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Brics devem publicar manifestação contra medidas unilaterais de tarifas
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Encontro no Rio de Janeiro
Os chanceleres do Brics – bloco que reúne as principais economias emergentes – realizam nesta semana, no Rio de Janeiro, uma série de reuniões que deverão culminar na publicação de uma declaração oficial.
Defesa do multilateralismo
O documento, que será divulgado já nesta segunda-feira (28), deverá condenar a imposição unilateral de tarifas, em um gesto de defesa à arquitetura global do multilateralismo, representada pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
Discrição no conteúdo
Segundo informações preliminares, o texto terá no máximo cinco parágrafos e não mencionará diretamente os Estados Unidos, o presidente Donald Trump ou a própria OMC, adotando tom diplomático e cuidadoso.
Agenda dos encontros
As reuniões do Brics ocorrerão amanhã e na terça-feira (29). Na segunda-feira, os encontros serão restritos aos países membros: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.
Publicação da declaração
A manifestação condenando as medidas tarifárias deverá ser divulgada ao final das reuniões de segunda-feira, encerrando o primeiro dia de atividades do grupo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Indenizações do Seguro de Vida ao Produtor Rural crescem mais de 1.000% no Espírito Santo no início de 2026
O volume de indenizações pagas pelo Seguro Vida Produtor Rural registrou um crescimento expressivo no Espírito Santo no início de 2026. De acordo com dados da CNseg, as seguradoras desembolsaram mais de R$ 2 milhões em indenizações no primeiro bimestre do ano, resultado que representa alta superior a 1.000% em relação ao mesmo período de 2025.
O avanço ocorre em um cenário de maior percepção de risco no meio rural, influenciado por oscilações climáticas, custos de produção elevados e crescente necessidade de proteção financeira para produtores e suas famílias.
Seguro rural ganha relevância como instrumento de proteção e continuidade da atividade no campo
Mais do que um produto vinculado ao crédito agrícola, o seguro de vida do produtor rural tem sido utilizado como ferramenta de proteção patrimonial e familiar. Em caso de falecimento do segurado, a cobertura garante suporte financeiro aos beneficiários e evita que dívidas contratuais sejam transferidas aos herdeiros.
Além da proteção social, o mecanismo também contribui para a estabilidade do sistema de crédito rural, ao reduzir riscos de inadimplência e dar mais segurança às instituições financeiras que atuam no financiamento da produção agropecuária.
Arrecadação também cresce no Espírito Santo e no cenário nacional
Além do aumento nas indenizações, o segmento de seguros rurais também registrou expansão na arrecadação no estado. No Espírito Santo, o volume arrecadado no primeiro bimestre de 2026 ultrapassou R$ 17,5 milhões, representando crescimento de 20,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a CNseg.
No cenário nacional, a arrecadação do Seguro Vida Produtor Rural somou R$ 872,7 milhões no primeiro bimestre de 2026, avanço de 13,8% na comparação anual.
Proteção financeira fortalece acesso ao crédito e reduz riscos no agronegócio
Para o presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg, Daniel Nascimento, o crescimento do produto está diretamente ligado à necessidade de ampliar a segurança financeira no setor agropecuário.
“O seguro de vida do produtor rural tem um papel que vai além da proteção financeira de uma operação de crédito. Ele oferece tranquilidade ao produtor ao saber que, em caso de imprevisto, sua família não ficará desamparada nem herdará compromissos financeiros que possam comprometer seu patrimônio ou a continuidade da atividade”, afirma.
Segundo ele, a expansão do seguro também contribui para melhorar o ambiente de crédito no campo, especialmente para pequenos e médios produtores.
Maior previsibilidade favorece sustentabilidade do crédito rural
De acordo com Daniel Nascimento, o fortalecimento dos instrumentos de proteção financeira melhora o ambiente de financiamento no agronegócio.
“Quando existe um ambiente de maior previsibilidade e mitigação de riscos, o crédito tende a fluir com mais segurança. Isso beneficia o produtor, amplia o acesso ao financiamento e fortalece a sustentabilidade econômica do agronegócio brasileiro”, destaca.
O avanço do seguro rural ocorre em paralelo à relevância econômica do setor. Segundo o Cepea/USP, o agronegócio respondeu por cerca de 24% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025, reforçando a importância de mecanismos de proteção contra riscos no campo.
Gestão de risco se torna cada vez mais estratégica no campo
O crescimento acelerado das indenizações e da contratação de seguros no meio rural evidencia uma mudança estrutural na forma como o produtor lida com risco.
Em um cenário de maior volatilidade climática e financeira, o seguro de vida do produtor rural passa a ocupar papel central na estratégia de gestão do agronegócio, contribuindo para a proteção das famílias, a estabilidade da produção e a continuidade das atividades no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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