. Na prática, a aplicação da medida será determinada não apenas pelo argumento relacionado ao trabalho forçado, mas também pela necessidade de preservar o abastecimento e os custos da economia americana.

Para o agro brasileiro, o impacto será desigual. Produtos incluídos nas exceções poderão continuar entrando sem a nova cobrança, enquanto os demais ficarão sujeitos aos 12,5%. Nos casos em que a tarifa se somar à sobretaxa de 25% estabelecida em outra investigação comercial, a cobrança nominal poderá alcançar 37,5%, dependendo da classificação aduaneira de cada mercadoria.

O momento escolhido para colocar a medida em vigor também chama atenção. A nova tarifa começou a valer exatamente quando terminou a cobrança global temporária de 10% criada anteriormente pelo governo norte-americano. Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos havia derrubado as chamadas tarifas recíprocas, que variavam de 10% a 50%. Agora, Washington recorreu à Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 para recompor uma barreira de alcance semelhante sob outra fundamentação jurídica.

A coincidência entre o calendário eleitoral e o aumento das barreiras comerciais mostra que as tarifas norte-americanas deixaram de ser apenas um instrumento de política comercial e passaram a integrar o ambiente político brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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